19/11/2006 17h40 – Atualizado em 19/11/2006 17h40

Estadão.com.br

O Palmeiras perdeu por 3 a 2 para o Juventude, de virada, em Caxias do Sul, na tarde deste domingo, e voltou a ficar muito perto da zona de rebaixamento – parou nos 43 pontos, contra 46 do adversário, que praticamente espantou o fantasma da Série B. O Fluminense tem 41 pontos, e a Ponte Preta, 38, mas ainda enfrenta o Fortaleza neste domingo.

A pouco mais de dez minutos do fim do jogo, o Palmeiras vencia o jogo por 2 a 1 e tinha a vitória nas mãos. Mas o técnico Jair Picerni desmontou o time, tentando evitar a pressão do Juventude, e o Palmeiras acabou sofrendo, em dois lances isolados, sua 13.ª derrota em 18 jogos disputados fora de casa no Brasileirão.

O Palmeiras volta a campo no próximo domingo, no Palestra Itália, contra o Internacional. Não contará com o zagueiro Nen e o volante Francis, suspensos por três cartões amarelos. Encerra sua participação contra outro time ameaçado pela Série B, o Fluminense, no Rio.

O jogo, disputado sob chuva e em campo pesado, começou muito truncado, com várias faltas no meio-de-campo. Aos poucos o Palmeiras passou a explorar sua melhor jogada: os contra-ataques puxados por Enílton, contra uma capenga linha de impedimento formada pela defesa do Juventude.

Na primeira chance, o atacante, que defendeu o Juventude no ano passado, deu um chapéu no goleiro André e, com o gol vazio, cabeceou para fora. Na segunda tentativa, ele escorregou antes de finalizar; na sobra, Valdívia chutou e a bola bateu na mão do zagueiro Antônio Carlos. Pênalti, que Juninho bateu com tranqüilidade para abrir o placar.

Em desvantagem no placar, o Juventude passou a procurar mais o jogo, com muitas bolas altas e lançamentos e sem nenhuma efetividade. O Palmeiras, por outro lado, tocava a bola e pouco fazia para tentar ampliar a vantagem. A apatia do time acabou castigada aos 43 minutos: no enésimo cruzamento do Juventude, Lauro pôs a bola na cabeça de Marcel, que acertou bela cabeçada, sem defesa para Diego Cavalieri.

O empate era bom

No segundo tempo, o Juventude começou pressionando bastante, mas aos poucos reduziu o ritmo, ao mesmo tempo em que o Palmeiras parecia conformado com o empate e resumia suas tentativas aos passes longos para Enílton e às arrancadas de Valdívia, geralmente paradas com faltas que não davam em nada.

O cenário pouco mudou com a entrada de Marcinho, que voltou a jogar após mais de 40 dias parado por causa de uma lesão muscular. Mas ele acabou sendo co-responsável pelo segundo gol: ele cruzou e Dininho subiu mais alto que a defesa do time gaúcho para desempatar o jogo.

Se já estava satisfeito com o empate, a vitória era o cenário dos sonhos para o Palmeiras, e Picerni resolveu retrancar o time, trocando os meias Rosembrick e Valdívia, que se revezavam no ataque e ameaçavam o Juventude, pelos volantes Wendel e Marcelo Costa. O castigo veio em seguida: aos 36 minutos, Marcel tocou para Bruno, que bateu forte da entrada da área e empatou o jogo. Aos 44, Cristian bateu falta com perfeição e virou o placar, decretando mais um fiasco palmeirense.

Ficha técnica: André; Fabrício (Cristiano), Antônio Carlos e Igor; Wellington (Raulen), Camazzola, Lauro, Alexandre (Bruno) e Márcio Azevedo; Marcel e Christian. Técnico: Ivo Wortmann.

Juventude 3 x 2 Palmeiras

Juventude:

Palmeiras: Diego Cavalieri; Paulo Baier, Nen, Dininho e Márcio Careca; Marcinho Guerreiro, Francis, Valdívia (Marcelo Costa) e Juninho (Marcinho); Rosembrick (Wendel) e Enílton. Técnico: Jair Picerni.

Gols: Juninho (pênalti), aos 15, e Marcel, aos 43 minutos do primeiro tempo; Dininho, aos 28, Bruno, aos 36, e Cristian, aos 44 minutos do segundo tempo.Árbitro: Luiz Alberto Sardinha Bites (GO).Cartões amarelos: Marcinho Guerreiro, Antônio Carlos, Paulo Baier, Nen, Fabrício, Valdívia e Francis.Público: 4.090.

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