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domingo, 5 de julho de 2026
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Com foco na preservação do Pantanal, especialistas avaliam situação das áreas úmidas de MS

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Foto: Mairinco de Pauda

A Conferência da ONU para a Biodiversidade (COP15) realizada em dezembro de 2022 em Montreal, Canadá, estabeleceu 23 metas globais a serem cumpridas até 2030 e quatro objetivos que precisam ser concretizados ainda na primeira metade do século por todas as nações. O Brasil está entre os mais de 200 países que concordaram em perseguir essas metas e objetivos, com objetivo de proteger e restaurar a natureza, garantindo seu uso sustentável e estimulando uma economia global verde.

O Marco Kunming-Montreal, como é conhecido o conjunto de metas e objetivos traçados durante a COP15, foi tema de Seminário realizado pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), em parceria com a Abema (Associação Brasileira de Entidades Ambientais), nessa quinta-feira (26), em Campo Grande. Pesquisadores apresentaram estudos que mostram a situação das áreas úmidas, da biodiversidade e dos recursos hídricos de Mato Grosso do Sul e das regiões circunvizinhas, fornecendo subsídios para o desenvolvimento de medidas e políticas públicas no sentido de buscar atingir as metas e objetivos propostos na COP15.

Entre as 23 metas globais acordadas durante a COP15 estão: proteção de 30% da biodiversidade e das funções dos ecossistemas do Planeta; anular a perda de áreas de alta importância para a biodiversidade, incluindo ecossistemas de alta integridade ecológica, como é o caso do Pantanal; restauração de 30% dos ecossistemas terrestres e marinhos degradados; interrupção da extinção de espécies ameaçadas induzida pelo homem; uso, colheita e comércio de espécies silvestres sustentáveis, seguros e legais.

O cumprimento dessas metas até 2030 seria capaz de levar o Planeta a atingir pelo menos quatro objetivos globais ambiciosos, que são: manutenção, melhoria ou restauração da integridade, conectividade e resiliência de todos os ecossistemas, incluindo a interrupção da extinção induzida pelo homem e a manutenção da diversidade genética; uso sustentável da biodiversidade; compartilhamento justo e equitativo de benefícios associados ao uso de recursos da natureza e proteção do conhecimento das comunidades tradicionais e indígenas; e a garantia de que recursos financeiros, técnicos e conhecimento científico destinados à implementação de ações cheguem onde são necessários.

Seminário

O 1° Seminário Estadual sobre Áreas Úmidas no Contexto Kunming-Montreal reuniu no auditório LivingLab do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas) dezenas de especialistas e interessados na temática, tendo sido também foi transmitido pelo Youtube, em que chegou a atingir 243 visualizações. O secretário executivo de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Artur Falcette, fez a abertura destacando a importância do debate para subsidiar o poder público e a sociedade na tomada de decisões assertivas e eficientes, diante do quadro de alterações graves nas condições climáticas que interferem diretamente na dinâmica dos ecossistemas das áreas úmidas.

A seguir, cinco palestrantes trouxeram suas contribuições para o tema: os professores doutores Arnildo Pott, Sylvia Torrecilha, Verônica Maioli, Fábio de Oliveira Roque e Paulo de Tarso. Pott traçou um panorama da situação das áreas úmidas presentes no Estado, citando as fitofisionomias dessas áreas e da biodiversidade que abrigam. Torrecilha detalhou os acordos firmados na COP15 e as ações que Mato Grosso do Sul já tem adotado e que estão sendo desenvolvidas nesse sentido.

Citou como exemplos a implantação do PSA (Programa de Serviços Ambientais) Usos Múltiplos Rios Cênicos, que recompensa ações de sustentabilidade adotadas por proprietários rurais estabelecidos nas bacias dos rios Prata, Formoso, Salobra e Bertione. Também o inventário climático de emissões dos GEEs (Gases causadores do Efeito Estufa) por todas as atividades econômicas e o PSA específico para o Pantanal que está em elaboração. “Mato Grosso do Sul tem papel precursor e de liderança nesse processo”, assegurou Torrecilha.

Verônica Maioli apresentou estudos que mostram as condições das áreas que concentram as cabeceiras dos principais cursos d´água que correm para o Pantanal e que revelam graus preocupantes de degradação, demandando um esforço ampliado para recuperação. Já Fábio Roque centrou-se nas potencialidades ambientais e econômicas da região e afirmou que, apesar da quantidade razoável de estudos científicos sobre o tema, ainda faltam conexões dos aspectos econômicos, sociais e da biodiversidade locais com iniciativas e políticas públicas.

O último palestrante, Paulo de Tarso, apresentou o vínculo entre água, energia e alimentos que reconhece as interconexões entre os sistemas hídrico, energético e alimentar como uma estratégia integrada que seja eficiente e sustentável, propondo que isto ocorra dentro de processos de governança. Trouxe um panorama da situação dos recursos hídricos, revelando problemas e apontando medidas capazes de mitiga-los. Tarso demonstrou estudo que revela a interconexão entre os rios e os aquíferos e a importância do manejo adequado do uso e cobertura da terra para a manutenção dos serviços ecossistêmicos providos pelas áreas úmidas.

Fazendo uma síntese das discussões, o secretário executivo Artur Falcette afirmou que o seminário forneceu subsídios técnicos e científicos para que as iniciativas e políticas públicas possam ser conduzidas de forma mais assertivas, “frente às metas ambiciosas e desafiadores no combate a perda de biodiversidade, das funções ecológicas e dos serviços ecossistêmicos”.

João Prestes, Comunicação Semadesc

MS Supera: Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos convoca classificados de cadastro de reserva

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Foto: Álvaro Rezende

A Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos) divulgou uma nova resolução no DOE/MS (Diário Oficial Eletrônico) da última sexta-feira (27), destacando importantes atualizações sobre o Programa MS Supera – Fase “E”. A Resolução n. 64 confirma que as 2 mil vagas do programa foram completamente preenchidas.

Ainda assim, o processo seletivo mantém um cadastro de reserva composto por 385 candidatos. Esses candidatos poderão ser convocados até 28 de fevereiro de 2025. Além disso, a resolução informa o desligamento de 20 beneficiários do programa, seja por desistência, conclusão de curso, a pedido ou por descumprimento das regras de permanência.

Convocação dos substitutos

Diante dessas novas vagas, a Secretaria convoca os 20 primeiros candidatos do cadastro de reserva, que terão até o dia 2 de outubro de 2024 para assinar o Termo de Concessão do Benefício. O documento já está disponível no sistema MS Supera no site www.sead.ms.gov.br bem como a relação dos estudantes convocados.

Os convocados deverão acessar a página, baixar o termo, assiná-lo preferencialmente através da ferramenta de assinatura digital GOV.BR, e reenviar o documento devidamente assinado. Caso o estudante seja menor de idade, os pais ou responsáveis legais também deverão assinar o termo.

Procedimentos e prazo

Candidatos que não completarem o processo corretamente dentro do prazo estipulado serão considerados desistentes, e suas vagas serão oferecidas a outros estudantes do cadastro de reserva.

O pagamento do benefício será realizado diretamente na conta bancária do beneficiário por meio de transferência instantânea (PIX). O primeiro pagamento será efetuado em até cinco dias úteis após a conclusão da assinatura do termo, e os seguintes pagamentos ocorrerão até o dia 10 de cada mês.

A Sead reforça que é responsabilidade do estudante conferir o número da chave PIX inserido no Termo de Concessão do Benefício, garantindo o recebimento correto dos valores.

MS Supera

O programa MS Supera tem como objetivo principal conceder benefício social no valor de um salário mínimo a estudantes de baixa renda, de cursos de educação profissional técnica de nível médio ou universitários de instituições públicas ou privadas, visando a estimular a permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica, em especial os indígenas, nos cursos universitários e de educação profissional técnica e reduzir a evasão escolar.

Dúvidas sobre o programa podem ser sanadas pelo telefone 3314-4848 ou ainda pelo e-mail [email protected]

Leomar Alves Rosa, Comunicação Sead

O que faço se encontrei um animal silvestre ferido? Imasul faz orientações e recomenda acionar a PMA

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Foto: Imasul

A captura de animais silvestres, apesar de parecer uma tarefa simples, exige cuidados especializados e envolve riscos consideráveis tanto para os animais quanto para os resgatadores. O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), por meio do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), reforça a importância de não serem realizados resgates por conta própria. Além do risco de estressar o animal, manuseá-los sem o treinamento adequado pode resultar em acidentes graves.

Cada resgate é único e os métodos de captura variam de acordo com a espécie e o estado em que o animal é encontrado, especialmente em áreas urbanas, onde o comportamento dos animais pode ser imprevisível devido ao estresse. Sendo assim, a recomendação é que a PMA (Polícia Militar Ambiental) seja acionada assim que o animal seja encontrado.

A equipe de resgate deve estar organizada e cada membro precisa conhecer bem sua função durante a operação, especialmente em áreas urbanas, onde o controle da situação é mais complexo. O uso de puçás e cambões é comum para espécies menores ou em boas condições, mas, em situações mais delicadas, como quando o animal está ferido ou agitado, pode ser necessário recorrer à sedação com zarabatanas ou rifles de dardos anestésicos.

O Imasul também destaca a importância de a população local colaborar, evitando falar alto ou fazer ruídos excessivos que possam desorientar os animais e dificultar o trabalho de captura. O silêncio e o respeito ao espaço de operação são fundamentais para garantir a segurança de todos os envolvidos.

“Quando falamos de resgates em áreas urbanas, a colaboração da população local também faz uma grande diferença. É importante que as pessoas entendam o papel que têm nesse momento e evitem comportamentos que possam atrapalhar o trabalho, como falar alto ou fazer barulhos excessivos. O silêncio e a calma ajudam a diminuir o estresse do animal, permitindo que a equipe trabalhe de forma mais eficaz e segura”, explicou a médica veterinária Jordana Torqueto.

Cuidados

Após a captura, os animais são encaminhados ao CRAS, onde passam por uma avaliação veterinária completa. O CRAS é uma unidade especializada que conta com infraestrutura para tratar, reabilitar e devolver os animais à natureza sempre que possível.

Em situações emergenciais, como em épocas de incêndios florestais, pontos de triagem temporários são montados para que os animais recebam os primeiros socorros antes de serem transportados ao centro.

Durante o período de recuperação, os animais permanecem sob vigilância constante. Aqueles que respondem bem aos tratamentos são transferidos para recintos maiores, onde passam por um processo de reabilitação focado na preparação para o retorno ao habitat natural. Quando a reintrodução não é viável, o CRAS busca alternativas, como o encaminhamento para zoológicos ou criadouros autorizados.

O trabalho do CRAS é vital para a preservação da fauna de Mato Grosso do Sul, oferecendo uma segunda chance para animais que sofreram acidentes, queimaduras ou foram vítimas do tráfico ilegal. Entre as principais causas que levam os animais ao centro estão atropelamentos, colisões com vidraças e os frequentes incêndios florestais.

Mamíferos atropelados, por exemplo, muitas vezes chegam em estado crítico, necessitando de intervenções cirúrgicas para sobreviver.

Parcerias

O Imasul atua em conjunto com o Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (Gretap), coordenando as ações de resgate e aplicando protocolos técnicos que garantem segurança e eficiência no manejo dos animais. Vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), o Gretap é um dos principais parceiros do Imasul na preservação da fauna local.

Além do Gretap, o Imasul conta com o apoio fundamental da Polícia Militar Ambiental (PMA) e do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, que fornecem suporte nas operações de captura de animais silvestres vítimas de incêndios, tráfico e outros acidentes.

A cooperação entre essas instituições é essencial para garantir que os resgates sejam conduzidos de maneira segura e eficiente, preservando a biodiversidade e os ecossistemas da região. A preservação da fauna depende de esforços conjuntos, e o trabalho do CRAS, em parceria com outras instituições, desempenha um papel essencial na reabilitação e proteção dos animais silvestres do Estado.

Gustavo Escobar, Comunicação Imasul

Programa de Estágio do Governo de Mato Grosso do Sul passa por transição administrativa

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Foto: Segem

O Programa de Estágio do Governo de Mato Grosso do Sul está em processo de transição administrativa e parceria conveniada. A partir de janeiro de 2025, a iniciativa, que atualmente conta com a participação da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), em parceria com Fapec (Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura) e com as instituições de ensino UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), será gerida pela SAD (Secretaria de Estado de Administração), sob a coordenação da Escolagov (Fundação Escola de Governo de Mato Grosso do Sul).

Até dezembro de 2024, a gestão do programa permanecerá na Segov (Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica), sob a coordenação da Segem (Secretaria-Executiva de Estratégica e Municipalismo). Após esse período, o Governo do Estado assumirá integralmente a gestão administrativa e estratégica.

O secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo, Thaner Castro Nogueira explica que a mudança de gestão não afetará a qualidade do programa. “Os objetivos estratégicos e os processos definidos continuarão em andamento, e os estagiários lotados nas unidades gestoras estaduais permanecerão com suas contratações vigentes, mesmo após a transição de gestão”, afirmou.

A equipe de produção do Programa de Estágio do Governo de MS já está instalada na sede da Escolagov atendendo gestores e estagiários e organizando a transição para garantir a continuidade do programa.

Sob nova direção, novas parcerias serão anunciadas e há possibilidade de aumentar o número de vagas de estágio nos próximos anos. “Isso representa uma excelente oportunidade tanto para os jovens ingressarem no mercado de trabalho, quanto para o Estado contar com mão de obra qualificada. Isso revitaliza a administração pública e gera resultados positivos”, acrescentou Thaner.

Programa de Estágio do Governo de MS

O Programa de Estágio Supervisionado e Capacitação Técnica é uma iniciativa do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundect e Segov, em parceria com a UFMS, UEMS e Fapec. É coordenado pela Segem (Secretaria-executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo). Participam do Programa acadêmicos da UFMS, UEMS, UCDB, IFMS, Uniderp e UFGD.

O objetivo é proporcionar experiência aos jovens acadêmicos de cursos de graduação do Estado, oferecendo formação na área de gestão e administração pública, aplicadas às várias atuações e frentes políticas e governamentais, bem como formação aos gestores estaduais que recebem os estagiários em suas respectivas pastas.

A carga horária do estágio é de 30 horas semanais, com seis horas diárias de atividades. É ofertado uma bolsa-auxílio no valor de R$ 1.100,00 e seguro, além de auxílio-transporte, no valor de R$ 200. A duração do estágio é de 12 meses, podendo ser prorrogada pelo mesmo período.

Renata Brum, Comunicação Segem

Final de semana tem previsão de tempo quente e seco em diversas cidades do Estado

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Foto: Rafael de Souza

Depois de queda da temperatura no Estado, o tempo volta a ficar quente e seco em diferentes cidades do Mato Grosso do Sul. Na região do bolsão ainda podem ocorrer chuvas e tempestades. As temperaturas poderão chegar até 42°C.

Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS), este tempo firme ocorre devido a atuação da alta pós-frontal. As temperaturas mínimas previstas ficam entre 15-17°C, enquanto que as máximas chegam a 25-32°C nas regiões sul e sudeste do Estado.

Já nas regiões sudoeste e pantaneira a mínima fica em 19°C e máxima de 36°C. No bolsão, leste e norte são esperadas mínimas de 20°C e máxima de 36°C. Para Capital a mínima será de 19°C e máxima de 33°C. Os ventos ao longo do sábado ficam entre 40-60 km/h e podem ocorrer rajadas acima de 60 km/h durante o final de semana.

Final de semana tem previsão de tempo quente e seco em diversas cidades do Estado
Final de semana tem previsão de tempo quente e seco em diversas cidades do Estado

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS

Bahia registra seis casos de botulismo com duas mortes relacionadas a mortadela de frango

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Foto: Ilustração/CNN

Neste ano, a Bahia notificou seis casos de botulismo, uma grave doença causada pela ingestão de alimentos contaminados. De acordo com a Secretaria de Saúde do estado informou a CNN, cinco dos casos foram confirmados e um está em investigação, resultando em duas mortes.

Uma investigação epidemiológica revelou que quatro dos cinco pacientes diagnosticados consumiram mortadela de frango no dia anterior ao surgimento dos sintomas. Os casos confirmados ocorreram nas cidades de Campo Formoso, Senhor do Bonfim, Salvador e Cícero Dantas.

Atualmente, três pacientes permanecem internados no Instituto Couto Maia, em Salvador, enquanto um já recebeu alta. As duas fatalidades ocorreram, uma em Campo Formoso e outra na capital baiana.

O botulismo é caracterizado por paralisia flácida aguda, afetando os motoneurônios do sistema nervoso central, e apresenta sintomas como visão turva e boca seca. Entre 2014 e 2023, o estado registrou 16 casos suspeitos da doença, com três confirmações por critérios clínico-epidemiológicos, sendo um caso em 2019 e dois em 2023, nas Macrorregiões de Saúde Sudoeste e Centro-Leste.

Durante simpósio, Governo de MS defende preservação da biodiversidade e neutralização de carbono

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Foto: Álvaro Rezende

O governador Eduardo Riedel participou nesta sexta-feira (27) da abertura do Simpósio sobre os 45 anos da regularização da profissão de “Biólogo” no Brasil. Durante o evento destacou que o Estado tem uma política de preservação da biodiversidade e a busca por neutralizar as emissões de carbono até 2030.

“Construímos um planejamento estratégico para Mato Grosso do Sul, que tem quatro diretrizes: prosperidade, tecnologia, verde e inclusivo. Na vertente do verde buscamos neutralizar as emissões de carbono até 2030 em todas as atividades do Estado, com a preservação da nossa biodiversidade, atrelado a economia. Este cenário está transformando nosso Estado”, afirmou o governador.

Biólogo por formação, o governador Eduardo Riedel aproveitou o evento para contar sua história na profissão. “Era apaixonado por genética desde criança, foi quando decidi fazer o curso de Biologia na universidade. Fiz mestrado na área de zootecnia e melhoramento genético animal para produção e ao assumir os negócios da família, muito da evolução foi em função dos princípios desta formação, não apenas o respeito a vida, mas a necessidade de se estudar, buscar informação e conhecimento”.

O governador foi inclusive um dos 20 nomes homenageados durante o evento, que reconheceu personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da Biologia e a regulamentação da profissão.

Evento

Realizado no auditório do Bioparque Pantanal, o simpósio “O Biólogo e os 45 Anos de Regulamentação da Profissão” tem como objetivo destacar a importância da atuação desses profissionais na preservação e conservação da vida. Além das homenagens, o evento contará com a presença de autoridades políticas e acadêmicas que se reunirão para debaterem os avanços e desafios enfrentados pelos biólogos ao longo dos anos.

O simpósio é promovido pelo Conselho Regional de Biologia da 1ª Região (SP, MT, MS), com apoio do Bioparque Pantanal.

“A profissão de bióloga é a que vai garantir o futuro do nosso planeta. De uma conservação e um meio ambiente adequado. Porque se a gente não tiver um bio saudável, oceano limpo, não vai ter chuva por exemplo no Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Pensar na conservação do meio ambiente para garantir a vida humana na Terra. Precisamos cuidar da nossa casa, para garantir o nosso futuro”, afirmou André Camille Dias, presidente do Conselho Regional de Biologia.

Ele inclusive destacou que a biologia tem muito a contribuir com o Pantanal. “Este ecossistema está sofrendo muito nos dias de hoje, a biologia vai ser fundamental para conseguirmos obter respostas e ter enfrentamentos mais adequados. Trazer soluções, conciliar o desenvolvimento nacional, observando as técnicas e tecnologias modernas, que preservação nosso patrimônio ambiental”.

Leonardo Rocha, Comunicação do Governo de MS

Homem denuncia bebedeira em comitê do PT durante campanha em Ribas do Rio Pardo

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Imagem capturada em vídeo (Foto: Rio Pardo News)

Um eleitor anônimo de Ribas do Rio Pardo gravou um vídeo de 1 minuto e 48 segundos, denunciando a presença de bebidas alcoólicas no Comitê Central do PT, onde ocorre a campanha de reeleição de João Alfredo Danieze e vereadores do PT e União Brasil.

Conforme o site Rio Pardo News, o vídeo, registrado na noite de quarta-feira (25), mostra um servidor público em cargo comissionado, com uma lata de bebida na mão, distribuindo as latas para pessoas que estavam do lado de fora do comitê.

Nas imagens, o funcionário é visto abrindo uma caixa térmica dentro do comitê e oferecendo bebidas a outros jovens na calçada. O som alto também é notável, apesar de a legislação eleitoral permitir o uso moderado de som até às 22h. O vídeo foi gravado às 23h45.

O eleitor, que enviou o vídeo ao Rio Pardo News, classificou a situação como “vergonhosa” e questionou a legalidade do consumo de álcool em um local dedicado à prática política. O coordenador de campanha Nizael Flores foi contatado via WhatsApp para comentar a denúncia, mas não respondeu até o fechamento da matéria. O Rio Pardo News também encaminhou a denúncia ao TSE por meio do aplicativo Pardal.

Temporal destelha 85% de empresa em Bataguassu

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Foto: Campo Grande News

Um temporal que atingiu Bataguassu, a cerca de 310 quilômetros de Campo Grande, destelhou 85% das instalações da Refricon na última quinta-feira (26). Conforme o site Campo Grande News, a combinação de chuvas intensas e fortes ventos causou danos estimados em aproximadamente R$ 300 mil.

O gerente da indústria, Daniel Palo, informou que esta é a terceira vez que a fábrica sofre com vendavais desde 2022. “Estamos parados até a próxima quinta-feira, quando esperamos concluir os reparos”, afirmou.

O vendaval começou por volta das 17h30, já sem funcionários na empresa. Daniel, que estava em casa, recebeu a notícia do incidente e acionou o Corpo de Bombeiros, que fez um relatório fotográfico e de inspeção.

Além das telhas, três equipamentos eletrônicos também foram danificados. O Inmet registrou 34,8 milímetros de chuva no município.

Bolsonaro apoia Capitão Alberto Neto e Professora Maria do Carmo em evento em Manaus (AM)

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Foto: Instagram @capitaoalbertoneto

O ex-presidente Jair Bolsonaro gravou um vídeo em apoio à candidatura de Capitão Alberto Neto (PL) e da Professora Maria do Carmo (Novo) para a Prefeitura de Manaus (AM), convocando a população a comparecer ao evento que acontecerá no próximo sábado, 28 de setembro.

Conforme o site Em Tempo, o convite foi compartilhado nas redes sociais do candidato do PL nesta quinta-feira (26), onde Bolsonaro aparece ao lado do influenciador de direita Thiago Gouvea, conhecido por suas imitações de cowboy americano.

“Realizaremos uma grande carreata com o nosso capitão Alberto Neto, que será prefeito dessa cidade. E depois, um grande evento. Compareçam! Agradeço antecipadamente todo esse carinho de vocês. Um abraço a todos. Até sábado, às 9h da manhã, em Manaus”, afirmou Bolsonaro no vídeo.

A visita do ex-presidente a Manaus é vista como uma estratégia para impulsionar a campanha de Alberto Neto, que incluirá uma “motocarreata” com apoiadores. O evento começará na Loja Havan, localizada na Avenida das Torres, e seguirá até a Rua Jornalista Flaviano Limongi, atrás da Arena da Amazônia, onde ocorrerá um grande evento da direita a partir das 10h.

Segundo uma pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira (25), o candidato Capitão Alberto Neto aparece em segundo lugar com 22,3% das intenções de voto. No entanto, a pesquisa simulou cenários de segundo turno onde David Almeida (Avante) seria reeleito em ambos, com 41% das intenções de voto, seja contra Alberto Neto ou Amon Mandel (Cidadania).

Presença de filhotes de sucuri reforça alerta sobre risco de pessoas entrarem nas águas das lagoas

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Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA), informa que, durante uma operação de limpeza realizada nesta semana no entorno da Segunda Lagoa, foram encontrados filhotes de sucuri. A ação, que visava à limpeza das lagoas de contenção de água da chuva, retirada de lixo e manutenção dos barrancos, revelou a presença desses animais, reforçando a necessidade de cautela por parte da população.

A SEMEA alerta a comunidade sobre os riscos de entrar nas águas das três lagoas da cidade. Além do perigo de contaminação por doenças, a presença de animais peçonhentos e predadores, como as sucuris, representa uma ameaça significativa. Onde há filhotes, é provável que existam cobras maiores, possivelmente os pais da ninhada.

Vale lembrar que não foi possível fazer a captura dos animais, logo, eles permanecem no lago, assim como, possivelmente, cobras maiores que as encontradas, que mediam cerca de 70 centímetros de comprimento.

O alerta foi reforçado após um incidente ocorrido na tarde desta sexta-feira, 27 de setembro, quando uma criança foi flagrada nadando nas águas da Segunda Lagoa, apesar das placas de aviso sobre os riscos e a proibição, bem como dos constantes alertas e apelos feitos aos responsáveis legais e à população em geral.

A Prefeitura de Três Lagoas pede a colaboração de todos para evitar acidentes e garantir a segurança de todos os cidadãos. A SEMEA continuará monitorando a área e realizando ações de conscientização para prevenir novos incidentes.

Cães da raça Pitbull atacam cachorro e proprietário registra boletim de ocorrência em Ribas do Rio Pardo

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Foto: Divulgação/Água Clara MS

Na última quarta-feira (25), um morador de Ribas do Rio Pardo registrou um boletim de ocorrência após seu cachorro ser atacado por dois cães da raça Pitbull que haviam saído de uma residência. Conforme o site Água Clara MS, o incidente ocorreu no cruzamento das ruas Joaquim Francisco Lopes e Camilo Martins Vieira.

Segundo o relato do proprietário, seu cachorro sofreu vários ferimentos e precisou de atendimento veterinário. Ele também informou que vizinhos do tutor dos Pitbulls alegaram que os cães frequentemente ficam soltos e já haviam atacado outros animais anteriormente.

Preocupado com a segurança de seu pet e de outros animais, o morador compareceu à Delegacia de Ribas do Rio Pardo solicitando que as providências necessárias sejam tomadas.

Saldo de empregos é positivo em Mato Grosso do Sul com 1.975 vagas abertas em agosto

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Foto: Álvaro Rezende/Secom

Com a criação de 1.975 empregos formais, Mato Grosso do Sul registrou saldo positivo de trabalho em agosto. O número de admissões superou o de demissões, com 34.376 contratações e 32.401 desligamentos, resultado que sinaliza um crescimento maior do emprego comparado ao mês de julho.

Os dados são do levantamento do Observatório do Trabalho de MS, elaborado pela Coordenadoria de Economia da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) em parceria com a Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul).

O Estado ficou na 15ª posição entre as unidades federativas com maior crescimento de postos de trabalho formais no acumulado do ano (janeiro a agosto) em relação a variação relativa. O MS ficou na 17ª posição entre as unidades federativas com maior saldo de novos postos de trabalho formais no ano.

A maioria dos setores de atividades econômicas teve um desempenho positivo em agosto de 2024. O destaque ficou com o setor de serviços (1.288), seguido pelo setor da indústria (752), comércio (594) e por fim na agropecuária (44). Na Indústria, o subsetor Indústrias de Transformação apresentou o maior crescimento entre os demais, com um saldo na geração de (692) postos.

Entre os subsetores dos Serviços houve destaque positivo para o setor Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (484). O segmento de Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas admitiu 594 novos postos de trabalho.

Saldo de empregos é positivo em Mato Grosso do Sul com 1.975 vagas abertas em agosto
Setor industrial foi o segundo em geração de vagas no mês passado no Estado (Foto: Mairinco de Pauda)

Campo Grande liderou os municípios com maior saldo de empregos no Estado (743), logo em seguida aparecem Dourados (397) e Inocência (306). Por outro lado, os municípios que mais fecharam postos foram Ribas do Rio Pardo (-498), Água Clara (-76) e Caarapó (-70).

Desafios

O saldo de novos postos com ensino médio completo teve o maior número de 1.106 empregos. O ensino superior completo teve um saldo positivo de 195, o superior incompleto registrou (142); ensino médio incompleto (592); fundamental incompleto (32).

Na avaliação do secretário Jaime Verruck, titular da Semadesc, o resultado positivo também traz inúmeros desafios em termos do processo de qualificação de mão de obra para o Governo do Estado.

“O primeiro, é que estamos em um amplo processo de qualificação, mas não temos encontrado são pessoas disponíveis para qualificação. Por outro lado, continuamos através da Funtrab, tendo mais de 20 mil vagas diariamente abertas em todas as áreas do Estado, que não são supridas em função da falta de pessoal ou da falta de perfil desses candidatos para o mercado de trabalho. Então hoje nós praticamente não temos mais disponibilidade de trabalhadores e temos uma demanda por mão de obra crescente no Mato Grosso do Sul”, analisou o secretário.

Diante deste cenário Verruck enfatiza a importância da continuidade das políticas públicas de qualificação profissional.

“É importante a gente continuar com este crescente de oferta, continuar a investir na qualificação profissional, de forma a atender estas vagas com melhoria salarial. O cenário já começa a indicar claramente um avanço e uma pressão em termos de melhoria salarial em função da falta de disponibilidade de mão de obra”, finalizou.

Rosana Siqueira, Comunicação Semadesc

Afinal, o cultivo de eucalipto é mesmo prejudicial ao meio ambiente?

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Foto: Reprodução/Agência Senado

Não tem como a resposta ser taxativa: depende. O impacto das plantações de eucalipto e pínus no meio ambiente pode ser positivo ou negativo, segundo especialistas ouvidos pela Agência Senado, a depender de como e onde as árvores são cultivadas.

Quando a técnica e o local são apropriados, os cultivos florestais produzem relativamente poucos impactos negativos e podem até mesmo ter efeitos positivos. Recuperam áreas degradadas de pastagem, capturam carbono da atmosfera e protegem a fauna do entorno.

Por outro lado, quando a técnica e o local são inadequados, os efeitos ambientais podem ser devastadores. As plantações florestais corroem o bioma nativo, prejudicam a fauna e comprometem a disponibilidade de água.

O eucalipto e o pínus são cultivados em escala industrial em diferentes regiões do Brasil para a extração de celulose e madeira e a produção de papel, embalagens, móveis, pisos, painéis e carvão vegetal, por exemplo.

As duas árvores são espécies exóticas, isto é, não são brasileiras. O eucalipto é nativo da Oceania. O pínus, um tipo de pinheiro, vem das Américas do Norte e Central.

A opção por essas espécies estrangeiras se explica pelo fato de crescerem com rapidez e alcançarem alturas notáveis. Nesses quesitos, as árvores nativas do Brasil não conseguem competir. O eucalipto atinge 40 metros de altura e leva sete anos para chegar ao ponto de corte.

Afinal, o cultivo de eucalipto é mesmo prejudicial ao meio ambiente?

Nos últimos meses, esse setor produtivo ganhou dois grandes incentivos. Em março, o Ministério da Agricultura lançou uma versão atualizada do Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas Plantadas, com medidas para ampliar os cultivos no Brasil. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, participou do evento de lançamento ao lado do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.

Em maio, o Senado e a Câmara aprovaram e, em junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma lei que retirou as plantações florestais da lista de atividades econômicas com potencial poluidor (Lei 14.876, de 2024). Com a medida, a burocracia se reduziu e as empresas de silvicultura não precisam mais pagar ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental.

Muitos especialistas condenam o uso da palavra “floresta” para se referir a essas plantações. A floresta propriamente dita, afirmam eles, compõe-se de inúmeras espécies de árvores e outras plantas, o que cria o habitat ideal para uma variedade de animais.

A plantação florestal, em vez disso, é um ambiente homogêneo, composto de uma única espécie. Ou seja, não oferece as condições necessárias para o desenvolvimento da fauna ou de uma flora associada. É uma lavoura destinada à exploração comercial, não muito diferente da monocultura da soja, do milho ou da cana-de-açúcar.

Por essa razão, para entender o impacto das plantações florestais no meio ambiente, a comparação não deve ser com florestas nativas. As florestas, claro, sempre serão ambientalmente melhores que os cultivos florestais.

“As plantações florestais podem ser comparadas com os demais cultivos agrícolas. E nessa comparação, as plantações florestais têm uma série de vantagens ambientais”, diz o engenheiro agrônomo e florestal Edilson Batista de Oliveira, pesquisador da Embrapa Florestas (unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, do Ministério da Agricultura).

O eucalipto e o pínus normalmente são plantados em áreas de pastagem degradada. Mais especificamente, em terras que na origem eram florestas nativas, em seguida foram derrubadas para dar lugar ao pasto e no fim, em consequências de técnicas agropecuárias equivocadas, se deterioraram ao ponto de ficarem imprestáveis para o próprio gado e a lavoura.

“As plantações florestais, diferentemente de outras plantações, conseguem crescer em terrenos arenosos e pobres e auxiliam na restauração ambiental com os seus galhos, folhas e raízes, que incorporam matéria orgânica ao solo”, explica Oliveira. “Além disso, as árvores retiram do ar e armazenam o dióxido de carbono [gás do efeito estufa que contribui com as mudanças climáticas], serviço ambiental que a pastagem degradada praticamente não faz. As plantações florestais, por essas razões, dão uma contribuição fantástica ao meio ambiente.”

Há mais vantagens. Os cultivos florestais se desenvolvem em terrenos bastante íngremes e consomem bem menos agrotóxicos do que as demais lavouras. De acordo com o pesquisador da Embrapa, o setor responde por apenas 0,04% dos defensivos agrícolas utilizados por todo o agronegócio brasileiro. Além disso, passam-se muitos anos sem que haja colheita nem replantio.

Da mesma forma que qualquer empreendimento rural, as plantações de eucalipto e pínus são obrigadas pelo Código Florestal (Lei 12.651, de 2012) a destinar uma parcela da terra à conservação ambiental, e não à exploração, por meio de reservas legais e áreas de preservação permanente.

O engenheiro agrônomo Pedro Brancalion, professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), afirma que a silvicultura é o setor do agronegócio que mais respeita as leis ambientais:

“O setor de celulose, papel e madeira é muito vigiado. Esses produtos não podem ser exportados se não tiverem uma série de certificações ambientais. Diante de tamanha pressão, o setor, no geral, cumpre a legislação. As propriedades quase sempre têm vegetação nativa, tanto conservada quanto em restauração, ao lado dos eucaliptos ou dos pínus. Os níveis de vegetação protegida são os maiores do agronegócio.”

Segundo Brancalion, as plantações florestais permitem o deslocamento de algumas espécies de animais silvestres entre um fragmento de floresta nativa e outro. Ele destaca o muriqui (tipo de macaco) e o lobo-guará entre os animais que fazem uso dos “corredores” de eucalipto no interior do estado de São Paulo.

Ele continua:

“Costuma-se ter uma visão negativa dos cultivos florestais, chamados de desertos verdes, mas permissiva em relação aos pastos degradados. Na realidade, os verdadeiros desertos verdes são esses pastos, que estão exauridos, compactados e erodidos, assoreiam os cursos d’água e não geram benefício econômico. A pecuária é o setor mais envolvido em desmatamento. Bichos florestais evitam os campos abertos, e isso representa um risco para a sobrevivência deles. A mudança de uso do solo, de pasto degradado a plantação florestal, com frequência traz ganhos ambientais.”

A favor das plantações florestais, também está o fato de que elas aliviam a pressão sobre as florestas nativas. Para produzir móvel e papel, por exemplo, os empresários podem recorrer aos cultivos comerciais, e não à madeira extraída ilegalmente das matas. O professor da USP afirma:

“Com frequência, vemos nas mensagens de e-mail uma frase do tipo ‘proteja as árvores e não imprima esta mensagem’. Isso é uma tolice. É claro que temos que evitar o desperdício de recursos naturais, mas essas árvores foram plantadas comercialmente com o fim de ser transformadas em papel. Não se trata de árvores nativas. A produção e o consumo do papel não contribuem com a derrubada das florestas para esse fim.”

Mesmo as plantações florestais não comerciais têm o poder de proteger as matas nativas. Os pequenos cultivos de eucalipto têm sido cada vez mais utilizados por fazendeiros com o intuito de obter madeira para uso como cerca ou combustível de fogão a lenha, garantir sombra para o gado ou proteger uma lavoura convencional do vento e das altas temperaturas.

Os incêndios que se espalharam pelo Brasil nas últimas semanas afetaram florestas nativas, mas não plantações florestais. Por serem um negócio, os cultivos de eucalipto e pínus são fortemente vigiados pelas empresas de modo a impedir que as árvores sejam queimadas e o investimento e o lucro sejam comprometidos.

O Brasil tem uma das maiores áreas de plantações comerciais de árvores do mundo. São 10,2 milhões de hectares ocupados por eucaliptos, pínus e outras espécies — o dobro da área do Distrito Federal ou a metade da área de Sergipe.

No ano passado, a cadeia produtiva florestal movimentou mais de R$ 202 bilhões brutos e respondeu por quase 1% do produto interno bruto (PIB) do Brasil, de acordo com a Indústria Brasileira de Árvores (IBA), entidade que representa as empresas do setor.

Enquanto a maior parte do papel produzido tem o mercado interno como destino, a maior parte da celulose extraída vai para para o mercado internacional. O Brasil é o maior exportador mundial de celulose.

Os especialistas ouvidos pela Agência Senado reconhecem a importância da silvicultura para a economia brasileira, mas dizem que as autoridades não podem fechar os olhos para as plantações florestais que, feitas com técnicas ruins ou em regiões inadequadas, produzem danos ao meio ambiente.

O engenheiro agrônomo Pedro Brancalion explica que a água é o combustível que faz o eucalipto crescer rápido e chegar aos 40 metros de altura. Por isso, os produtores precisam tomar cuidados técnicos para que as plantações não consumam toda a água disponível na região, o que pode afetar o lençol freático e as nascentes.

Ele explica que, na época da seca, as árvores brasileiras se adaptam à falta de água perdendo as folhas e interrompendo o crescimento, mas os eucaliptos continuam se desenvolvendo normalmente, como se não houvesse estresse hídrico. Isso ocorre porque eles têm raízes profundas, que podem chegar ao lençol freático.

“Em termos produtivos, isso é ótimo. Em termos ambientais, é péssimo”, avalia Brancalion.

Além de esvaziar o lençol freático e as nascentes, as plantações malfeitas de eucalipto ressecam a terra, provocam erosão, empobrecem o solo e assoreiam cursos d’água. 

Para mitigar o problema, ainda de acordo com ele, cidades da Bahia onde o eucalipto é uma atividade econômica importante têm aprovado leis que impõem uma área máxima do município que as plantações podem ocupar.

“Quando esse limite é atingido, as empresas não podem plantar nem um palmo mais de eucalipto”, afirma.

Afinal, o cultivo de eucalipto é mesmo prejudicial ao meio ambiente?

As plantações florestais também representam uma ameaça ao meio ambiente quando são introduzidas em biomas de vegetação rasteira, como o Pampa, o Cerrado (exceto o Cerradão, formação florestal do bioma) e os campos de altitude da Mata Atlântica.

De acordo com a engenheira florestal Ana Paula Rovedder, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Recuperação de Áreas Degradadas, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), os cultivos de árvores deveriam ser feitos apenas em biomas florestais:

“Não se devem fazer grandes extensões de monocultivos florestais em áreas de ecossistema campestre porque isso afeta o bioma inteiro. A flora e a fauna evoluíram nesse ambiente de muita luz e vento intenso ao longo de milhares de anos. As plantações florestais criam sombra e modificam a dinâmica de circulação de vento. As espécies vegetais e animais, que não são adaptadas às novas condições, correm o risco de sofrer extinção local, regional e até mesmo definitiva.”

Rovedder cita como exemplo o gato-palheiro-dos-pampas. Existem hoje apenas 50 indivíduos dessa espécie, divididos entre os campos do Rio Grande do Sul, do Uruguai e da Argentina. Ela diz:

“Esse é um felino que vive, caça e se reproduz no campo. Não é um animal de mata. Se os cultivos florestais continuarem a expansão no Rio Grande do Sul, o gato-palheiro-dos-pampas vai simplesmente desaparecer. Certos répteis dos Pampas correm o mesmo risco. Como eles são responsáveis pela dispersão de sementes, espécies da flora poderão desaparecer com esses répteis. A mudança do tipo de ambiente é muito perigosa.”

A pesquisadora da UFSM afirma que as plantações florestais foram beneficiadas por uma recente alteração da legislação ambiental do Rio Grande do Sul que facilitou a introdução de lavouras nos campos do estado que antes eram exclusivos para a pastagem do gado.

“Não podemos continuar flexibilizando as leis nem as fiscalização ambiental. Estamos vendo o resultado disso com os nossos próprios olhos. Não estamos mais num tempo de mudanças climáticas. Já estamos num tempo de emergência climática.”

De acordo com o engenheiro agrônomo Valério De Patta Pillar, professor do Departamento de Ecologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), não se sustenta o argumento das empresas de silvicultura de que os campos nativos em que elas pretendem estabelecer plantações de árvores seriam pastos degradados:

“É um argumento enganoso. Os campos do Pampa e os campos de altitude da Mata Atlântica são secularmente utilizados como pastagem para o gado, mas nem por isso perdem a característica de vegetação nativa. Do ponto de vista agronômico, eles podem até ser menos produtivos do que pastagens recém-plantadas, adubadas e manejadas adequadamente. Isso, entretanto, não transforma esses campos nativos em pastos degradados.”

Pillar afirma que a população em geral ignora a importância ambiental dos campos nativos e as empresas se aproveitam disso:

“As empresas de celulose não têm coragem de propor a expansão da silvicultura sobre florestas nativas, porque sabem que a população sabe que é importante preservar as florestas e vai reagir. Mas têm coragem de avançar sobre áreas de campos nativos porque, como eles não têm matas, a população não os vê como importantes. Soma-se a isso, muitas vezes, a facilidade com que os próprios órgãos ambientais liberam a supressão de campos que deveriam ser tão protegidos quanto as florestas.”

O biólogo e geocientista Fabrício Bau Dalmas, coordenador do mestrado em análise ambiental da Universidade Guarulhos (UNG), afirma que aos poucos a imagem negativa dos eucaliptos no Brasil vem mudando:

“Na década de 1990, a maioria dos estudos científicos apontava problemas no eucalipto. Na época, o manejo era inadequado e as plantações acabavam com a disponibilidade de água. Nos últimos anos, a maioria dos estudos aponta benefícios. O setor agrícola brasileiro evoluiu muito nas últimas décadas, incluindo as plantações florestais, e a produtividade disparou. O Brasil se tornou referência para o mundo e tem condições de aumentar a produtividade do eucalipto e do pínus sem avançar sobre mais nenhuma área nova.”

Saiba mais:

Fonte: Agência Senado (por Ricardo Westin)

Mulher se torna policial para prender assassino do pai ocorrido há mais de 20 anos em Roraima

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Foto: PCRR

Mais de duas décadas após perder o pai, assassinado com um tiro à queima-roupa, a escrivã Gislayne Silva de Deus, de 36 anos, fez parte da operação da Polícia Civil de Roraima que prendeu o acusado do crime. Conforme divulgado pelo site Terra, o homem, Raimundo Alves Gomes, de 60 anos, estava foragido desde 2016 e foi preso na última quarta-feira (25) em Boa Vista (RR).

Givaldo José Vicente de Deus era pai de Gislayne e outros quatro filhos. Ele foi assassinado aos 35 anos, com um tiro à queima roupa, disparado por Raimundo, que queria cobrar uma dívida de R$ 150 em 1999. “A sensação que eu e minha família temos hoje é de que a justiça foi feita, e finalmente vamos ter paz”, declarou Gislayne.

Raimundo, o condenado, foi julgado e sentenciado em 2013 pelo Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça de Roraima (TJRR), 14 anos após o homicídio. Ele recebeu uma pena de 12 anos de prisão, mas estava foragido desde 2016, quando teve o mandado de prisão expedido.

Na quinta-feira (26), após passar por audiência de custódia, a prisão foi mantida, e Raimundo foi encaminhado ao sistema prisional do estado. A defesa do condenado preferiu não se manifestar no momento.

MS assina em R$ 2,3 bilhões com o BNDES e reforça investimento estratégico na infraestrutura do Estado

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Foto: Divulgação

O Governo de Mato Grosso do Sul assinou nesta quinta-feira (26) em Brasília (DF) com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) o contrato de financiamento de R$ 2,3 bilhões para investimentos estratégicos na área de infraestrutura. A aplicação dos recursos terá foco especial na logística rodoviária da região leste, onde cresce o ‘Vale da Celulose’. Ali, empreendimentos globais estão atraindo significativamente o capital privado.

Ao todo, 818 km de rodovias estaduais serão transformadas com o aporte do BNDES (projeto este que tem contrapartida de R$ 300 milhões do Governo de Mato Grosso do Sul), sendo 569 km em novas pavimentações – ou seja, asfaltamento de estradas ainda de chão – e 249 km em pistas que serão restauradas para receber o crescente tráfego regional.

“Mato Grosso do Sul atravessa um momento de crescimento importante, que traz boas perspectivas para nós. A Araucou aprovou R$ 26 bilhões para sua nova fábrica, algo que vai alcançar não apenas o município de Inocência, mas toda a Costa Leste do Estado. É uma região que passa por uma transformação e esse recurso do BNDES é de vital importância, permite que continuemos a dar competitividade para esses negócios”, destaca o governador Eduardo Riedel.

Atualmente, já opera na região as gigantes Suzano (duas fábricas em Três Lagoas e a maior em Ribas do Rio Pardo) e Eldorado (Três Lagoas), enquanto a Arauco prepara para desembarcar em Inocência e a Bracell em Água Clara. Tais empreendimentos movimentam bilhões em recursos, gerando emprego, renda e atraindo outros investimentos.

Contudo, os mesmos exigem cada vez mais investimento do setor público, e diante desse cenário o Governo de Mato Grosso do Sul se esforça para oferecer condições de desenvolvimento regional em um ambiente apto para que os negócios se estabeleçam no Estado.

“Quero reforçar que o Governo Federal também foi parceiro nosso ao nos delegar parte das BRs 262 e 267 para somar com outras rodovias federais 870 km que serão concessionados em dezembro na B3 em São Paulo. São R$ 5,7 bilhões de capex [investimento em bens de capitais] para os próximos seis, sete anos, que somado a esses R$ 2,3 bi de hoje, mais R$ 1,5 bi do Estado, são quase R$ 10 bilhões de investimento que nos coloca em outro patamar”, diz Riedel.

A previsão é que os novos empreendimentos na região leste de Mato Grosso do Sul envolva um conjunto de 80 mil novos trabalhadores. Para manter tal status de progresso, o Governo do Estado aposta em capacidade de investimento (15% da RCL, a maior do país) e no crescimento contínuo da economia local – no ano passado o aumento do PIB estadual foi 6,6%.

Inovações nos projetos

Além de Eduardo Riedel, a assinatura contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aluízio Mercadante, da ministra Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) e do governador cearense Elmano de Freitas.

O presidente Lula destaca em sua fala que tais projetos alimentam o crescimento regional e nacional, e que eles passam a receber recursos do BNDES quando estão bem elaborados. “Não adianta fazer discurso, tem que ter projeto. Se tiver consistência, ele [o gestor] consegue o dinheiro, e esse dinheiro ao ser aplicado na execução do projeto começa a circular e a economia a funcionar, gera emprego, consumo, é um circulo virtuoso”.

Já Mercadante ressalta a qualidade do projeto apresentado, que além da infraestrutura e logística em si, também carrega inovações que, segundo ele, devem servir de base para que o BNDES passe a partir de agora a exigir dos demais gestores públicos.

“É um projeto que vai mudar a infraestrutura do Estado, vai a tornar mais eficiente, vai exigir menos tempo para escoar a produção, vai aumentar a produtividade, a qualidade de vida, a segurança nas estradas, e traz a inovação que são medidas de prevenção a incêndios em rodovias. É um projeto muito bonito e queremos qualificar assim também os próximos”.

Eduardo Riedel também comentou tal novidade, revelando o projeto traz dispositivos para avançar na resiliência climática. “Vai ajudar muito nessas épocas mais dramáticas, de extrema seca”, explica o governador, lembrando que as rodovias inclusas nesse programa passam por florestas plantadas usadas na fabricação da celulose. “As empresas estão muito partícipes desse monitoramento, e o Estado também, em parceria”, conclui.

Por fim, Mercadante ainda citou outros projetos sul-mato-grossenses que seguem sob a mesa do BNDES, como o que busca aumentar a infraestrutura de distribuição de gás pela estatal MSGÁS, e também a que visa estruturar a PPP (Parceria Público-privada) dos Parques.

Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS

Marinha estará em Três Lagoas a partir de segunda (30) para regularizar embarcações

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Foto: Prefeitura de Três Lagoas

A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial do Pantanal, estará em Três Lagoas entre os dias 30 de setembro e 03 de outubro e, também, entre 7 e 10 de outubro, para realizar diversos serviços voltados a proprietários e condutores profissionais e amadores de embarcações.

O Projeto “Capitania Itinerante” chegou ao Município com objetivo de facilitar o acesso aos procedimentos burocráticos e documentais para quem possui barcos, lanchas e outros, assim como para quem é aquaviário e amador.

A Capitania Itinerante estará instalada no prédio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (SEDECT), localizado na Rua João Carrato, nº 33 – Centro. No local serão realizados os seguintes serviços:

  • Embarcações: inscrição, registro, renovação, transferência de propriedade e emissão de 2ª via;
  • Aquaviários: renovação da caderneta de inscrição e registro, emissão de 2ª via e mudança de categoria;
    Amadores: renovação da carteira de arrais amador e emissão de 2ª via

Os atendimentos serão das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h, por ordem de chegada.

DOCUMENTOS

Por serem apenas três dias de atendimento, alguns procedimentos podem ser adiantados como no caso dos aquaviários que precisam renovar o documento, é necessário que providencie um atestado específico do médico do trabalho. Para quem for fazer inscrição de embarcação, é necessário levar foto colorida da lateral da mesma, tamanho 15x21cm e datada.

Esta será uma oportunidade para quem mora na região, pois, os serviços oferecidos pela “Capitania Itinerante” só podem ser realizados pessoalmente, na sede da Capitania Fluvial do Pantanal, em Corumbá, ou pelos Correios, em alguns casos.

SERVIÇO

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (67) 3231-6444 ou e-mail: [email protected]

Homem é encontrado morto em barraco sob ponte na MS-395, entre Bataguassu e Brasilândia

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Foto: Da Hora Bataguassu

O corpo de um homem identificado como Hélio foi encontrado em avançado estado de decomposição na tarde da última quinta-feira (26), em um barraco sob a Ponte do Rio Taquarussu, na MS-395, entre Bataguassu e Brasilândia.

Conforme o site Da Hora Bataguassu, Hélio morava sozinho nas margens do rio, e a suspeita é de que tenha falecido há mais de três dias. Populares descobriram o corpo e acionaram as autoridades.

Equipes da Polícia Civil de Brasilândia e do Núcleo de Perícias de Bataguassu estiveram no local para realizar os procedimentos necessários. As causas da morte ainda estão sendo investigadas, mas a principal suspeita é de morte por causas naturais.

Mulher é morta a facadas pelo irmão após briga por herança em Santa Catarina

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Foto: Redes Sociais

Isabel Cristina Fernandes Martins, de 34 anos, foi assassinada a facadas pelo irmão na última quinta-feira (26), após uma discussão relacionada a herança no bairro Pouso Alto, em Gravatal (SC). Segundo informações preliminares divulgadas pelo site Top Mídia News, o crime teria sido motivado por uma briga familiar.

Após o ataque, o suspeito fugiu por uma mata fechada nos arredores da residência. A Polícia Civil e a Polícia Científica foram acionadas, e as forças de segurança estão empenhadas na busca pelo autor do crime.

Isabel, que era dentista em Tubarão (SC), teve sua morte lamentada por amigos e familiares nas redes sociais.

“Minha prima amada, estou sem chão. Deus te receba. Nunca vamos esquecer você, te amo demais”, escreveu uma parente. Outro amigo desabafou: “Inacreditável que isso tenha acontecido com você. Descanse em paz, minha amiga”.

Produção industrial de MS apresentou estabilidade ou crescimento em 82% das empresas em agosto

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Foto: Divulgação/Assessoria

A atividade industrial de Mato Grosso do Sul se manteve estável ou em crescimento em 82% das empresas com relação ao mês de julho, conforme Sondagem Industrial do Observatório da Indústria, da Fiems. O levantamento ouviu 66 empresas ou 4,2% da amostra nacional, sendo 31 pequenas, 25 médias e 10 grandes.

Ainda conforme a pesquisa, quanto à utilização da capacidade instalada, 76% dos empresários industriais disseram que ela esteve igual ou acima do usual para o mês de agosto. Já a utilização média da capacidade total de produção encerrou o mês em 74%.

Quanto ao índice de confiança, o indicador avançou para os 58,9 pontos, indicando que os empresários permanecem otimistas, especialmente em relação ao desempenho esperado para suas empresas nos próximos seis meses.

Também houve crescimento no índice de intenção de investimento que encerrou o mês em 67,2 pontos, sinalizando que o empresário industrial sul-mato-grossense se mantém disposto a investir, com 70% dos respondentes indicando que pretendem realizar novos aportes em suas empresas.

Considerando os próximos seis meses, 56% dos participantes disseram que a demanda por seus produtos deve ficar estável, enquanto 38% acreditam que deva aumentar.

Em relação à quantidade de funcionários, o quadro total deve permanecer o mesmo para 79% dos respondentes, já 21% esperam elevar o número de colaboradores no intervalo considerado.

Quanto à compra de matérias-primas, 58% disseram que o volume deve ser o mesmo nos próximos seis meses, enquanto 38% pretendem aumentar as aquisições nesse período.

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