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sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Após perseguição, droga que saiu de Ponta Porã é apreendida em Dourados

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Ação integrada apreende mais de uma tonelada de droga e prende dois suspeitos na região de Dourados. (Foto: Divulgação)

Uma operação conjunta envolvendo forças de segurança resultou na apreensão de mais de uma tonelada de entorpecentes e na prisão de dois suspeitos na região de Dourados. A ação contou com a atuação integrada da Delegacia Especializada de Fronteira da PRF, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Civil – por meio do SIG do 1º Distrito Policial – e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).

A operação teve início após informações de inteligência indicarem que um veículo Fiat Uno sairia de Ponta Porã com destino a Dourados transportando drogas, com o apoio de um “batedor” em um Gol, com placas de Campo Grande.

Diante da informação, equipes da PRF foram mobilizadas para a rodovia MS-379, que liga Laguna Carapã a Dourados. Por volta das 23h50, os policiais tentaram abordar o Fiat Uno nas proximidades da ponte sobre o Rio Dourados. O condutor, no entanto, reagiu de forma violenta, chegando a arremessar o veículo contra a viatura policial e fugiu.

Durante a fuga, o motorista realizou manobras perigosas, trafegando em zigue-zague e invadindo a contramão, colocando em risco outras pessoas. Para conter a ação, os policiais efetuaram disparos nos pneus do veículo.

Mesmo assim, o condutor seguiu em fuga até lançar o carro em meio a um milharal, onde abandonou o automóvel e fugiu a pé.

Paralelamente, outra equipe da PRF conseguiu interceptar o veículo batedor. O motorista foi preso e identificado como Cleton Losbaqui Espíndola, conhecido como “Bugre”, morador de Dourados, com antecedentes por violência doméstica.

Com o avanço das diligências e apoio da Polícia Civil, o segundo suspeito, identificado como José Dias dos Santos, foi localizado e preso na manhã seguinte, em uma residência na rua Olga Melgarejo. Ele confessou ser o condutor do Fiat Uno.

No imóvel, os policiais apreenderam ainda porções de crack (cerca de 10 gramas) e cocaína. José informou que já responde por tráfico de drogas.

Durante a vistoria no Fiat Uno, foi constatado que o veículo possuía registro de furto em Dourados, pertencente a uma técnica de enfermagem. No interior do automóvel, foram encontrados 1.064,75 quilos de maconha.

Todo o material apreendido, juntamente com os suspeitos, foi encaminhado à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC), onde os envolvidos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas, associação para o tráfico e receptação.

Fonte: Ponta Porã News

Estão abertas as inscrições para concurso de desenho da Secretaria de Meio Ambiente de TL

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Agronegócio (SEMEA), abriu nesta segunda-feira, 20 de abril, as inscrições para o concurso de desenho com o tema “Reduzir, Reutilizar e Reciclar”.

A iniciativa tem como objetivo incentivar a conscientização ambiental entre estudantes da rede municipal de ensino, estimulando a criatividade e a reflexão sobre práticas sustentáveis no dia a dia.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas de forma online, por meio do formulário disponível no link: https://forms.gle/WfQGJRvMJsbkddQJA

O concurso é voltado para alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II de escolas municipais específicas, e os interessados devem estar atentos aos critérios estabelecidos no regulamento anexo no final do texto.

Cada participante poderá inscrever um único desenho, que deverá ser original, feito à mão e abordar o tema proposto, destacando ações relacionadas à redução do consumo, reutilização de materiais e reciclagem.

Após a inscrição, os trabalhos deverão ser entregues nas unidades escolares, conforme orientações da organização, respeitando o prazo estabelecido.

A ação integra as políticas de educação ambiental desenvolvidas pelo município e reforça o compromisso da Prefeitura de Três Lagoas com a formação de cidadãos mais conscientes e comprometidos com a preservação do meio ambiente.

A SEMEA destaca a importância da participação dos estudantes e reforça que iniciativas como essa contribuem diretamente para a construção de uma cidade mais sustentável.

VEJA O EDITAL COMPLETO

PF apreende cerca de uma tonelada de maconha em Ponta Porã

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Foto: PF-MS

Entorpecente foi localizado em imóvel desabitado após denúncia anônima

A Polícia Federal apreendeu, na noite da última sexta-feira (17), aproximadamente uma tonelada de substância análoga à maconha em uma área desabitada no município de Ponta Porã.

A ação teve início após o plantão da Polícia Federal receber uma denúncia anônima, informando sobre a existência de um possível depósito de entorpecentes em uma região com intensa movimentação suspeita.

Ao chegarem ao local para averiguação, as equipes policiais constataram que o imóvel situava-se em uma área erma e sem ocupação aparente, informação que foi corroborada por moradores da vizinhança. Durante a inspeção técnica no perímetro, os agentes identificaram indícios da presença de material ilícito. Ao acessarem o interior do imóvel, confirmaram a existência da droga, que foi devidamente apreendida.

Não houve prisões no local. As investigações prosseguem com o objetivo de identificar e responsabilizar os envolvidos no crime de tráfico de drogas.

(*) Comunicação Social da PF em MS

Economia prateada mostra força de consumidores e empreendedores 60+

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Público movimenta R$ 2 trilhões na economia

O Brasil já soma mais de 33 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e caminha para ser o quinto país com mais idosos do mundo. É um público que movimenta R$ 2 trilhões na economia, de acordo com estudo realizado pela consultoria Data8.

Esse potencial econômico é formado tanto por consumidores, como pelos empreendedores da chamada economia prateada, em alusão aos cabelos grisalhos.  

Para atender a esse público, os modelos de negócio precisam adaptar-se a novas demandas. Eles querem melhor iluminação nas lojas, sinalização visível, acessibilidade, atendimento acolhedor e processo de compra simplificado. O empreendedor que oferece esses diferenciais acaba tendo a preferência do público mais velho, afirma a  gestora nacional do programa Empreendedorismo Sênior 60+ do Sebrae, Gilvany Isaac. 

“Eu acho que a Economia Prateada reflete a transformação estrutural da sociedade brasileira. Os empreendimentos que compreenderem essa mudança e desenvolverem produtos alinhados a essa realidade, não apenas vão acessar o mercado de expansão, mas também contribuirão para o modelo de desenvolvimento mais inclusivo, sustentável e conectado à longevidade”, afirma Gilvany.

O bancário aposentado João Gualberto de Almeida Teixeira, pertence ao público 70+. Ele conta que o que sente mais falta no atendimento é, primordialmente, atenção.  

“Tenho notado que a pessoa vai a algum local e os atendentes estão distraídos, olhando outras coisas, e não dão atenção para o que você merece e, principalmente, precisa. É você estar sendo atendido com atenção, quer dizer, olho no olho. Isso é fundamental”, afirmou. 

Segmentos 

Entre os segmentos com maior potencial para o público 60+, Gilvany destaca o de saúde e bem-estar, como academias especializadas. “Treino adaptado, acompanhamento, foco na funcionalidade e não apenas na estética”, aponta. 

Outro nicho são os negócios da telemedicina e serviços de monitoramento remoto de saúde. “Os cuidadores também vêm com uma força muito grande porque podem ser microempreendedores individuais (MEI) e ter um CNPJ, o que vai ser muito importante para as famílias que querem o conforto de um contrato, bem como para os próprios cuidadores”, diz.  

Outro segmento com amplo potencial para atender a população é o de turismo e lazer – especialmente empresas que oferecem pacotes fora da alta temporada, com roteiro cultural e viagens de experiência. Ela destaca ainda os serviços na área financeira, como planejamento para aposentadoria ativa, além da habitação adaptada.  

“Estamos falando de arquitetura e de soluções de acessibilidade de moradias, que fazem uma adaptação em residências para dar um conforto melhor para pessoa idosa”, exemplifica.  

Gilvany ressalta ainda, do lado dos consumidores 60+, um movimento crescente no comércio eletrônico. Eles compram mais pela internet, mas é preciso incrementar o engajamento digital desse público, que hoje constitui a parcela da população que mais recebe golpes. Há um crescimento de escolas de computação e de conhecimento eletrônico voltadas para esse segmento.

Mel Mania 

O microempreendedor João Lopes procurou o Sebrae-RJ para saber como formatar o seu negócio para atende especificamente o público 60+. Em junho de 2024 criou a  Mel Mania, que comercializa a substância. Aos 54 anos, João viu nesse público uma forte oportunidade de negócio.  

“O meu público é totalmente 60+. Eu tenho um cliente com 84 anos que compra mensalmente, como se fosse uma assinatura. A família toda consome, mas ele é a porta de entrada”, explica.  

Além da venda do mel, para todo o país, a empresa capacita, sem custos, pessoas que contam com espaços ociosos para a produção do produto. João oferece instrumentos, suporte e depois compra a produção dos parceiros. A Mel Mania já inseriu 112 pessoas na apicultura.  

“Depois que eu passei pelo Sebrae, descobri que sou empreendedor social, porque o meu negócio gera impacto positivo na sociedade. Quem compra o meu mel sabe que está gerando renda para as pessoas”, diz. 

Capacitação 

No Rio de Janeiro, o Sebrae desenvolve um projeto para atender justamente a população mais madura que deseja permanecer produtiva. O Sebrae Economia Prateada está em sua terceira edição e a próxima turma terá início em maio.  Ao todo, 144 pessoas já foram atendidas pelo projeto. 

O perfil dos participantes é majoritariamente feminino e envolve segmentos multissetoriais.  

“Há muita gente empreendendo na área de gastronomia, economia criativa, artesanato, moda, beleza e, também, em negócios ligados à consultoria na prestação de serviços”, explica a gestora do projeto e analista do Sebrae RJ, Juliana Lima. 

Do lado dos consumidores seniores, Juliana Lima ressaltou a existência de um mercado em forte expansão, uma vez que o envelhecer no Brasil se transformou. “O  perfil desse idoso, mudou. Hoje ele não fica mais em casa, como antigamente. São ativos, viajam, namoram, estudam, estão preocupados com a beleza, em viver bem”.  

O projeto Sebrae Economia Prateada trabalha em parceria com outras instituições, como o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o governo do estado, para ampliar o público atendido. Os chamados empreendedores sêniores representavam, em outubro do ano passado, 16% do total de donos de negócios no estado do Rio de Janeiro. 

“A população está envelhecendo mais ativa, mas o mercado tem uma barreira. Por conta do etarismo no trabalho formal, o sênior precisa do empreendedorismo para gerar algum tipo de renda”.

(*) Agência Brasil

Incêndio atinge imóvel e mobiliza moradores em Inocência

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Fogo teria começado em garagem e se alastrou para residência vizinha; população critica ausência do Corpo de Bombeiros no município

Um incêndio de grandes proporções atinge, neste momento, um imóvel localizado no bairro Jardim Boa Esperança, na Rua Santa Catarina, em Inocência (MS). As chamas, que se elevaram a vários metros de altura, podem ser vistas a quilômetros de distância, acompanhadas por uma intensa fumaça que toma conta da região.

De acordo com informações preliminares, o fogo teria começado em uma capela, localizada em uma esquina. O local, conforme relatos de moradores, seria uma igrejinha que estava desativada. Com a força do vento, as chamas rapidamente se espalharam, atingindo uma residência vizinha.

Diante da gravidade da situação, populares se mobilizaram para ajudar. Moradores entraram em uma das casas atingidas e conseguiram retirar móveis e eletrodomésticos, evitando maiores prejuízos. A ação rápida da comunidade foi fundamental para preservar parte dos bens.

Um caminhão-pipa, possivelmente da prefeitura, está no local tentando conter o avanço do incêndio. No entanto, a ausência de uma unidade do Corpo de Bombeiros na cidade tem sido alvo de críticas por parte dos moradores. Eles destacam que o município vive um crescimento significativo, impulsionado pela construção da maior fábrica de celulose do mundo, além da presença de diversos alojamentos.

Incêndio atinge imóvel e mobiliza moradores em Inocência

Atualmente, mais de 10 mil trabalhadores estão instalados na cidade, número que supera a população local estimada em cerca de 8.440 habitantes. Para os moradores, a estrutura de emergência não acompanha essa expansão.

Até o momento, não há informações oficiais sobre a extensão dos prejuízos nem sobre a existência de vítimas. A situação segue em andamento e gera apreensão entre os moradores da região.

ATUALIZAÇÃO DE INFORMAÇÕES

Conforme informações atualizadas repassadas ao Perfil News, a origem do fogo teria sido no assoalho de uma pequena igrejinha localizada nas proximidades. Testemunhas relataram que alguns meninos estavam no local momentos antes do início do incêndio e teriam saído correndo quando as chamas começaram a se alastrar pelo imóvel.

Trabalhadores entram em campo em torneio especial do Projeto Sucuriú

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Evento esportivo em comemoração ao Dia do Trabalhador reúne 16 equipes e promove integração entre colaboradores com jogos, premiações e confraternização

Em celebração ao 1º de maio, Dia do Trabalhador, a Arauco Projeto Sucuriú, em parceria com a Best Life, organizadora do evento, está sendo promovido um torneio esportivo especial voltado aos colaboradores do projeto. A iniciativa tem como objetivo valorizar os trabalhadores que fazem parte do dia a dia da operação, incentivando a integração, o espírito de equipe e o reconhecimento coletivo.

Trabalhadores entram em campo em torneio especial do Projeto Sucuriú

As disputas acontecem no Ginásio Municipal de Esporte, localizado na Avenida Juracir de Luiz Carta, em Inocência. A programação foi dividida em duas etapas: no domingo, dia 19, ocorreram a abertura oficial, a fase classificatória, além das oitavas e quartas de final. Já no próximo dia 26, acontecem as semifinais, a grande final e o encerramento do torneio, que será marcado por um grande churrasco de confraternização entre os participantes.

Trabalhadores entram em campo em torneio especial do Projeto Sucuriú

O campeonato reúne 16 equipes, somando cerca de 250 atletas, todos trabalhadores do Projeto Sucuriú. A proposta, segundo a organização, é fortalecer os laços entre os colaboradores por meio do esporte, promovendo momentos de lazer e união fora do ambiente de trabalho.

A premiação contempla todos os quatro primeiros colocados, que receberão troféus, medalhas e um pen-drive com os melhores momentos das equipes durante o torneio, além da participação na confraternização final. Também serão entregues troféus individuais para o goleiro menos vazado e o artilheiro da competição. Em caso de empate na artilharia, o critério de desempate será a melhor colocação da equipe, seguido pelo maior número de pontos; persistindo o empate, será realizado sorteio.

Outro destaque do evento é a formação de uma seleção do Projeto Sucuriú, composta pelos atletas que se destacarem durante o torneio. Essa equipe participará de uma partida amistosa em homenagem ao Dia do Trabalhador, que será realizada no Estádio Municipal Aristides Teodoro da Silva, conhecido como “Vermelhão”.

O evento de abertura, realizado na manhã de domingo, contou com a presença da diretoria do sindicato Sintiespav, além de representantes da Arauco e do Projeto Sucuriú. Para os organizadores, a iniciativa vai além da competição esportiva, sendo uma forma de homenagear os trabalhadores e incentivar o entrosamento entre os membros das equipes.

A expectativa é de que o torneio se consolide como uma tradição anual, reforçando o compromisso com o bem-estar e a valorização dos colaboradores.

Rapaz é socorrido em estado grave após ser baleado no peito e no rosto

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Entrada de Ribas do Rio Pardo cidade onde tentativa de homicídio aconteceu (Foto: Adré Luiz | All Drones)

Vítima estava caída sobre uma cama e foi transferida para Campo Grande por conta dos ferimentos

Rapaz de 29 anos foi socorrido em estado grave na madrugada deste domingo (19), em Ribas do Rio Pardo, a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande, após ser baleado. O crime ocorreu por volta das 2h, em frente a um bar localizado na Rua Elizeu Sanches da Silva, no bairro Santo André.

De acordo com o boletim de ocorrência, a PM (Polícia Militar) foi acionada após denúncia de disparos de arma de fogo. Ao chegar ao local, os policiais encontraram a vítima, identificada como José dos Santos Cruz, caída sobre uma cama em uma kitnet próxima ao estabelecimento, com ferimentos no maxilar e no tórax.

Mesmo ferido, o rapaz conseguiu relatar aos policiais que o autor dos disparos seria um indivíduo conhecido como “Preto”, que estaria acompanhado de outros dois suspeitos. O principal suspeito foi posteriormente identificado.

O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) prestou os primeiros socorros e encaminhou a vítima ao Hospital Municipal José Maria Marques Domingues. Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para a Santa Casa de Campo Grande.

A Polícia Militar realizou diligências em locais onde o suspeito poderia ser encontrado, incluindo um estabelecimento nas proximidades da rodoviária, mas ele não foi localizado. Buscas também foram feitas na residência do homem, com autorização da esposa, porém sem sucesso.

A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio. A perícia foi acionada para realizar os levantamentos no local do crime.

Fonte: Campo Grande News (por Ana Paula Chuva)

Para 95% dos leitores, salário mínimo não é suficiente para despesas básicas

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Os 13 itens considerados básicos para a alimentação de uma família custam R$ 805,93 em Campo Grande (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

Somente a cesta básica compromete mais da metade do valor em Campo Grande

O salário mínimo de R$ 1.621 não é suficiente para cobrir as despesas básicas da maioria dos leitores do Campo Grande News. De acordo com a enquete deste sábado (18), 95% dos votantes apontam que, com o valor em vigor em 2026, não dá para pagar o aluguel, água, luz, transporte e alimentação de uma família.

Somente a cesta básica consome mais da metade desse valor. É o que aponta boletim divulgado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). Na Capital sul-mato-grossense, os 13 itens considerados básicos para a alimentação de uma família custam R$ 805,93.

Isso significa que, em março deste ano, o trabalhador assalariado de Campo Grande precisou trabalhar 109 horas e 23 minutos para adquirir a cesta básica.

Esta é a realidade de cerca de 62 milhões de pessoas. Segundo levantamento do Dieese, feito em dezembro de 2025, três em cada 10 brasileiros estão nessa faixa de renda no país.

Reajuste

Para 2027, o salário mínimo terá aumento de 5,9%. O valor está previsto no PLDO (Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2027, enviado ao Congresso Nacional na última quarta-feira (15). O que significa um aumento de R$ 96, chegando ao valor total de R$ 1.717.

A proposta, que funciona como base para a elaboração do Orçamento, ainda será analisada pela CMO (Comissão Mista de Orçamento) e deve ser votada até julho. O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, baseada na inflação e no crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), mas o valor final dependerá da consolidação de índices como o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

Fonte: Campo Grande News (por Fernanda Palheta)

Espiritualidade ancestral perde espaço e só 3% dos indígenas seguem tradição

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Casa de reza da terra indígena Jaguapiré, em Tacuru, no Mato Grosso do Sul, poucos anos antes de ser incendiada em 2019 (Foto: Pablo Albarenga / Agência O Globo)

Presença crescente de igrejas divide comunidades e impacta transmissão cultural entre gerações

Neste domingo (19), em que se celebra o Dia dos Povos Originários, um dado chama mais atenção do que qualquer discurso oficial: em Mato Grosso do Sul, apenas 3% da população indígena declara seguir tradições religiosas ancestrais. Enquanto isso, 45% se identificam como evangélicos e 25% como católicos.

Os números fazem parte do Painel Povos Originários, lançado nesta semana pelo Observatório da Cidadania, plataforma que reúne dados inéditos sobre território, perfil populacional e condições de vida indígena no Estado.

A leitura fria dos dados pode sugerir apenas uma mudança de preferência religiosa. Mas, na prática, o que está em jogo é bem mais profundo. “Hoje a gente vive uma divisão dentro das comunidades”, resume o técnico da Subsecretaria de Políticas Públicas para Povos Originários, Heliton Cavanha, que é kaiowá.

“De um lado, a religião dos não indígenas. Do outro, a espiritualidade tradicional.” Segundo ele, essa divisão não é neutra. Ela impacta diretamente a estrutura social das aldeias.

“A raiz das comunidades são os anciões, os nhanderu e as nhandery. E o futuro é a juventude. Só que a gente está esquecendo esses anciões, esquecendo de fortalecer eles”, afirma.

Essa fala expõe um ponto incômodo que pouca gente quer encarar de frente. Não é só sobre fé. É sobre transmissão de conhecimento. Sem os anciãos, não há quem ensine. Sem os jovens interessados, não há quem aprenda.

Heliton evita confronto direto com outras religiões. Faz questão de dizer que o respeito precisa existir dentro e fora das comunidades. Mas também deixa claro que há um limite. “É preciso respeitar todas as religiões. Mas não deixar de lado a nossa cultura. Isso é essencial.”

O avanço de igrejas nas aldeias ocorre ao mesmo tempo em que espaços tradicionais perdem força. Casas de reza, por exemplo, passaram a ser alvo de conflitos e até destruição, segundo relatos de lideranças. “Tem situações de queima de casas de reza e até violência contra quem defende esses espaços”, afirma o técnico.

A resposta tem sido institucional. Programas estaduais e federais tentam proteger esses territórios e práticas, incluindo iniciativas voltadas à preservação das casas de reza e fortalecimento cultural.

Mas dá para proteger cultura só com política pública, sem engajamento da própria comunidade? Diferente das religiões estruturadas em templos, a espiritualidade indígena está ligada à natureza. “A gente precisa entender a relação com a natureza. O povo guarani é conhecido como povo da floresta”, explica Heliton.

Por isso, iniciativas atuais tentam conectar espiritualidade com ações práticas, como agroecologia, saúde e autocuidado. A lógica é simples: cultura não se preserva em discurso, mas no cotidiano.

Mato Grosso do Sul tem a terceira maior população indígena do país, com mais de 116 mil pessoas, a maioria jovem. Ou seja, há base demográfica para manter tradições vivas.

Ao concluir, Heliton cita alguns desses pontos que também podem estar influenciando esse apagamento: drogas, álcool e conflitos internos fragilizam justamente quem sustenta a tradição.

Incêndios

Ataques a casas de reza indígenas têm se intensificado desde 2020, quando o povo Guarani Kaiowá é o mais atingido. Os incêndios criminosos destroem não apenas estruturas físicas, mas elementos centrais da espiritualidade, como o chiru, objeto sagrado transmitido por gerações e considerado um ser vivo na cultura indígena.

Para  reportagem do O Globo, lideranças relatam que a destruição desses espaços representa uma perda profunda, comparável à própria vida e à identidade cultural. As casas de reza também funcionam como locais de ensino, organização social e decisões coletivas, indo muito além de um templo religioso.

Especialistas e indígenas apontam duas principais causas para os ataques: intolerância religiosa, muitas vezes ligada ao avanço de igrejas evangélicas nas aldeias, e conflitos por terra, já que esses espaços são pontos de agrupamento e resistência nas comunidades.

Fonte: Campo Grande News (por Kamila Alcântara)

Polícia Militar apreende mais de 100 quilos de maconha em Ponta Porã

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Foto: Divulgação

Uma ação da Polícia Militar resultou na apreensão de pouco mais de 100 quilos de maconha na madrugada deste domingo (19), em Ponta Porã.

De acordo com informações, a equipe realizava rondas ostensivas na região norte da cidade quando, por volta das 2h28, avistou um veículo VW Gol trafegando em baixa velocidade pela Rua das Flores, no cruzamento com a Rua das Camélias.

Os policiais ao tentaram realizar a abordagem, o condutor desobedeceu à ordem de parada e acelerou bruscamente, iniciando uma fuga. Foi então desencadeado acompanhamento tático, que seguiu até a rodovia MS-164.

Durante a perseguição, o motorista chegou a apagar as luzes do veículo em alguns trechos da rodovia, na tentativa de dificultar a visualização do veículo por parte dos policiais. O fato foi comunicado em tempo real ao Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), que prestou apoio à ocorrência.

Após diligências na região, o veículo foi localizado abandonado em meio a uma área de mata próxima à rodovia. Apesar das buscas, o autor não foi encontrado no local.

No interior do automóvel, os policiais encontraram 150 tabletes de maconha, totalizando aproximadamente 100,42 quilos da droga. O material estava embalado com fita crepe de cor marrom e apresentava marcação com fita isolante vermelha.

O veículo e a droga apreendida foram encaminhados à Primeira Delegacia de Polícia Civil de Ponta Porã, onde o caso foi registrado e segue sob investigação.

Fonte: Ponta Porã News

Mais Social garante segurança alimentar e nutricional de 20 mil famílias indígenas em MS

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Foto: Laucymara Ayala/Sead

Dona Lourença, aos 90 anos, garante sua segurança alimentar graças ao programa de auxílio

Arroz, feijão, sal, macarrão, leite em pó, óleo de soja, açúcar cristal, fubá de milho, charque bovino, canjica amarela e erva de tereré. São alimentos simples que fazem parte do dia a dia do sul-mato-grossense e que garantem a segurança alimentar de 20 mil famílias indígenas de 88 aldeias em áreas rurais de 27 municípios no Estado.

Na aldeia Passarinho, em Miranda, Angélica dos Santos, de 35 anos, recebe a cesta todos os meses. A entrega feita pelo Governo de MS, por meio da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), garante o sustento de 8 pessoas da família dela. O esposo trabalha como pedreiro enquanto ela cuida das crianças, 4 meninos e 2 meninas, mas o salário não é suficiente.

“Eu tenho seis filhos. O mais velho está com 15 (anos) e a menina mais nova tem seis anos. Só com o salário de pedreiro ia ficar difícil, né? Essa cesta é muito boa, os alimentos ajudam muito”, conta a indígena da etnia Terena.

Ali perto, na Aldeia Moreira, também em Miranda, Lourença Gonçalves, de 90 anos, é outra a receber os alimentos todos os meses. Viúva, ela mora com o neto de 17 anos. “Criei três filhos. Minha filha vai carregar a comida até em casa. Hoje só meu neto mora comigo. Eu cozinho e lavo roupa. E essa comida eu não ia ter se não fosse o governo”, explica.

Somente em Miranda são 2.248 famílias indígenas que recebem cestas do programa Mais Social em 9 aldeias. A entrega de alimentos faz parte do Mais Social. Para quem mora na área urbana, o programa fornece um cartão no valor de R$ 450,00 para aquisição, exclusivamente, de alimentos, gás de cozinha e produtos de limpeza e higiene, sendo proibida a aquisição de bebida alcoólica ou produtos à base de tabaco.

Já para os indígenas que moram na área rural, a Sead faz a entrega da cesta de alimentos. Com isso, eles não precisam se deslocar para a cidade para fazer as compras. Têm direito ao Mais Social famílias inscritas e atualizadas no CadÚnico, com renda per capita de até meio salário mínimo, residentes em Mato Grosso do Sul há pelo menos dois anos. O programa prioriza famílias com menor renda, chefiadas por mulheres, com crianças pequenas ou mulheres em situação de violência doméstica.

Serviço

A lista de telefones e endereços das sedes do programa estão disponíveis em https://www.sead.ms.gov.br/programas-e-projetos/mais-social

Paulo Fernandes, Comunicação Sead

Trabalhador morre após descarga elétrica em rede de alta tensão em frente de alojamento em Inocência

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Um trabalhador morreu na tarde deste sábado após sofrer uma descarga elétrica enquanto realizava atividades em Inocência. O caso foi registrado pela Polícia Militar como acidente de trabalho com vítima fatal, por volta das 14h.

De acordo com as informações apuradas, o acidente ocorreu no Alojamento Heppi, localizado na entrada da cidade. A vítima operava um caminhão munck no momento em que realizava a manobra para descarregar um contêiner.

Durante o procedimento, o equipamento acabou encostando na rede elétrica de alta tensão. O contato provocou uma forte descarga elétrica, atingindo o trabalhador, que não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

As circunstâncias do acidente devem ser apuradas pelas autoridades competentes. O caso reforça a importância de medidas rigorosas de segurança em atividades realizadas próximas à rede elétrica.

Saiba como vai funcionar o cashback da restituição automática do IR

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Aplicativo da Receita Federal em telefone celular (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

Quem não foi obrigado a declarar o Imposto de Renda em 2025 poderá receber valores

Uma das maiores novidades da declaração do Imposto de Renda de 2026 vai impactar, curiosamente, pessoas que não prestaram contas ao fisco no ano passado.

Trata-se da restituição automática, chamada de cashback pela própria Receita Federal.

Quem não foi obrigado a declarar em 2025 e, de acordo com cálculos da Receita Federal, teve direito à restituição de até R$ 1.000, poderá receber o dinheiro de volta em conta via Pix em um lote a ser pago no dia 15 de julho deste ano. Porém, para isso, há algumas exigências.

  • Estar com o CPF em situação regular (sem dívida ou outra pendência)
  • Estar com dados bancários atualiados, como chave Pix vinculada ao CPF
  • Não ter restrição junto à Receita Federal

A Receita Federal estima que 4 milhões de brasileiros deverão receber a restituição automática e que o valor médio de recebimento será de R$ 125.

Como saber se você está nesta lista? 

O contribuinte será avisado pelos canais oficiais da Receita Federal, como o aplicativo Meu Imposto de Renda, portal do e-CAC, portal do contribuinte ou até mesmo no site da Receita Federal (na aba consulta pública das restituições).

“Caso o contribuinte cheque que tem restituição e a Receita não tenha feito essa inclusão na base do lote residual, ele pode entrar com um recurso demonstrando que ele tinha direito, pelo e-Processo da Receita Federal, e buscar esse valor para ele de volta”, explica o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do Conselho Regional de Contabilidade do Rio de Janeiro, Edilson Júnior.

É importante destacar que, na realidade, essa restituição se refere ao ano-calendário de 2024, ou seja, a declaração do Imposto de Renda de 2025.

Eventuais valores relativos ao ano-calendário de 2025 e à declaração de 2026 só serão pagos no ano que vem.

Edilson Júnior alerta que vale a pena o contribuinte entregar a declaração deste ano, mesmo sabendo que terá direito ao cashback não sendo obrigado a declarar.

“Com certeza, porque quando você declara, você antecipa. Quem fez a declaração em 2025 recebeu, no ano passado mesmo, a restituição, e não só agora com o cashback. Ou seja, você deve fazer a declaração mesmo sem estar obrigado para ter esse dinheiro de volta”.

O prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda vai até 29 de maio deste ano.

Qual é a ordem de recebimento da restituição do IRPF?

A Receita Federal estima que cerca de 23 milhões de contribuintes devem receber a restituição neste ano. Em 2026 serão quatro lotes, pagos nos dias:

  • 29 de maio
  • 30 de junho
  • 31 de julho
  • 28 de agosto

De acordo com a Receita Federal, 80% dos contribuintes devem ser restituídos nos dois primeiros lotes. A expectativa é de que até junho o dinheiro já esteja na conta.

Como é a lista de prioridades nas restituições?

Existem grupos prioritários para receber a restituição do Imposto de Renda:

  • idosos com 80 anos ou mais;
  • idosos a partir de 60 anos, pessoas com deficiência ou doença grave;
  • professores cuja maior fonte de renda seja o magistério.

Depois desses grupos, passam a ter prioridade os contribuintes que utilizarem a declaração pré-preenchida e optarem por receber a restituição via Pix, com chave vinculada ao CPF.

Como saber exatamente a data em que vai receber a restituição?

É só consultar via internet, na página da Receita Federal, no aplicativo ou diretamente no site www.restituicao.receita.fazenda.gov.br

O contribuinte precisa informar o CPF e a data de nascimento.

Mas saiba que, enquanto a declaração estiver na malha fina, não tem pagamento de restituição.

“A restituição do imposto de renda só pode ser creditada em conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pertencente ao CPF do titular da declaração, ou via Pix, desde que a chave seja o CPF do titular da declaração”, alerta o professor do Centro Universitário UDF, Deypson Carvalho.

Fonte: Campo Grande News (por Edgard Matsuki, da Radioagência Nacional)

Sistema de reconhecimento facial localiza foragido durante Expogrande em Campo Grande

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Totem com câmera no Parque de Exposições, em Campo Grande. (Foto: Osmar Veiga)

Homem tinha mandado de prisão em aberto por não pagar pensão

O sistema de reconhecimento facial, novidade nesta edição da Expogrande, resultou na prisão de foragido na tarde deste sábado (dia 18), em Campo Grande. O homem de 48 anos tinha mandado de prisão em aberto por falta de pagamento de pensão alimentícia

A ferramenta tecnológica, que adota inteligência artificial, cruza imagens captadas no evento com bases de dados oficiais, permitindo a localização imediata de foragidos da Justiça.

De acordo com o delegado Antonio Souza Ribas Júnior, equipes da Deleagro (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato) acionaram-se após a confirmação da identidade e localizaram o suspeito dentro do parque.

O homem foi abordado, preso e encaminhado à base operacional instalada no local, sendo posteriormente levado à Depac Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário).

A ação deste sábado integra a Operação Acrissul, estratégia coordenada pela Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) em parceria com a Acrissul (Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul), que marca a adoção de tecnologia de reconhecimento facial como projeto piloto na segurança pública estadual.

A iniciativa permite identificar pessoas com pendências judiciais em meio ao grande fluxo de visitantes, que pode ultrapassar 120 mil durante o evento.

A operação conta com atuação integrada da Polícia Civil, GOI (Grupo de Operações e Investigações), Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) e PM (Polícia Militar).

Fonte: Campo Grande News (por Aline dos Santos)

ProInova deve mudar a vida de muitos jovens em Três Lagoas, avalia vereador Fernando Jurado

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Foto: Divulgação

O Programa ProInova, lançado em 8 de abril pelo prefeito Cassiano Maia, e aprovado na noite do dia 16/04/26 pelos vereadores, é um marco histórico para Três Lagoas, posicionando a cidade como polo de inovação no Centro-Oeste brasileiro.

Fernando Jurado foi o primeiro político local a defender incentivos fiscais ao setor de inovação, propondo medidas como a redução do ISS de 5% para 2% em atividades econômicas ligadas à tecnologia. Essa visão estratégica cria um ambiente de negócios favorável, atraindo startups, empresas de software e automação, gerando empregos qualificados e resolvendo o crônico problema da exportação de mão de obra qualificada. Jovens formados nas universidades de Três Lagoas – como IFMS e UFMS – deixavam a cidade para trabalhar em hubs consolidados como Porto Digital (Recife) ou Campinas. Agora, com o ProInova, eles têm oportunidades locais.

Na prática, o ProInova não tem poder de mudar apenas a economia – ele deve mudar a vida de jovens de nossa cidade: como Cainã, formado em Ciência da Computação no IFMS, que trabalhava como auxiliar de loja no Shopping com salário abaixo do esperado e agora está empregado em uma startup local, fazendo o que ama na cidade que ama. Histórias assim provam o impacto real.

O programa inclui:

  • Redução do ISS para 2% (piso legal, com segurança jurídica).
  • Isenção de taxas municipais por até 5 anos.
  • Programa Centelha 3, com até R$ 135 mil para startups.
  • Maratonas de inovação e cursos gratuitos no SEBRAE.

“Defendi isso desde o início porque acredito que Três Lagoas merece ser a melhor cidade do MS. Não basta formar talentos; precisamos retê-los aqui, atraindo empresas que geram renda e futuro. O ProInova é prova de que visão técnica e compromisso com o povo transformam realidade”, afirma o vereador Fernando Jurado.

Resultados esperados: milhares de empregos de alto valor, diversificação econômica além da indústria tradicional (celulose) e retenção de talentos. Exemplos como Recife (21 mil empregos no Porto Digital) e Campinas inspiram, mas Três Lagoas inova com foco regional – mudando vidas como a de Cainã.

Ações da Sejusp unem segurança, assistência e cultura da paz nas aldeias indígenas de MS

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Foto: Matheus Carvalho/SEC

No Dia dos Povos Indígenas, comemorado domingo, 19 de abril, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) evidencia o avanço de políticas públicas voltadas às comunidades indígenas, pautadas na promoção da cidadania, no fortalecimento da segurança e, sobretudo, na construção de uma relação de confiança entre as forças de segurança e os povos originários.

Com a terceira maior população indígena do país, Mato Grosso do Sul se destaca por iniciativas inovadoras, sendo o primeiro no mundo a promover uma formação que integra conceitos de Justiça Restaurativa, Policiamento Restaurativo e Policiamento Indígena, reunindo experiências nacionais e internacionais desenvolvidas no Canadá e nos Estados Unidos, adaptadas à realidade brasileira.

Com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública (FESP), a formação é voltada exclusivamente a agentes de segurança pública estaduais — policiais militares e civis, bombeiros militares e peritos criminais — e teve sua primeira edição em Campo Grande, em fevereiro, quando 35 profissionais foram capacitados.

O modelo propõe uma atuação baseada no diálogo, na escuta ativa e na reparação de danos, priorizando a construção de soluções conjuntas e a promoção da cultura de paz, em substituição a práticas exclusivamente punitivas. A partir da próxima quinta-feira (23), o curso contemplará mais cinco regiões do interior de Mato Grosso do Sul: Dourados, Naviraí, Ponta Porã, Aquidauana e Corumbá.

Na sequência das ações que percorrem as comunidades indígenas, o programa MS em Ação – Segurança e Cidadania, criado em 2023, será realizado em junho, no município de Nioaque; em agosto, em Ponta Porã; e em setembro, em Iguatemi. A iniciativa tem como objetivo levar serviços essenciais às regiões mais afastadas dos centros urbanos, promovendo inclusão social e acesso a direitos básicos.

O mutirão envolve todas as instituições vinculadas à Sejusp e já percorreu aldeias localizadas nos municípios de Dourados, Amambai, Paranhos, Miranda, Caarapó, Japorã e Porto Murtinho, totalizando 41.921 atendimentos e 8.521 documentos emitidos. Entre eles, destacam-se 2.510 Carteiras de Identidade Nacional expedidas pelo Instituto de Identificação Gonçalo Pereira.

Com mais de 40 serviços gratuitos ofertados em parceria com diversas instituições públicas e privadas, a iniciativa contempla atendimentos médicos e odontológicos, apoio jurídico, orientações de trânsito e regularização documental — uma das principais demandas identificadas nas comunidades indígenas.

Presença permanente

Como parte das ações estratégicas e permanentes, a Sejusp tem ampliado a atuação dos Conselhos Comunitários de Segurança Indígena (CCSInds), fortalecendo a participação direta das comunidades na construção de soluções para a segurança no interior das aldeias.

Formados por representantes das próprias aldeias, os conselhos se reúnem para analisar demandas, planejar ações e acompanhar resultados, em articulação direta com a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros Militar. Atualmente, o Estado conta com 18 conselhos implantados, com a doação de 16 veículos, contemplando 34 comunidades indígenas e alcançando 57.164 indígenas.

A iniciativa fortalece a prevenção, a mediação de conflitos e a pacificação social, além de ampliar o diálogo intercultural e superar desafios como as barreiras linguísticas, promovendo uma comunicação mais efetiva entre as forças de segurança e as diferentes etnias.

Proteção das mulheres indígenas

Complementando as ações permanentes, o Promuse Indígena, desenvolvido pela Polícia Militar desde 2023, tem se consolidado como referência no enfrentamento à violência contra mulheres indígenas. Criado inicialmente para atender às aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados e Itaporã, o programa já chegou a comunidades indígenas de Amambai e será implantado, em breve, em Aquidauana.

A iniciativa realiza a fiscalização de 100% das medidas protetivas envolvendo mulheres indígenas nessas localidades, além de desenvolver ações de orientação e prevenção dentro das aldeias. O trabalho contribui para o fortalecimento da rede de proteção e para a construção de vínculos de confiança entre a Polícia Militar e as comunidades indígenas, garantindo um atendimento mais humanizado e efetivo.

Pela relevância e inovação, o Promuse Indígena conquistou reconhecimento nacional ao alcançar o 2º lugar no Prêmio de Boas Práticas em Segurança Pública do Consórcio Brasil Central.

Para o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, o conjunto de ações desenvolvidas em Mato Grosso do Sul representa um novo paradigma na atuação das forças de segurança junto às comunidades indígenas.

“Mais do que ampliar a presença do Estado ou ofertar serviços, estamos construindo uma relação sólida, baseada no respeito, na escuta qualificada e na confiança mútua. A segurança pública que defendemos é aquela que dialoga com as realidades locais, reconhece e valoriza as culturas e atua como instrumento de promoção da paz. Os resultados já alcançados demonstram que esse é o caminho: integrar esforços, acolher as especificidades e trabalhar lado a lado com os povos indígenas para garantir direitos, dignidade e proteção efetiva”, destacou o secretário.

Joilson Francelino, Comunicação Sejusp

Oportunidade para todos: programa MS Supera fomenta estudos e tem mais 150 estudantes indígenas

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Foto: Laucymara Ayala/Sead

O MS Supera é um instrumento que tem transformado a vida de milhares de pessoas em Mato Grosso do Sul, em especial os povos originários. Graças ao programa, 158 indígenas recebem, todos os meses, R$ 1.621 para continuar estudando, sendo que 155 fazem cursos universitários e três fazem cursos técnicos.

São números que vão aumentar muito em breve. Neste ano, o MS Supera vai contemplar 2.500 alunos (indígenas e não indígenas), um número recorde, sendo que o Governo do Estado, por meio da Sead (Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos), está em processo para preencher 600 vagas e constituir cadastro de reserva. As inscrições já se encerraram e a seleção contou com 6.094 inscritos, sendo que 1.491 foram habilitados.

Mãe solteira, a indígena Ana Vanessa Neres, de 38 anos, vê no estudo a chance de dar uma vida melhor para os filhos. Da etnia Kinikinau, ela mora em Anastácio e estuda Geografia – Licenciatura em Aquidauana, no campus II da UFMS.

Com o dinheiro do programa, ela conseguiu comprar um notebook e se dedica aos estudos, paga a gasolina da “carona amiga” para a universidade e não deixa faltar nada para os filhos. “Para mim, o MS Supera é tudo! O MS Supera é como se fosse o meu marido. Ele me sustenta. Sem ele, não conseguiria estudar, apenas trabalhar. Casei com ele, com o MS Supera (risos). Eu tenho uma estabilidade com ele”, conta.

“Fico com a minha cabeça sossegada, para focar no estudo, porque eu sei que todo mês tá ali; tenho dinheiro pra pagar minhas contas e tenho foco total no estudo. Tem gente que falta às aulas de campo porque tem que trabalhar. Eu não. Trabalho de diarista, trabalho de noite em serviço de garçom, festa de casamento, faço cerimonial, mas quando é pra estudar, eu estudo. Tenho essa tranquilidade”, acrescenta Ana Vanessa.

Para ser beneficiário, o estudante deve ter renda individual de até 1,5 salário mínimo (para quem mora sozinho) ou renda familiar total de até 3 salários mínimos; estar aprovado ou matriculado em curso técnico ou superior (presencial ou EAD autorizado pelo MEC); e estudar em instituição que tenha polo em Mato Grosso do Sul.

Além disso, o bolsista não pode ter curso superior concluído; deve morar em Mato Grosso do Sul há mais de 2 anos; estar inscrito no CadÚnico; não receber outra bolsa ou auxílio semelhante; não ter mais de 4 reprovações no curso; e não ter outro familiar já beneficiário do MS Supera.

Sobrevivente

Ana Vanessa Neres é uma sobrevivente. Ela foi registrada como Terena, porém é Kinikinau – uma etnia que chegou a ser declarada extinta, mas que resiste. Por não haver mais aldeias Kinikinau, muitos foram registrados como Terena. A estimativa é de que cerca de 600 Kinikinau vivam entre territórios Kadiweu e Terena.

“Sou kinikinau, só que na época a minha mãe não fez o registro Kinikinau. Só a minha avó tem. E quando a minha avó fez aqui o cacique a colocou como Terena, mas nosso sangue é KiniKinau. Aí foram nos registrando como Terena. Quando fui registrar o meu já não quiseram mudar. Eu fiquei como Terena. Meu professor falou para eu ir atrás, mas é muito complicado. Eu queria muito ter Kinikinau no meu registro, mas não foi possível, por esse detalhe. Sou Kinikinau registrada como Terena”, disse.

A indígena conta que os antepassados dela se mudaram do município de Bonito para Anastácio com o objetivo de estudar. Deu certo. O irmão dela é engenheiro civil e mora em Campo Grande. E ela tem primas que são enfermeira e pedagoga e todos eles são exemplos para os filhos, que estão estudando.

Paulo Fernandes, Comunicação Sead

Biblioteca Isaías Paim celebra Dia Nacional do Livro Infantil com histórias que formam futuros

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Foto: Comunicação Setesc

Entre páginas coloridas e palavras ainda em descoberta, nascem mundos, afetos e perguntas. Os livros infantis são cativantes ao abordarem de forma lúdica e singela nossa humanidade. Um portal mágico – que se abre sempre que se lê uma nova página – pode ser encontrado no Centro de Campo Grande: a Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim, unidade da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul.

O espaço, como de costume, celebra o Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado neste sábado, 18 de abril, convidando o público de todas as idades a cultivar a magia da leitura. A Biblioteca Isaías Paim carrega em suas estantes histórias de diferentes tempos e lugares, um território de descobertas para todos.

Instituído em 2002, o Dia Nacional do Livro Infantil homenageia o escritor Monteiro Lobato, nascido neste mesmo dia em 1882. Sua obra ajudou a moldar o imaginário de gerações de leitores. A data reafirma a leitura como direito fundamental da infância — uma ferramenta que amplia horizontes e constrói futuros.

Recentemente a biblioteca renovou seu acervo com a incorporação de cerca de 600 novos livros infantis, ampliando as possibilidades de encontro entre leitores e narrativas. São histórias mágicas, diversas e instigantes — como um mosaico de vozes que dialogam com as infâncias contemporâneas, respeitando suas múltiplas formas de ver e sentir o mundo.

Mas o papel da biblioteca vai além da guarda dos livros. Ao longo do ano, o espaço desenvolve ações voltadas ao público infantil, como mediações de leitura, visitas escolares orientadas e atividades que estimulam o contato direto com a literatura desde os primeiros anos. São iniciativas que transformam a leitura em experiência viva, compartilhada, sensível e, sobretudo, significativa.

“Felizmente temos um grande fluxo de jovens leitores aqui, que é um local muito diverso para eles. Há um espaço infantil que sempre atrai visitantes, com um grande público inclusive aos sábados. Alguns vem para estudar, muitos para conhecer novas obras, ler por recreação e levá-las por empréstimo. Essa nova aquisição é bem importante, pois reforça nosso acervo e ajuda na formação de novos leitores”, explica Aparecido Melchiades, coordenador da Biblioteca.

Esse cuidado se reflete também na organização do ambiente, pensado para acolher os pequenos leitores com conforto e estímulo visual, favorecendo a autonomia na escolha dos livros e o prazer da leitura espontânea.

Portas abertas

Os livros infantis que integram o acervo da Biblioteca Isaías Paim navegam entre prosa e poesia pelas belezas da natureza e da gentileza, revelando histórias mágicas, diversas e instigantes. Um universo único que pode ser acessado lá mesmo ou levado para casa por empréstimo, de forma muito simples.

O primeiro passo é a emissão da carteirinha, de forma gratuita. É necessário apresentar na Biblioteca Isaías Paim um documento com foto e comprovante de residência. Ela sai na hora. A partir daí já é possível consultar o acervo de mais de 40 mil obras e levar um livro para casa.

Com a carteirinha em mãos é possível consultar livros e realizar reservas também de forma remota. “Nosso novo sistema integrado e digital conta com o acervo da Biblioteca e é muito fácil de ser acessado. Por meio dele, sem custo algum, a pessoa encontra dentro de uma enorme variedade de estilos e títulos o que gostaria de ler e já garante a reserva”, explica Aparecido Melchiades. Basta acessar o link: fcms.phlnet.com.br

Além do acervo catalogado, a Biblioteca Isaías Paim conta com o Troca Book. Funciona assim: são dois expositores com livros doados dos mais variados gêneros. A pessoa deixa um e leva outro. Um processo de circulação permanente, simples e totalmente gratuito.

Serviço

Conheça a Biblioteca Pública Estadual Dr. Isaías Paim. Ela fica no térreo do Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho, localizado na Av. Fernando Corrêa da Costa, 559, Centro, em Campo Grande. Funciona das de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 17h30, e aos sábados, das 8h às 13h. 

Comunicação Setesc

Mato Grosso do Sul inaugura Agência de Divulgação Científica com alunos de escolas públicas

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Foto: Comunicação UEMS

Tiveram início nesta semana os trabalhos da “Agência Mídia Ciência de Divulgação Científica”, uma ação inovadora que vai capacitar estudantes do ensino médio da rede pública estadual a atuarem como comunicadores científicos e produtores de conteúdos educativos para as redes sociais.

A iniciativa é do projeto Mídia Ciência, realizado conjuntamente entre Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundect).

O projeto também integra ações estratégicas do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc).

O grupo que compõe a primeira turma da Agência é formado por 32 estudantes e 8 professores que ao longo de um ano receberão oficinas de capacitação e consultoria, preparando os próprios estudantes a comunicarem os projetos que já desenvolvem utilizando linguagens e formatos adequados às redes sociais e ao público jovem do qual eles também fazem parte.

A ação ocorre atrelada ao Programa de Iniciação Científica no Ensino Médio (Pictec), permitindo que os participantes recebam mensalmente bolsas ao longo do processo, de R$ 400 para os estudantes e R$ 800 para os professores.

Entre os oito projetos selecionados, quatro são desenvolvidos em Campo Grande e quatro em municípios do interior do Estado, nas cidades de Aral Moreira, Batayporã, Ponta Porã e Três Lagoas. Segundo o coordenador do projeto Mídia Ciência, o jornalista e professor André Mazini, a ideia inicial é responder a um desafio contemporâneo: popularizar a ciência junto a um público nativo digital imerso na dinâmica dos algoritmos das redes sociais.

“O Brasil tem hoje o segundo maior tempo de uso diário de tela do mundo, as pessoas ficam mais de 9h30 do dia conectados e nós temos percebido que essa realidade tem impactado intensamente o contato que os adolescentes têm atualmente com conteúdos científicos”, explica o coordenador do projeto, André Mazini.

Além de potencializar a comunicação dos próprios projetos, a iniciativa busca, de forma paralela, fomentar a formação de novos divulgadores científicos no Estado, estimulando que esses jovens se tornem protagonistas na circulação de conhecimento de qualidade. “É uma ação inovadora em nível nacional e acreditamos que ajuda a posicionar Mato Grosso do Sul como um case positivo na área de popularização da ciência”, complementa Mazini. 

A atuação da agência está estruturada em oficinas contínuas, que envolvem desde a construção de identidade visual e produção audiovisual até a elaboração de roteiros, aprofundamento no método científico e discussão sobre o uso ético de tecnologias. Ao longo do processo, os participantes desenvolvem conteúdos, recebem feedback e aprimoram suas produções, consolidando um ciclo de aprendizado prático.

Retorno da comunidade escolar

A experiência tem mobilizado estudantes e professores, que destacam o impacto da iniciativa na formação acadêmica e pessoal dos participantes.

A professora Ana Paula Floriano, da Escola Estadual Arlindo de Andrade Gomes, coordena o projeto “Posta Aí, Ciência: divulgação científica na linguagem jovem”, iniciativa que busca aproximar a produção científica do público jovem por meio de conteúdos acessíveis e criativos.

Desenvolvido com estudantes de cursos técnicos, como Ciência de Dados e Direito, o projeto reúne diferentes perspectivas e estimula a construção coletiva de estratégias de comunicação científica voltadas às redes sociais.

“Para que tudo isso aconteça, a Agência Mídia Ciência será um suporte importantíssimo, tanto na execução quanto na divulgação, que é um ponto crucial do nosso trabalho. As oficinas vão auxiliar no desenvolvimento de habilidades necessárias para produzir um trabalho de excelência no PICTEC e também para o caminho que as meninas pretendem seguir na vida acadêmica”, afirma a professora.

“Participar de tudo isso é uma grande experiência para mim e para as minhas colegas. Gosto de me expressar e acho que trará muito conhecimento e experiência para todos nós”, afirma a estudante Raysla da Silva, aluna da professora Ana.

“Nunca participei de um projeto assim e está sendo uma experiência nova. Estou ansiosa e com grandes expectativas”, relata a estudante Eloara Alves, também da escola Arlindo.

Entre outros professores que orientam os projetos do PICTEC, a Agência é encarada como uma oportunidade de fortalecer a formação científica e ampliar o alcance do conhecimento produzido.

“A gente viu no Mídia Ciência uma oportunidade de trabalhar e aprimorar o trabalho com educomunicação”, destaca a professora Jéssica Ernandes da Silva, da escola Jomap, em Três Lagoas.

“Gosto da perspectiva trazida pelo Mídia Ciência de já fazer a pesquisa pensando em como divulgar a produção científica”, complementa a professora Loren Berbert, da escola estadual Joaquim Murtinho, em Campo Grande.

Mídia e Ciência

O projeto Mídia e Ciência é uma iniciativa voltada à popularização da ciência e à aproximação do conhecimento científico da sociedade, com foco especial no público jovem. Em 2025 o projeto recebeu o primeiro lugar do Prêmio Nacional Confap de Ciência, Tecnologia e Inovação. O projeto integra ações estratégicas do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc). 

A proposta é fortalecer a cultura científica no Estado, promovendo a produção e a disseminação de conteúdos acessíveis e letramento digital, além de incentivar a formação de novos comunicadores da ciência a partir das próprias instituições de ensino.

Comunicação UEMS

Prefeitura de Três Lagoas homologa resultado final do MS Alfabetiza e conclui processo seletivo

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Foto: Divulgação/Prefeitura de Três Lagoas

A Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), concluiu mais uma etapa importante do Programa MS Alfabetiza – Todos pela Alfabetização da Criança, com a divulgação do resultado final e homologação do Processo Seletivo nº 001/2026 para formação de cadastro reserva de Formador(a) Municipal.

O edital torna público os candidatos aprovados em todas as etapas do processo, consolidando o encerramento da seleção dentro das normas estabelecidas. A classificação final considerou todos os critérios previstos, incluindo os parâmetros de desempate definidos nos itens 4 e 4.6 do edital.

Além disso, a SEMED também divulgou o resultado final da Etapa II – Análise Curricular, após a apreciação dos recursos apresentados pelos candidatos. Esta fase, de caráter classificatório e obrigatório, seguiu os critérios estabelecidos nos itens 6 e 6.1 do edital, garantindo rigor técnico e transparência na avaliação.

Com a homologação, o processo seletivo passa a ter validade oficial, permitindo que o município convoque os profissionais conforme a necessidade da rede municipal de ensino.

O Programa MS Alfabetiza integra uma estratégia voltada ao fortalecimento da alfabetização na idade certa, alinhado ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), e tem como foco a qualificação dos profissionais que atuam diretamente no processo de ensino-aprendizagem.

A Prefeitura reforça que todas as etapas foram conduzidas com transparência, respeito às normas e igualdade de condições entre os participantes, assegurando um processo seletivo técnico e eficiente.

Os candidatos devem acompanhar os canais oficiais do município para eventuais convocações e orientações futuras.

Confira o resultado final Processo Seletivo e a lista dos aprovados para a Etapa II

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