11/08/2019 12h38

Pedro é pai da pequena Luna, de apenas 2 anos, eles têm um estilo de vida simples e já colecionam várias histórias

Guta Rufino

Quando casais com filhos se separam a criança geralmente fica com a mãe, mas a realidade tem mudado. Ainda não são os homens a maioria que assumem essa responsabilidade e carregam o título de pai solteiro, entretanto, já eles já são muitos. E nesse Dia dos Pais, a reportagem do Perfil News traz a história do Pedro Henrique Rodrigues, 25, pai da Luna, de dois anos e de outra garotinha, de quatro anos – esta mora com a mãe.

Pedro e a mãe das meninas foram casados por três anos, moraram em Três Lagoas e Curitiba (PR), mas chegou o dia em que eles decidiram se separar e dividir as respondabilidades. Luna ficou com Pedro e sua outra filha. Apesar da distância que os separa, eles sempre conversam por vídeo chamada e planejam encontro das filhas para matarem a saudade.

E nesse momento, de decisão em morar ele e a pequena Luna, Pedro se viu em uma nova fase de sua vida. “Ela sempre foi muito apegada a mim, não tinha como ser diferente. Temos uma conexão incrível. Essa experiência tem me ensinado muito. Minha vida foi de uma bagunça à organização. Meu tempo é cronometrado para ela”, contou.

Pedro lembra das dificuldades no começo. “Eu precisava colocar ela na creche, mas não tinha vaga. Então eu precisava de pagar uma babá, para eu poder trabalhar, mas eu precisava trabalhar para pagar a babá, então foi nesse intervalo de tempo, até conseguir a vaga na creche, que levei a Luna para o trabalho comigo. Tive que me virar”. Ele é tatuador, e levava ela para o estúdio, onde dividia o tempo eentre trabalho e cuidados com a filha que tinha pouco mais de um ano na época.

Hoje a Luna está matriculada na creche e isso garantiu a Pedro ainda mais organização no dia a dia para atender a filha, o trabalho e a casa. “Com o tempo a gente vai ficando mais prático e as coisas vão ficando mais simples”.

Assim como as mães geralmente são ‘pau pra toda obra’, Pedro como pai solteiro também ‘se vira nos 30’, para atender as necessidades da filha. “Levo ela para creche, busco, faço almoço, janta, cuido da casa. Tudo por nós, tudo por ela”.

E a vida dos dois não é só de responsabilidades não. O paizão garante a diversão da filha. “Ela é minha melhor amiga, fazemos tudo juntos. Vamos passear na Lagoa Maior, saímos para tomar sorvete, brincar no parquinho. Ela ama correr, se lambuzar, fazer bagunça”, e não para por aí, pois nem tudo são flores, “gosta também de chorar, fazer birra (risos)”, e concluiu, “a gente aproveita ao máximo todos os momentos juntos”.

MACHISMO

E apesar de toda dificuldade e superação ainda tem os julgamentos, segundo Pedro. ” Nesse tempo eu tenho percebido muitas atitudes machistas, vindo de principalmente mulheres. O tempo todo uma sociedade que está acostumada com o contrário, não aceita as diferenca e fazem muitos julgamentos, sem empatia alguma, e dizem coisas como : “Meu Deus! Coitada da criança, ela mora com pai”; “É você quem troca a fralda?”; “Sua mãe quem cuida, não é?”. E o desabafo não para por aí, “Em consultas médicas por exemplo sempre colocam a mãe como responsável, mesmo quando eu explico que a Luna mora comigo e se alguma coisa acontecesse a mãe dela mora longe”.

VEGANISMO

E se tem um tema que também chama atenção de quem acompanha a relação de pai e filha do Pedro com a Luna nas redes sociais, é o estilo de vida deles, principalmente a alimentação.

Pedro é vegano, mas explica que a alimentação da Luna ainda é vegetariana. “Ela ainda come e bebe alimentos derivados do leite. E não é porque ela não come carne que ela não ingere proteínas, a gente supre isso com outros alimentos. Apesar de para muitos parecer que estou privando ela de comer o que eu chamo de “cadáver de animais”, estou preocupado e cuido muito da nutrição da minha filha. A Luna nunca comeu carne, o que de início era uma opção nossa, mas hoje é por vontade dela”, explicou.

Além disso Pedro se preocupa também com a educação da filha, explicando à ela as diferenças e individualidades de cada um, ensinando o respeitoao próximo. “Eu converso com ela que não existe cor ou brinquedo que seja ‘de menino ou de menina’. A criança tem que brincar com o brinquedo que quiser, concluiu.

Neste domingo (11), o Perfil News deseja um Feliz Dia dos Pais aos pais e familiares que cumprem essa missão de amar e educar as crianças as preparando para fazer do mundo um lugar melhor.

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