A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (SEJUSP/MS), por meio da Coordenadoria-Geral de Perícias (CGP), lançou chamamento público visando à prospecção de imóvel para locação, para armazenamento de bens sob tutela estatal, conforme requisitos técnicos, operacionais e funcionais estabelecidos em anexo.
O procedimento é aberto a pessoas físicas e jurídicas proprietárias de imóveis que atendam às exigências técnicas e funcionais estabelecidas, com avaliação das propostas a cargo da Comissão de Avaliação de Chamamento Público de Imóveis (CACPI), assegurando ampla publicidade e transparência, ampla concorrência e observância aos princípios da administração pública.
A iniciativa decorre da necessidade de implantação e estruturação de unidade administrativa destinada à gestão e guarda de bens sob responsabilidade do Estado que possibilite a realização de atividades de controle, registro, armazenamento e acompanhamento de bens vinculados a processos administrativos e judiciais de forma adequada. O novo imóvel deverá possuir estrutura adequada, com área mínima referencial, acessibilidade, segurança, localização estratégica e estar em boas condições de conservação, além de atender às normas legais e técnicas vigentes, assegurando melhores condições de trabalho e eficiência na prestação dos serviços públicos vinculados à atividade da CGP/MS.
Informa-se, por fim, que o Termo de Referência, o Edital e seus anexos encontram-se disponíveis abaixo para consulta dos interessados.
O governo federal está com formulário aberto para que municípios de todo o país manifestem interesse em executar o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) em 2026, na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS).
O anúncio foi feito pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), durante a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, conhecida como Marcha dos Prefeitos, realizada nesta semana.
O novo edital vai selecionar os municípios por meio de termo de adesão firmado com o governo federal. Para participar, o município já deve ter aderido ao PAA e ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A manifestação de interesse funciona como uma etapa preliminar para planejar os recursos no orçamento de 2026, segundo o MDS.
Nas aquisições feitas pela modalidade Compra com Doação Simultânea, os alimentos adquiridos da agricultura familiar serão destinados ao abastecimento de restaurantes populares e cozinhas solidárias, bem como outros equipamentos da rede socioassistencial e de Equipamentos Públicos de Segurança Alimentar e Nutricional.
A iniciativa integra as ações do MDS de promoção da segurança alimentar e fortalecimento da agricultura familiar, ampliando o acesso à alimentação adequada e saudável para populações em situação de insegurança alimentar e nutricional.
Critérios
De acordo com o edital, os municípios serão classificados com base em critérios técnicos relacionados à vulnerabilidade social e à capacidade de execução da política pública.
Também serão considerados municípios prioritários da Estratégia Alimenta Cidades e do Protocolo Brasil Sem Fome, além de localidades em situação de vulnerabilidade climática e risco de seca na agricultura familiar.
Os gestores municipais interessados devem preencher o formulário eletrônico em até 15 dias corridos após a publicação do edital. Entre as informações exigidas estão dados do gestor responsável, expectativa do número de agricultores familiares fornecedores e unidades recebedoras, além da previsão do volume de alimentos (em quilos) a ser adquirido.
Segundo o governo, a metodologia de seleção permite identificar localidades mais vulneráveis e, ao mesmo tempo, prioriza municípios com capacidade institucional para executar o programa, garantindo maior efetividade na aplicação dos recursos públicos.
O envio da proposta não garante o direito automático aos recursos, sendo uma expectativa de direito condicionada à disponibilidade orçamentária e à aprovação técnica do MDS.
O PAA é considerado uma das principais políticas públicas de segurança alimentar do país. Ele busca promover os circuitos locais de abastecimento pela agricultura familiar, o desenvolvimento rural com a geração de renda e emprego, contribuindo para a redução do êxodo rural e para a geração de capital no setor agropecuário.
Painel discutiu desenvolvimento do turismo a partir da viabilização da Rota Bioceânica. (Foto: Assessoria Sebrae MS)
Painel no evento debate potencial do corredor internacional para fortalecer o turismo regional
As oportunidades geradas pela Rota Bioceânica para o turismo de Mato Grosso do Sul estiveram em debate nesta quarta-feira (21), durante o painel “Turismo na Rota Bioceânica”, realizado dentro da programação do Inspira Ecoturismo 2026, em Bonito. O encontro reuniu especialistas, pesquisadores e representantes do setor para discutir os impactos do corredor internacional no desenvolvimento do turismo e na integração entre países da América do Sul.
A Rota Bioceânica é considerada um dos principais projetos de integração logística da América Latina, conectando o Brasil aos portos do Oceano Pacífico, por meio do Paraguai, Argentina e Chile. Além de facilitar o transporte de mercadorias, a iniciativa também deve ampliar a circulação de pessoas entre os países, abrindo novas possibilidades para o turismo regional.
Durante o painel, os participantes destacaram que Mato Grosso do Sul ocupa posição estratégica nesse cenário, especialmente pelo potencial consolidado do estado em segmentos como ecoturismo, turismo de experiência e turismo de natureza.
A mediação do debate foi conduzida por Danniele Paiva, da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). O painel também contou com a participação do empresário chileno Claudio Hidalgo e do pesquisador Luiz Michelon Zardo, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que compartilharam análises sobre conectividade, integração internacional e oportunidades econômicas ligadas ao turismo.
Entre os pontos discutidos estiveram a necessidade de fortalecer a infraestrutura turística, ampliar a promoção internacional dos destinos sul-mato-grossenses e preparar os empreendimentos locais para receber um público cada vez mais diverso e internacional.
Para o gerente da Regional Oeste do Sebrae/MS, Matheus Oliveira, o trabalho de preparação dos municípios nesse contexto. “O Sebrae atua tanto no fortalecimento dos empreendedores quanto na preparação do ambiente de negócios dos municípios que integram a Rota Bioceânica. Estamos trabalhando junto ao poder público e ao setor privado em cidades como Porto Murtinho, Bela Vista, Jardim e Nioaque, identificando vocações locais, fortalecendo a gastronomia, a hotelaria, os eventos e os atrativos culturais. A rota cria um novo fluxo de pessoas, mas é a preparação dos municípios que vai fazer esse turista parar, consumir e vivenciar experiências nesses destinos”, destacou Matheus Oliveira.
Durante o painel “Turismo na Rota Bioceânica”, especialistas destacaram que a integração rodoviária entre os países da América do Sul deve transformar Mato Grosso do Sul em um destino mais acessível e competitivo para o turismo internacional nos próximos anos.
“Hoje, Mato Grosso do Sul já possui uma conexão rodoviária consolidada com Paraguai e Bolívia, mas o acesso vindo da Argentina e do Chile ainda é muito longo e custoso. Com a inauguração da ponte entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta e a pavimentação das rodovias no Chaco Paraguaio, essa conexão ficará muito mais rápida e viável, tornando o estado mais atrativo para turistas desses países. Isso abre novas oportunidades para o turismo sul-mato-grossense, especialmente porque Chile e Argentina são mercados importantes para o Brasil”, afirmou Luiz Michelon Zardo, técnico de planejamento e pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA).
De acordo com Zardo, ainda não é possível estimar com precisão o impacto desse fluxo antes da conclusão do corredor, contudo, há estudos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento que já estão em andamento e mapeando esse potencial. O levantamento deve servir de guia, para orientar investimentos tanto do setor público quanto da iniciativa privada.
Já para a assessora especial de Integração do Corredor Bioceânico da Semadesc, Danniele Paiva, a consolidação da Rota Bioceânica deve colocar Mato Grosso do Sul em uma posição estratégica no turismo internacional, ampliando a conexão com países vizinhos e impulsionando o desenvolvimento econômico dos municípios que integram o corredor.
“Pela localização estratégica de Mato Grosso do Sul, no centro da América do Sul, a Rota Bioceânica representa uma oportunidade incrível de integração e desenvolvimento. Ela vai facilitar o acesso entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile de forma mais rápida e econômica, o que deve fortalecer muito o turismo regional e internacional. Além de ampliar a circulação de visitantes, esse movimento também deve atrair investimentos em infraestrutura e fortalecer o desenvolvimento dos municípios do estado, gerando oportunidades para toda a população”, destacou.
O CEO do Tantakuy Hotel, Claudio Hidalgo Tarapacá Chile, destacou o potencial do corredor. “A Rota Bioceânica representa oportunidades gigantes para o turismo. Estamos falando de conectar países com culturas, paisagens, gastronomias e povos muito diferentes, mas que compartilham valores ligados à natureza e à valorização dos territórios. Durante essa viagem, pude conhecer lugares incríveis no Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, cada um com características únicas e muito potencial turístico. O mais interessante é que essa rota fortalece um turismo menos massificado, mais conectado à experiência, à tranquilidade e à autenticidade, que é exatamente o que muitos turistas buscam atualmente”, afirmou Claudio Hidalgo. O hotel oferece hospedagem, bem-estar, astroturismo, gastronomia, cultura local, expedições e natureza.
O painel integrou a programação do Inspira Ecoturismo, evento promovido pelo Sebrae/MS, por meio do Polo Sebrae de Ecoturismo, com foco no fortalecimento do empreendedorismo, da inovação e da geração de negócios ligados ao turismo de natureza.
Plataforma reúne informações e oportunidades ligadas à Rota Bioceânica
Durante o painel, os participantes também destacaram a importância da plataforma oficial da Rota Bioceânica, ferramenta estratégica de integração entre os quatro países que compõem o corredor. O portal reúne informações atualizadas sobre o andamento das obras de infraestrutura, além de notícias, estudos técnicos e dados sobre o desenvolvimento da rota. A plataforma também permite que empreendimentos turísticos e negócios localizados ao longo do corredor façam o cadastro de informações, ampliando a visibilidade das oportunidades existentes na região.
Segundo os debatedores, o site funciona como um ambiente colaborativo alimentado pelos países integrantes da rota e por instituições parceiras, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), responsável pelo financiamento de estudos sobre os impactos econômicos e turísticos do corredor internacional.
Sobre o Inspira Ecoturismo
Voltado para fomentar o empreendedorismo, a inovação e a geração de negócios entre gestores, empreendedores e instituições ligadas às atividades turísticas em destinos com vocação para o turismo de natureza, o Inspira Ecoturismo é uma iniciativa do Sebrae/MS, por meio do Polo Sebrae de Ecoturismo e conta com a parceria do Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Fundação de Turismo de MS (Fundtur-MS), da Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta), da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), do Conselho Municipal de Turismo de Bonito (Comtur) e da Prefeitura Municipal de Bonito.
Em 2026, o evento é realizado entre os dias 20 e 23 de maio, em Bonito, com uma programação composta por painéis, palestras e salas temáticas voltados à troca de conhecimento e ao compartilhamento de boas práticas nas áreas de sustentabilidade, segurança, políticas públicas e oportunidades para o segmento. O evento também conta com uma mostra sustentável de produtos de empreendedores locais, uma sessão de negócios e experiências em atrativos turísticos da região. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site inspira.ms.sebrae.com.br.
Imagem típica do Cerrado, caracterizado pela vegetação de savana (Foto: Divulgação/Semadesc)
Enquanto proposta segue fora da pauta da Câmara, desmatamento avança e pressiona recursos hídricos em MS
O Cerrado ocupa 23,9% do território brasileiro, em uma área total de 2 milhões de km². O bioma abastece algumas das principais bacias hidrográficas da América do Sul e é considerado a savana mais rica do mundo. Ainda assim, segue sem proteção constitucional específica no país. Há 16 anos, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 504/2010 tramita no Congresso Nacional sem ser votada em plenário pela Câmara dos Deputados.
A proposta altera o artigo 225 da Constituição Federal para incluir o Cerrado e a Caatinga entre os biomas considerados patrimônio nacional, condição já garantida à Amazônia, Mata Atlântica, Serra do Mar, Pantanal e Zona Costeira. A PEC já foi aprovada pelo Senado Federal e passou por comissão especial na Câmara, mas atualmente aguarda inclusão na pauta do plenário para votação em dois turnos.
Segundo a assessoria de imprensa da Câmara Federal, a proposta foi aprovada pela Comissão Especial da Casa e está pronta para ser pautada no plenário. No entanto, ainda não há previsão de quando será apreciada. “Há muitos projetos prontos para a pauta do plenário e a prioridade depende da decisão do Colégio de Líderes”, afirma a nota.
A última movimentação oficial registrada ocorreu em 24 de outubro de 2023, quando a proposta entrou na sessão deliberativa extraordinária, mas não foi apreciada.
Em Mato Grosso do Sul, o cenário é especialmente sensível. O bioma ocupa cerca de 62% do território estadual, abrangendo 62 dos 79 municípios, incluindo Campo Grande. Apesar disso, segundo dados do MapBiomas, apenas 25% da vegetação nativa original do Cerrado ainda permanece preservada no Estado. O restante foi convertido principalmente em pastagens, agricultura e outros usos antrópicos.
Cerrado é um bioma que ocupa 62% de Mato Grosso do Sul (Foto: Ecoa/Arquivo)
Proteção ambiental
Embora o Cerrado seja protegido por legislações federais, como o Código Florestal, pesquisadores e entidades afirmam que as normas atuais ainda não respondem às especificidades ecológicas do bioma nem à velocidade das transformações no território.
Há políticas que incluem o Cerrado, como o PPCerrado (Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas no Cerrado), coordenado pelo governo federal. Em 2024, entrou em vigor a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, enquanto Mato Grosso do Sul implantou o PEMIF (Plano Estadual de Manejo Integrado do Fogo).
Ainda assim, pesquisadores defendem a criação de mecanismos específicos voltados à conservação das características hidrológicas do bioma.
Para o assessor jurídico da Rede Cerrado, Fábio Martins, a ausência de uma proteção constitucional específica contribui para a fragilidade das políticas ambientais voltadas ao Cerrado.
“O Cerrado é considerado uma zona de sacrifício”, afirma.
Segundo ele, a PEC 504 representa a tentativa de criar uma camada adicional de proteção para um território fortemente pressionado pela expansão agropecuária, pela silvicultura, pela mineração e por grandes empreendimentos de infraestrutura.
Monumento Natural Municipal Serra do Bom Jardim em Alcinóplis faz parte do Cerrado (Foto: Prefeitura de Alcinópolis/MS)
Diferenças na legislação
Fábio também chama atenção para a diferença de tratamento dada ao bioma na legislação ambiental. Ele destaca que, no Código Florestal, áreas do Cerrado fora da Amazônia Legal possuem percentuais menores de proteção quando comparadas à floresta amazônica.
“Enquanto na Amazônia a lógica é preservar 80% e permitir 20% de desmatamento, no Cerrado essa proporção é invertida”, afirma.
Para ele, o bioma sofre um processo histórico de invisibilização política. “Quando a gente fala de proteção ambiental, as referências quase sempre são Amazônia, Pantanal e Mata Atlântica. O Cerrado acaba ficando em segundo plano, apesar de ser uma grande caixa d’água do país”, diz.
O diretor-secretário do CPPCC (Centro de Produção, Pesquisa e Capacitação do Cerrado), do Assentamento Andalucia, em Nioaque, a 185 quilômetros de Campo Grande, Altair de Sousa, afirma que a demora na aprovação da PEC reflete uma disputa histórica por espaço político.
“Quando se fala em bioma no Brasil, existe muito foco na Amazônia. O Cerrado e a Caatinga acabam ficando à mercê desse grande debate”, afirma Altair, que também integra o conselho político da Rede Cerrado.
Segundo ele, organizações da sociedade civil passaram a pressionar pela criação de uma legislação específica desde os anos 1990, durante as mobilizações ambientais surgidas após a Eco-92.
Altair afirma que entidades ligadas à agricultura familiar, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais têm buscado fortalecer atividades sustentáveis baseadas nos produtos da sociobiodiversidade do Cerrado, como pequi, jatobá e castanha de baru.
“A gente tenta mostrar que o Cerrado é rico em fauna, flora e produção sustentável. É um contraponto ao modelo de exploração predatória”, diz.
As famílias do Assentamento Andalucia colhem verduras (Foto: Ecoa/Divulgação)
Importância e impactos ambientais
De acordo com o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), o Cerrado abriga cerca de 6 mil espécies de plantas nativas, aproximadamente 200 espécies de mamíferos, 800 de aves, 180 de répteis, 150 de anfíbios e 1.200 espécies de peixes. O bioma também concentra nascentes que alimentam importantes bacias hidrográficas do continente, como as dos rios Paraná, Paraguai e São Francisco.
Apesar da importância ambiental, apenas 8,21% da área total do Cerrado está protegida por unidades de conservação de proteção integral.
A pesquisadora francesa Marine Dubos-Raoul, vinculada ao programa de pós-graduação em Geografia da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Três Lagoas, afirma que o Cerrado é atualmente um dos biomas mais degradados do país.
“O Cerrado protege cursos d’água e garante a recarga dos aquíferos. Quando ocorre a substituição da vegetação nativa por monocultivos, há alteração nos mecanismos naturais de infiltração e recarga da água, afetando diretamente a vazão dos rios e a disponibilidade hídrica”, explica.
Segundo ela, o funcionamento ecológico do bioma ainda é pouco compreendido pela sociedade e pelo poder público.
“É uma espécie de floresta invertida. A parte mais ativa do ecossistema está abaixo da superfície”, afirma, ao descrever o papel das raízes profundas e dos solos permeáveis na infiltração da água e na manutenção das reservas hídricas.
Marine também relata que os efeitos da degradação já são percebidos pelas comunidades rurais. “Com a perda de habitat e alimento, muitas espécies acabam migrando para lavouras e quintais em busca de comida”, diz.
Comunidades rurais e monocultivos
A pesquisadora explica que, além do desmatamento, comunidades e pesquisadores demonstram preocupação com os impactos do uso intensivo de agrotóxicos e da expansão de monocultivos, especialmente do eucalipto na região leste do Estado. Entre as propostas debatidas está a criação de zonas de amortecimento entre plantações e áreas ambientalmente sensíveis, como nascentes e fragmentos preservados do bioma.
“Hoje não existe uma legislação específica para lidar com esse cenário novo de monocultivos em larga escala no Cerrado”, afirma a pesquisadora ao ressaltar que desded 2024 foi criado Fórum de Enfrentamento aos Impactos do Eucalipto por iniciativa de pesquisadores e comunidades do Cerrado da região leste para debater o assunto e buscar soluções.
A presidenta da ONG Ecoa, Nathalia Ziolkowski, avalia que o Cerrado historicamente recebe menos atenção política e financeira do que outros biomas brasileiros, apesar de sua importância estratégica para a produção de água.
“O Cerrado é um hotspot mundial de biodiversidade. Mais de 50% da vegetação original já foi alterada e ele segue sofrendo enorme pressão do avanço agropecuário”, afirma.
Segundo Nathalia, que também integra a Rede Cerrado, comunidades rurais do Estado já enfrentam dificuldades para manter a produção agrícola e até o abastecimento doméstico devido à escassez hídrica. Em Nioaque, um projeto da Ecoa restaurou duas nascentes ligadas ao Rio Taquaruçu, com o plantio de 5,5 mil mudas de espécies nativas do Cerrado.
“A água está acabando inclusive para uso pessoal das comunidades”, relata.
Mobilização regional
Para fortalecer a luta em defesa do bioma, entre os dias 15 e 17 de junho, organizações da Rede Cerrado realizam, em Campo Grande, um encontro regional reunindo representantes de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para discutir desmatamento, fogo, grandes empreendimentos e fortalecimento da sociobiodiversidade.
A médica ginecologista Maria Auxiliadora Budib, destacou durante o lançamento que o projeto nasce de uma reflexão mais ampla sobre o conceito de maternidade (Foto: Divulgação)
Evento gratuito acontece nos dias 15 e 16 de agosto e vai reunir especialistas, rodas de conversa e experiências voltadas à maternidade, infância e fortalecimento da rede de apoio
Por: Nathália Santos
A maternidade em suas múltiplas formas, desafios e transformações ganhou espaço no lançamento da primeira edição do Materne MS, realizado nesta quinta-feira (21), em Campo Grande. O evento, que acontece nos dias 15 e 16 de agosto na Capital, chega a Mato Grosso do Sul com a proposta de ser mais do que uma feira: um movimento de acolhimento, informação e construção de rede de apoio para mulheres e famílias.
Voltado para tentantes, gestantes, puérperas e mães na primeira infância, o Materne MS reunirá especialistas, rodas de conversa, experiências e serviços voltados ao cuidado materno-infantil, em um ambiente pensado para trocas reais e humanizadas.
A curadora do evento, a médica ginecologista Maria Auxiliadora Budib, destacou durante o lançamento que o projeto nasce de uma reflexão mais ampla sobre o conceito de maternidade e os diferentes formatos de maternagem presentes na sociedade atual.
“Hoje eu sou vice-presidente da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. Há cinco, seis anos, faço um trabalho de curadoria em vários lugares do mundo para entender a realidade materna e como acontece a maternagem. A gente não fala mais apenas em maternidade, mas em maternagem, porque maternagem é uma escolha”, afirmou.
Segundo ela, o Materne propõe ampliar o olhar sobre o cuidado e a criação dos filhos, considerando também o contexto social, familiar e emocional das mulheres.
“Precisamos falar das diversas formas de ser mãe. No Brasil, especialmente, temos muitas mulheres solo carregando uma família inteira. Precisamos trazer o homem para essa conversa, trazer o contexto e a importância do ecossistema na criação das crianças”, pontuou.
Maria Auxiliadora também ressaltou que o evento abordará pautas atuais e sensíveis, como maternidade atípica, adoção, violência contra crianças, retorno ao mercado de trabalho após a licença-maternidade e os impactos emocionais e sociais enfrentados pelas famílias.
“Ser mãe por adoção, ser mãe no coração, os projetos que vamos construindo na vida… O Materne é esse filho, essa filha que chega nos dias 15 e 16 de agosto”, disse.
A curadora reforçou ainda que o encontro não terá perfil comercial. “Não é uma feira para vender produtos. É um palco de conteúdos, onde médicos, enfermeiros, doulas, nutricionistas, fonoaudiólogos, neonatologistas e profissionais de diversas áreas vão compartilhar conhecimento e experiências”, explicou.
MATERNE: DA CONCEPÇÃO AO FUTURO
A Primeira Edição MS será gratuito e contará com auditório para palestras e rodas de conversa sobre temas como preconcepção, planejamento familiar, cuidados materno-infantis e educação. O espaço também terá consultorias gratuitas com profissionais especializados, além de ambientes de experiências para mães, pais e famílias.
De acordo com a organização, a proposta é fortalecer a rede de apoio à maternidade e ao cuidado infantil em Mato Grosso do Sul, conectando famílias, profissionais da saúde e empresas do segmento em um ambiente acolhedor e informativo.
Na última quinta-feira (21), policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) prenderam um homem de 29 anos transportando cocaína presas ao corpo, em Corumbá.
Os militares realizavam bloqueio policial na BR-262, região do Buraco das Piranhas, quando abordaram um Fiat Palio utilizado como carro de aplicativo. Durante entrevista, o passageiro apresentou nervosismo, o que motivou vistoria em seus pertences.
Na abordagem, os policiais localizaram cápsulas de cocaína escondidas junto ao corpo e em meio às roupas do autor. Após pesagem, foram apreendidos 635 gramas da droga.
O homem afirmou que pegou o entorpecente em Corumbá e levaria até Campo Grande, onde receberia R$ 1,5 mil pelo transporte. O autor foi encaminhado à Polícia Federal de Corumbá.
Vídeo: DOF
A ação ocorreu no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, em parceria entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).
O DOF mantém um canal direto com a população para denúncias anônimas pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido.
Na última quinta-feira (21), policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam quase quase 300 quilos de maconha, que eram transportados em um veícuylo GM Astra, em Nova Andradina.
Os militares realizavam patrulhamento pela BR-267, quando foram informados por populares sobre um veículo aparentemente atolado às margens da rodovia.
No local, os policiais localizaram um GM Astra parado. Ao perceberem a aproximação da equipe, indivíduos que estavam próximos ao automóvel fugiram em meio à vegetação e não foram localizados.
Durante vistoria no veículo, os policiais encontraram diversos tabletes de maconha. Após pesagem, foram apreendidos 290 quilos da droga.
O veículo e o entorpecente foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina. O prejuízo estimado ao crime foi de aproximadamente R$ 600 mil.
Vídeo: DOF
A ação ocorreu no âmbito do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, em parceria entre a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública).
O DOF mantém um canal direto com a população para denúncias anônimas pelo telefone 0800 647-6300. O sigilo é garantido.
Três Lagoas segue avançando no fortalecimento do ambiente de inovação, tecnologia e desenvolvimento econômico com o Programa Municipal de Incentivo à Inovação e Tecnologia – Pró-Inova, iniciativa da Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECTI), em parceria com instituições como o Sebrae, um dos pilares do programa Cidade Empreendedora no município.
O programa oferece benefícios fiscais estratégicos para empresas ligadas aos setores de tecnologia, software, inteligência artificial, ciência de dados, data centers, pesquisa e desenvolvimento, biotecnologia, economia criativa, AgriTech e logística avançada.
Entre os principais diferenciais do Pró-Inova está a possibilidade de empresas enquadradas no programa recolherem apenas 2% de ISS (Imposto Sobre Serviços), tornando Três Lagoas ainda mais atrativa para novos investimentos, expansão de negócios e instalação de empresas inovadoras.
A iniciativa faz parte da estratégia da Administração Municipal de diversificar a economia local, estimular o empreendedorismo tecnológico e criar um ambiente moderno, competitivo e preparado para receber empresas de alto valor agregado.
Além dos incentivos tributários, o município vem trabalhando na desburocratização de processos, celeridade nos licenciamentos e fortalecimento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico sustentável. O prefeito de Três Lagoas, Dr. Cassiano Maia, destacou que o Pró-Inova representa uma visão de futuro para o município.
“Estamos preparando Três Lagoas para uma nova fase de desenvolvimento econômico. O Pró-Inova é uma ferramenta estratégica que mostra que nossa cidade está pronta para receber empresas de tecnologia, inovação e novos negócios. Queremos gerar oportunidades, empregos qualificados e transformar Três Lagoas em referência regional nesse setor”, afirmou o prefeito.
O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Junior, ressaltou que o programa fortalece o posicionamento competitivo da cidade no cenário estadual e nacional.
“O Pró-Inova coloca Três Lagoas em um novo patamar de competitividade. Estamos criando um ambiente favorável para empresas inovadoras crescerem, investirem e se desenvolverem aqui. É uma construção conjunta entre Prefeitura, Sebrae e parceiros estratégicos, fortalecendo aquilo que o Cidade Empreendedora propõe: desenvolvimento econômico sustentável, geração de renda e inovação”, destacou o secretário.
SERVIÇO
Empresas interessadas em aderir ao Pró-Inova e solicitar os benefícios do programa podem realizar o requerimento diretamente junto à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SEDECTI) por meio do formulário online disponível no link: https://forms.gle/dSoZU1KVwidFj81U6
Durante a reunião do programa MS Ativo Municipalismo, realizada no gabinete do governador Eduardo Riedel (PP) nesta quinta-feira (21), o deputado estadual Coronel David (PL) reforçou a defesa de investimentos estratégicos para Rio Brilhante (MS) e acompanhou, ao lado do prefeito Lucas Foroni (PP), o anúncio de R$ 15 milhões em novos investimentos do Governo do Estado para obras de pavimentação e saneamento em Rio Brilhante. Os recursos vão garantir a conclusão de projetos estruturantes e ampliar os avanços que vêm transformando a infraestrutura urbana e a qualidade de vida da população do município.
Segundo o prefeito, Rio Brilhante saiu de 63% de cobertura asfáltica para alcançar 100% de pavimentação urbana. Na área de saneamento básico, o município avançou de 33% para 98% de cobertura, índice próximo da universalização.
Lucas Foroni ressaltou que os investimentos impactam diretamente na saúde pública e na qualidade de vida da população.
“Quando a gente fala de asfalto, estamos falando também da redução de crises respiratórias, bronquites e bronquiolites, muitas vezes agravadas pela poeira e pela poluição do ar. E quando falamos de saneamento básico, falamos da diminuição de doenças infectocontagiosas causadas pela falta de tratamento e contaminação”, afirmou.
O prefeito destacou ainda que a melhoria da infraestrutura reduz a pressão sobre a atenção básica de saúde, permitindo que os atendimentos sejam direcionados para casos mais complexos e necessários.
O governador Eduardo Riedel enfatizou que a prioridade da gestão estadual foi justamente investir em saneamento e pavimentação, por serem áreas que transformam diretamente a vida das pessoas.
“Uma cidade totalmente pavimentada e com universalização do saneamento tem um valor inestimável para a população. Isso impacta diretamente na saúde das pessoas e na qualidade de vida”, declarou o governador.
Durante a reunião, também foram apresentados novos projetos para o município, que devem receber continuidade por parte do Governo do Estado dentro do programa MS Ativo Municipalismo.
O deputado Coronel David destacou a importância da parceria entre Governo do Estado e município para garantir obras estruturantes e investimentos que geram resultados permanentes para a população de Rio Brilhante.
“Estamos falando de investimentos que mudam a vida das pessoas na prática, levando mais dignidade, saúde pública e desenvolvimento para a cidade”, afirmou David.
Nesta quinta-feira (21), a Polícia Civil, através dos policiais civis do Setor de Investigações Gerais/ Núcleo Regional de Inteligência – SIG/NRI de Dourados, juntamente com a Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira – DEFRON, deu cumprimento a cinco mandados de busca e apreensão deferidos no âmbito de uma investigação que apura uma associação criminosa responsável por roubos a contrabandistas na região de Dourados.
A investigação teve início ainda no ano passado, quando as unidades policiais iniciaram monitoramento acerca de um grupo criminoso que estava se passando por policiais e abordava motoristas que transportavam produtos contrabandeados e descaminhados na região. Os criminosos anunciavam o assalto e subtraíam o veículo e a carga, empregando armas de fogo e violência contra as vítimas.
No mês de janeiro, o líder do grupo criminoso foi preso em flagrante logo após um roubo praticado em Dourados, ocasião em que os autores subtraíram uma carga de perfumes e ainda realizaram disparos na direção das vítimas. Logo em seguida, no início do mês de março, outros três integrantes também foram presos após cumprimento de mandados de prisão preventiva.
No decorrer da apuração, outra envolvida com a associação criminosa e dois receptadores dos produtos contrabandeados foram identificados. Esses três indivíduos foram alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos em 5 endereços relacionados a eles na data de hoje.
Na loja de um deles, F.F.L., 40 anos, os policiais localizaram um revólver calibre .38 com 4 munições intactas, 396 fontes de carregador de aparelho celular e 335 fones de ouvidos.
Ele foi conduzido à sede do SIG/Dourados, onde foi autuado em flagrante pelo crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido. Os outros investigados também foram conduzidos para interrogatório em relação ao seus envolvimentos na empreitada criminosa.
A Prefeitura de Três Lagoas e a Casa do Trabalhador divulgam as oportunidades de empregos disponíveis nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026. No total, são 160 vagas em diversas áreas e diferentes níveis de escolaridade.
Importante destacar que para a realização de entrevistas, os candidatos deverão comparecer na Casa do Trabalhador, à Rua Dr. Munir Thomé, 86 – Centro, para retirada de carta de encaminhamento.
Para mais informações, o candidato deve comparecer diretamente na sede do órgão ou entrar em contato pelo 67 3929-1936.
Nova estrutura une tecnologia, modernidade e simboliza o renascimento da cooperativa após incêndio que destruiu o laboratório em 2024
A noite desta quinta-feira (21) foi marcada por emoção, memória e superação em Três Lagoas. A Unimed Regional Três Lagoas realizou a reinauguração do Laboratório de Análises Clínicas, localizado na Avenida Antônio Trajano, 1865, no centro da cidade. A unidade foi totalmente reconstruída após o incêndio que destruiu grande parte da estrutura no amanhecer do dia 16 de novembro de 2024.
Foto: Pollyanna Eloy
O evento reuniu cooperados, colaboradores, membros dos conselhos administrativos, gerentes e diretores da cooperativa médica em uma cerimônia marcada por homenagens, discursos emocionantes e pela celebração de um novo começo.
Foto: Pollyanna Eloy
FÊNIX: RENASCENDO DAS CINZAS
Em seu pronunciamento, a presidente da Unimed Regional Três Lagoas, Dra. Maria Beatriz, definiu o momento vivido pela cooperativa com uma comparação simbólica: uma fênix renascendo das cinzas.
Foto: Pollyanna Eloy
Ao recordar o incêndio, ela afirmou que a cena parecia saída de um filme e relembrou o forte impacto emocional provocado pela destruição da unidade. “Foi muito triste e me abalou bastante”, confessou.
Apesar das perdas materiais, a presidente destacou o fato de não ter havido vítimas e ressaltou o empenho dos colaboradores que, segundo ela, “vestiram a camisa” desde os primeiros instantes após o incêndio até a reconstrução completa do laboratório.
Foto: Pollyanna Eloy
“Fizemos desse infortúnio um motivo para estruturar ainda mais o nosso serviço e, literalmente, renascemos das cinzas”, declarou.
Dra. Maria Beatriz também agradeceu nominalmente colaboradores que estiveram diretamente envolvidos no processo de reconstrução, especialmente Fernanda e Milene, apontadas como fundamentais na retomada das atividades.
Foto: Pollyanna Eloy
CENÁRIO DEVASTADOR
Durante seu discurso, o diretor administrativo da Unimed, Dr. Ulisses Calandrin, relembrou o cenário devastador vivido naquela manhã de novembro, quando o laboratório foi rapidamente consumido pelas chamas.
Foto: Pollyanna Eloy
“Foi um episódio consternante e desolador. Um filme passa pela nossa mente vendo todo um trabalho de anos sendo levado embora em questão de minutos”, afirmou emocionado.
Segundo ele, após o impacto inicial, a cooperativa assumiu o compromisso de reconstruir não apenas a estrutura física, mas também a confiança, a esperança e o propósito institucional.
Foto: Pollyanna Eloy
“Mais do que reconstruir paredes, reconstruímos esperança, confiança e o compromisso de continuar oferecendo qualidade, segurança e excelência aos nossos beneficiários e cooperados”, destacou.
Dr. Ulisses também ressaltou a importância do laboratório para a rotina médica e para a vida dos pacientes, enfatizando que cada exame realizado representa uma decisão clínica importante e uma resposta aguardada por alguém.
LABORATÓRIO DE EXCELÊNCIA
A nova estrutura foi apresentada como um ambiente moderno, tecnológico e preparado para oferecer ainda mais conforto, precisão e qualidade técnica aos pacientes de Três Lagoas e região.
Foto: Pollyanna Eloy
Durante a cerimônia, o sentimento predominante foi de união e gratidão. Funcionários lembraram o esforço coletivo realizado nos dias seguintes ao incêndio, incluindo equipes que atuaram até mesmo durante feriados para evitar a paralisação dos atendimentos.
Foto: Pollyanna Eloy
FORÇA DA INSTITUIÇÃO
Mais do que a entrega de uma obra física, a reinauguração representa a força de uma instituição que transformou dor em reconstrução, dificuldades em evolução e um dos momentos mais difíceis de sua história em um marco de renascimento e fortalecimento.
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) realizou na tarde desta quarta-feira (20) a primeira Reunião Estratégica Setorial (RES) de 2026, reforçando o acompanhamento das metas estabelecidas nos contratos de gestão firmados com o governador Eduardo Riedel. O encontro evidenciou avanços importantes na execução dos projetos estratégicos da pasta e reafirmou o compromisso com uma gestão orientada por resultados.
Conduzida pelo secretário de Estado Artur Henrique Leite Falcette, a reunião contou com a presença dos secretários-executivos de Desenvolvimento Econômico Sustentável Rogério Beretta, de Qualificação Esaú Aguar, de Ciência e Tecnologia Ricardo senna e de Agricultura Familiar, Karla Nadai, dirigentes das entidades vinculadas, gestores de projetos, equipes técnicas e representantes da Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo (SEGEM/Segov), consolidando um espaço de monitoramento contínuo e alinhamento institucional.
Participaram o secretário-adjunto Alex Marcel Melotto, o secretário-executivo de Gestão Estratégica e Municipalismo da Segov, Thaner Castro Nogueira, o coordenador de Estudos e Riscos Estratégicos da SEGEM/Segov, Mateus Boldrine Abrita, além da equipe técnica da secretaria, representada pelo setorialista Juliano Leite.
Com realização bimestral, a Reunião Estratégica Setorial tem como finalidade acompanhar a execução dos contratos de gestão, avaliar indicadores estratégicos e identificar riscos e oportunidades relacionados aos projetos pactuados pelas unidades gestoras e entidades vinculadas.
Atualmente, a Semadesc e suas secretarias-executivas conduzem 25 projetos estratégicos, com 48 entregas previstas ao longo de 2026. Somam-se a eles outros 40 projetos desenvolvidos pelas entidades vinculadas da pasta, fortalecendo a integração entre políticas públicas, inovação, desenvolvimento econômico, sustentabilidade e gestão.
Entre os avanços apresentados durante a reunião, um dos destaques foi o projeto de Construção e Lançamento do Plano Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo, coordenado pela Secretaria-Executiva de Qualificação Profissional e Trabalho, que já alcançou 89% de execução e teve recentemente seu evento oficial de lançamento realizado.
Outro projeto que demonstrou avanço significativo foi a Universalização do Roadmap Climático em Mato Grosso do Sul, desenvolvido pela Secretaria-Executiva de Meio Ambiente. A iniciativa avança na construção dos 30 Planos Municipais de Mitigação e Adaptação Climática, ampliando a capacidade dos municípios para enfrentamento das mudanças climáticas e fortalecendo a agenda ambiental do Estado.
Nas entidades vinculadas, também ganharam destaque os avanços no projeto de modernização do sistema digital de licenciamento e gestão ambiental do Imasul, com a implantação do sistema Siriema 2.0 – Módulo Licenciamento Ambiental, atualmente com 57% de execução. Os projetos estratégicos da Semadesc foram apresentados pela assessora Tamara Oliveira, responsável pelo suporte técnico ao acompanhamento das iniciativas que compõem o contrato de gestão da pasta.
Para o secretário Artur Falcette, o acompanhamento sistemático das metas fortalece a capacidade de entrega da administração pública e assegura maior efetividade às políticas desenvolvidas pela Secretaria.
“A gestão por resultados permite acompanhar a evolução dos projetos, corrigir rotas quando necessário e garantir que as entregas planejadas cheguem à população. O objetivo é transformar planejamento em ações concretas que impulsionem o desenvolvimento sustentável de Mato Grosso do Sul”, destacou.
A reunião reforçou o modelo de monitoramento contínuo adotado pelo Governo do Estado, com foco no fortalecimento da gestão estratégica, na eficiência administrativa e na execução das entregas prioritárias previstas para 2026, alinhadas às diretrizes de construção de um Estado inclusivo, verde, próspero e digital.
A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), informa que o atendimento ao público na sede administrativa da Secretaria será realizado somente até as 14h na segunda-feira, 25 de maio.
A alteração ocorre em razão de uma formação interna destinada à equipe da própria SEMED, com foco no aprimoramento dos serviços prestados à comunidade escolar e à população em geral.
A Secretaria destaca que a medida se aplica exclusivamente ao atendimento da equipe administrativa da SEMED, não afetando o funcionamento das unidades da Rede Municipal de Ensino (REME), que seguem com atendimento e atividades normalmente.
A Administração Municipal agradece a compreensão da população e reforça que a capacitação contínua dos servidores contribui diretamente para a melhoria da qualidade dos serviços oferecidos à comunidade.
Município do Vale da Celulose avança na preparação para receber mega-fábrica de celulose enquanto obras indiretas já movimentam a economia e fortalecem a logística regional
Bataguassu vive a expectativa de iniciar um novo capítulo em sua história econômica com a chegada da fábrica de celulose da Bracell. O empreendimento bilionário, considerado um dos maiores investimentos privados previstos para Mato Grosso do Sul nos próximos anos, ainda aguarda a emissão da licença ambiental para dar início às obras da planta industrial.
A cidade de Bataguassu já está se preparando para recebeu o investimento bilionário e a edificação de novas obras são visíveis pela cidade, como mostra a foto acima da construção de um hotel (Foto: Leidy Guimarães)
Inicialmente, a previsão era de que o empreendimento já tivesse começado. No entanto, segundo informações ligadas ao processo de instalação, houve alteração no local previsto para a instalação da fábrica dentro da mesma propriedade rural. A mudança aproximou o projeto da BR-267, fator que acabou provocando atraso na expedição da licença ambiental necessária para o início oficial das obras.
Mesmo antes da autorização definitiva, a cidade já sente os reflexos da chegada da empresa. Estruturas ligadas ao futuro complexo industrial começam a tomar forma, como áreas destinadas ao viveiro florestal, alojamentos para trabalhadores e ampliação da rede hoteleira, demonstrando que Bataguassu já se prepara para receber o novo ciclo de desenvolvimento.
NOVA FASE DA CELULOSE EM MATO GROSSO DO SUL
A instalação da Bracell em Bataguassu representa mais um marco da expansão da cadeia da celulose em Mato Grosso do Sul, setor que transformou a economia estadual nas últimas duas décadas.
O primeiro grande salto ocorreu há cerca de 18 anos, com a chegada da antiga VCP, atual Suzano, em Três Lagoas. Anos depois, o município voltou a protagonizar um novo avanço industrial com a implantação da Eldorado Brasil.
Na sequência, Ribas do Rio Pardo recebeu o Projeto Cerrado, da Suzano, atualmente reconhecido como a maior fábrica de celulose em linha única do mundo.
Já em abril de 2024, Inocência entrou definitivamente no mapa global da celulose com o lançamento do Projeto Sucuriú, da Arauco, empreendimento que segue em construção e deve mobilizar 14 mil trabalhadores até sua inauguração prevista para 2027.
Agora, a vez é de Bataguassu, que desponta como novo polo estratégico do setor florestal e industrial no Estado.
CIDADE APOSTA EM ESTRUTURA LOGÍSTICA PRIVILEGIADA
Localizada às margens do Rio Pardo, esse armazém foi construído para da suporte ao terminal portuário de Bataguassu que inclusive ocorreu embarque experimental de soja, porém o calado do Rio não foi suficiente para dar navegabilidade às embarcações (Foto: Perfil News)
Além da localização estratégica próxima à divisa com São Paulo, Bataguassu possui um diferencial logístico que pode se tornar decisivo para as operações da Bracell: o transporte hidroviário.
Cortada pela BR-267, rota importante de ligação entre Mato Grosso do Sul e o interior paulista por meio de Presidente Epitácio, a cidade também possui acesso ao Rio Pardo, onde existe um terminal portuário construído ainda durante o governo de Zeca do PT.
O terminal chegou a operar experimentalmente no passado com embarque de soja, mas está desativado há anos. A expectativa agora é de que a estrutura possa ser reativada para atender ao escoamento da futura produção de celulose.
A partir do Rio Pardo, as cargas poderiam seguir pela hidrovia Paraná-Tietê até Três Lagoas, passando pela eclusa de Jupiá e chegando ao interior paulista, em Pederneiras. De lá, a produção seguiria por ferrovia até o Porto de Santos.
HIDROVIA GANHA FORÇA NO SETOR FLORESTAL
A aposta no modal hidroviário não é inédita no setor. A própria Bracell já confirmou investimentos em estrutura portuária em Três Lagoas para transportar madeira produzida em áreas florestais de Água Clara até sua unidade industrial em Lençóis Paulista, no interior de São Paulo.
O projeto reforça a viabilidade logística da hidrovia Paraná-Tietê como alternativa para reduzir custos de transporte, diminuir o fluxo de caminhões nas rodovias e ampliar a competitividade da cadeia da celulose.
DESENVOLVIMENTO REGIONAL E NOVOS INVESTIMENTOS
Instalações da ZPE de Bataguassu está com previsão de iniciar as operações no segundo semestre desse ano (Foto: Divulgação)
Outro fator que amplia a expectativa em Bataguassu é o avanço da implantação da ZPE, a Zona de Processamento de Exportação, prevista para ganhar novos desdobramentos já nos próximos meses.
Com a combinação entre indústria, logística e exportação, a cidade começa a consolidar um ambiente favorável para atração de novos investimentos, geração de empregos e fortalecimento da economia regional.
A expectativa é de que, após a emissão da licença ambiental, o projeto da Bracell entre definitivamente em fase de obras, acelerando ainda mais a transformação econômica de Bataguassu e consolidando Mato Grosso do Sul como um dos maiores polos mundiais da celulose.
A 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, apreendeu aproximadamente 80 quilos de substância análoga à maconha durante ação realizada na manhã desta quinta-feira (21), em uma residência localizada na rua Alfeneiro, no município.
A operação teve início após denúncias anônimas informarem movimentação suspeita no imóvel, com intensa entrada e saída de veículos, inclusive automóveis com placas estrangeiras. Segundo as informações recebidas, um caminhão de pequeno porte teria descarregado diversos fardos na residência durante a noite anterior.
Diante das denúncias, equipes de investigação passaram a monitorar o local por meio de campana. Durante as diligências, os policiais identificaram indícios compatíveis com o armazenamento e preparo de entorpecentes, incluindo forte odor semelhante ao de maconha vindo do interior da residência, além da visualização de materiais utilizados para embalagem da droga.
Com base na fundada suspeita e diante da situação de flagrância, os policiais realizaram a entrada no imóvel. Nenhuma pessoa foi encontrada na residência no momento da ação.
Durante as buscas, foram localizados cinco fardos contendo substância análoga à maconha, totalizando aproximadamente 80 quilos. Além da droga, também foram apreendidos uma balança, materiais utilizados para acondicionamento do entorpecente, documentos diversos e 27 munições de calibre aparentemente 5.56.
Todo o material apreendido foi encaminhado para a 1ª Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, onde serão realizados os procedimentos legais e a continuidade das investigações para identificação dos responsáveis pelo entorpecente e demais objetos apreendidos.
Acesso a ponte Bioceânica que ligará o Brasil ao Paraguai por Porto Murtinho (Foto: Toninho Ruiz)
Corredor deve encurtar rotas, reduzir custos e deslocar o fluxo do Norte e do Nordeste no continente
Além de ampliar a integração do Brasil com os mercados asiáticos por meio dos portos do norte do Chile, a consolidação da Rota Bioceânica tende a criar um corredor terrestre mais direto para o transporte de cargas dos estados do Norte e Nordeste do País, por Mato Grosso do Sul, com destino aos países da América do Sul.
Os dados são do ministro João Carlos Parkinson, diplomata de carreira do Ministério das Relações Exteriores, antecipados ao Campo Grande News. O mapeamento será apresentado na próxima segunda-feira (25), em Campo Grande, no decorrer do 3° Fórum Centro-Oeste de Segurança Rodoviária.
A tendência, segundo o diplomata, é de que haja uma migração gradual dos embarques via terrestre, principalmente da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia, Rondônia e Tocantins, que exportaram US$ 1,1 bilhão em 2025 para os países vizinhos pelos tradicionais corredores da região Sul do País.
Comércio exterior
O montante significa 2,6% do comércio exterior de produtos brasileiros escoados por rodovias no ano passado, que somou US$ 43,1 bilhões, o equivalente a 26% do total exportado. O restante dos embarques ocorreu por vias áreas e marítimas.
Esse cenário deve ser um dos efeitos mais imediatos do corredor internacional. “Não fará sentido percorrer um trajeto mais longo levando cargas originadas nas regiões Norte e Nordeste do País até São Borja (RS) ou Uruguaiana (RS). Com o corredor, você reduz distância, diminui o tempo de entrega e ganha competitividade”, analisa o diplomata, que também é coordenador nacional dos Corredores Rodoviários e Ferroviários Bioceânicos no âmbito do Itamaraty.
Hoje, a maioria (60%) das exportações brasileiras via terrestre depende de corredores que passam pela região Sul do País para acessar mercados sul-americanos, como Paraguai, Argentina e Chile, que são países parceiros do Brasil na Rota Bioceânica.
No Rio Grande do Sul, São Borja responde por 29% do fluxo total, seguido por Uruguaiana, responsável por 27% do total. Foz do Iguaçu, no Paraná, representa 19% do fluxo.
Como exemplo hipotético, Parkinson traçou o trajeto de uma carga da Bahia em direção à Argentina, cujo tempo pode ser reduzido em dois a três dias pelo Corredor Bioceânico em relação às rotas da região Sul do País. Ou seja, a carga sairia da Bahia em direção ao Centro-Oeste e em Mato Grosso do Sul pegaria a ponte sobre o Rio Paraguai que conectará Porto Murtinho à cidade paraguaia Carmelo Peralta. Daí seguiria até a Argentina utilizando uma rota mais curta em relação às da região Sul do País para acessar países vizinhos. A obra está em fase de conclusão.
Benefícios e projeções
O mesmo cenário se aplica a produtores dos países vizinhos que poderão ampliar as vendas para o Norte e Nordeste via o Corredor Bioceânico.
Ou seja, o comércio exterior do eixo Norte-Nordeste e, especificamente, o dos países sul-americanos podem se beneficiar do corredor internacional bioceânico, que os quatro países projetam transformar em uma grande via de escoamento de produtos e mercadorias entre a América do Sul e os mercados asiáticos. As previsões para esse trajeto apontam redução de 30% a 40% nos custos logísticos e de até 15 dias em relação a rotas marítimas tradicionais, como o Canal do Panamá.
O entendimento do diplomata é de que além de fortalecer Mato Grosso do Sul como eixo estratégico de integração logística entre o Brasil e os mercados sul-americanos, a consolidação do Corredor Bioceânico pode alterar significativamente a logística terrestre brasileira.
O chamado Corredor Rodoviário de Capricórnio é uma rota rodoviária com extensão de 2,3 mil quilômetros, que conecta o Oceano Atlântico aos portos de Antofagasta e Iquique, no Chile, cortando o Brasil, Paraguai e Argentina.
Apesar do avanço das obras físicas, o empreendimento ainda depende de acordos entre os quatro países para solucionar entraves institucionais e regulatórios e, assim, viabilizar processos transfronteiriços entre todas as partes envolvidas.
Nesta quinta-feira, dia 21 de maio, os policiais militares do 2º Pelotão da 1ª Cia do 2º Batalhão de Polícia Militar apreenderam mercadorias estrangeiras sem documentação fiscal ou comprovação de importação regular em Brasilândia.
Por volta das 8h desta quinta-feira, uma guarnição do 2º Pelotão do 2º BPM, objetivando o combate ao tráfico internacional de drogas, realizou fiscalização na rodovia MS-395, quando, ao abordarem dois veículos, constataram que estavam carregados de mercadorias estrangeiras desacompanhadas de documentação aduaneira.
As mercadorias e os veículos foram apreendidos e encaminhados para apresentação à Receita Federal, em Campo Grande, que adotará as medidas administrativas cabíveis.
Denuncie!
O cidadão pode colaborar com a Polícia Militar de Três Lagoas, em caso de EMERGÊNCIA ligue para o 190 (gratuito)ou (67) 99217-3241. Denúncias use o aplicativo WhatsApp 3919-9700. Não precisa se identificar!
O Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e da Secretaria Executiva de Qualificação Profissional e Trabalho, lançou no dia 19 de maio o Projeto Trilha Inclusiva, iniciativa inédita voltada à promoção da inclusão produtiva de pessoas com deficiência no mercado de trabalho formal, com foco em inclusão assistida, qualificação e fortalecimento da autonomia social e econômica dos participantes.
Executado pela APAE de Ivinhema, o projeto terá sua etapa piloto realizada no município de Ivinhema e atenderá até 15 pessoas com deficiência física, intelectual, sensorial, múltipla e pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), prioritariamente em situação de vulnerabilidade social.
A iniciativa foi estruturada a partir da necessidade de ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho, especialmente diante dos desafios ainda enfrentados por esse público, como insegurança quanto à perda de benefícios sociais, falta de informação sobre mecanismos de inclusão, receio das famílias e barreiras culturais e estruturais existentes em parte dos ambientes corporativos.
Por meio do Trilha Inclusiva, os participantes terão a oportunidade de vivenciar experiências práticas em empresas parceiras, contando com acompanhamento técnico especializado, orientação previdenciária, apoio às famílias e suporte contínuo durante todo o processo de inserção no ambiente profissional.
Nesta primeira etapa, as empresas parceiras que irão receber os participantes são a Adecoagro e o Mega Atacadista, que participarão do ciclo de inclusão assistida e das ações de fortalecimento da acessibilidade e inclusão no ambiente de trabalho.
O projeto também prevê capacitações direcionadas às empresas participantes, abordando temas como liderança inclusiva, adaptação de funções, acessibilidade e práticas de inclusão, contribuindo para a construção de ambientes corporativos mais preparados para receber e desenvolver profissionais com deficiência.
Além de promover oportunidades de inserção profissional, o Trilha Inclusiva busca gerar experiências e evidências práticas que possam subsidiar futuras políticas públicas voltadas à inclusão produtiva em Mato Grosso do Sul.
Com a iniciativa, o Governo do Estado reafirma o compromisso de unir desenvolvimento econômico, geração de oportunidades e inclusão social, fortalecendo políticas públicas voltadas à dignidade, autonomia e valorização das pessoas com deficiência.
Estado aparece acima da média nacional no Índice de Progresso Social e se destaca em dimensões ligadas à oportunidades, moradia e necessidades humanas básicas
Mato Grosso do Sul consolidou-se entre os estados com melhor qualidade de vida do país ao alcançar a 7ª colocação no Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, levantamento que avalia o desempenho social e ambiental dos 5.570 municípios brasileiros. O Estado obteve pontuação de 64,14, acima da média nacional de 63,40, ficando atrás apenas do Distrito Federal, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Goiás.
Produzido pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), em parceria com o Social Progress Imperative e outras instituições, o IPS mede diretamente a qualidade de vida da população a partir de 57 indicadores sociais e ambientais, sem utilizar critérios econômicos como composição do índice. O estudo avalia aspectos relacionados à saúde, educação, moradia, segurança, acesso à informação, meio ambiente, inclusão social e oportunidades.
O resultado reforça o posicionamento de Mato Grosso do Sul como um dos estados que conseguiram combinar crescimento econômico, geração de empregos, investimentos em infraestrutura e ampliação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável e à melhoria das condições de vida da população.
“O IPS mostra que desenvolvimento não pode ser medido apenas pelo tamanho da economia. Mato Grosso do Sul vem avançando em qualidade de vida, oportunidades e acesso a serviços essenciais, resultado de uma estratégia que alia crescimento econômico, sustentabilidade e inclusão produtiva”, destaca o secretário da Semadesc, Artur Falcette, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Um dos principais destaques do relatório para Mato Grosso do Sul está na dimensão Oportunidades, considerada a mais desafiadora do IPS em todo o país. Nacionalmente, essa dimensão apresentou média de apenas 46,82 pontos, o menor desempenho entre os três grandes eixos avaliados pelo índice.
Mesmo diante desse cenário, Mato Grosso do Sul aparece entre os 13 estados brasileiros com desempenho acima da média nacional neste indicador, ao lado de unidades federativas como Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás. A dimensão reúne componentes relacionados a direitos individuais, inclusão social, acesso ao ensino superior e liberdades individuais e de escolha.
O desempenho demonstra o resultado das políticas implementadas pelo Governo do Estado, por meio da Semadesc, voltadas à qualificação profissional, empregabilidade, inovação, inclusão produtiva e fortalecimento da educação técnica e superior.
Nos últimos anos, Mato Grosso do Sul ampliou investimentos em programas de qualificação de mão de obra, incentivo à inovação e interiorização do desenvolvimento, ao mesmo tempo em que consolidou um ambiente favorável para atração de novos empreendimentos industriais e tecnológicos.
Outro ponto de destaque do relatório é o desempenho de Mato Grosso do Sul na dimensão Necessidades Humanas Básicas, que avalia itens fundamentais para a qualidade de vida da população, como nutrição, cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia e segurança pessoal.
O estudo aponta Mato Grosso do Sul entre os oito estados brasileiros com desempenho superior à média nacional neste eixo, ao lado de estados das regiões Sul e Sudeste e do Distrito Federal. Segundo o relatório, as regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul concentram os melhores resultados nacionais nessa dimensão, especialmente em municípios de menor porte populacional, que apresentam melhores indicadores ligados à infraestrutura urbana e acesso a serviços essenciais.
Modelo de desenvolvimento sustentável
O IPS Brasil 2026 reforça também o debate sobre a relação entre desenvolvimento econômico e progresso social. O relatório destaca que crescimento econômico sem avanços sociais pode resultar em desigualdade, degradação ambiental e conflitos sociais.
Nesse contexto, Mato Grosso do Sul aparece como um dos estados que vêm buscando associar expansão econômica à sustentabilidade e inclusão social, especialmente a partir da consolidação de políticas ligadas à bioeconomia, industrialização sustentável, qualificação profissional e transição energética.
Nos últimos anos, o Estado registrou forte crescimento econômico impulsionado pela agroindústria, pela cadeia da celulose, pela bioenergia e pela atração de novos investimentos privados. Paralelamente, ampliou programas de ciência, tecnologia, inovação e formação profissional para atender à demanda crescente do mercado de trabalho.
“O desenvolvimento sustentável precisa chegar na vida das pessoas. O desafio não é apenas crescer economicamente, mas transformar esse crescimento em oportunidades, renda, infraestrutura e qualidade de vida para a população. É isso que os indicadores mostram em Mato Grosso do Sul”, afirma o secretário Artur Falcette.
O levantamento completo do IPS Brasil 2026 está disponível neste link no portal oficial do Índice de Progresso Social Brasil.