09/11/2006 09h10 – Atualizado em 09/11/2006 09h10

Estadão

O Palmeiras soube aproveitar o fato de enfrentar um adversário bem fraco, o Fortaleza, para reencontrar o caminho da vitória e afastar um pouco a crise que ronda o clube. Com os 3 a 0 sobre a equipe nordestina, nesta quarta-feira, no Palestra Itália, o Palmeiras chegou aos 40 pontos e deixou a zona de rebaixamento mais para trás. Mas ainda não está totalmente confortável. Os jogadores palmeirenses entraram em campo abalados emocionalmente. O time não vencia havia cinco jogos e, no dia anterior, cerca de 30 torcedores da Mancha Alviverde invadiram o Palestra para cobrar mudanças na diretoria. Nesta quarta, porém, a torcida apoiou o time desde o primeiro minuto. “Esperamos uma boa reabilitação”, pedia o técnico Jair Picerni. Em campo, o Palmeiras mostrou um futebol superior aos últimos jogos. O que não chega a ser um grande mérito, ainda mais pelo péssimo desempenho do rival, com apenas 31 pontos e praticamente rebaixado. As mudanças que Picerni realizou no time deram resultado. O meia Valdívia – convocado para o amistoso da seleção chilena contra o Paraguai, na próxima quarta-feira – mostrou um bom entrosamento com os companheiros e muita movimentação. Teve a chance de abrir o placar logo aos seis minutos, mas mandou a bola para fora. O Palmeiras esteve melhor durante toda a partida. Diego Cavalieri foi pouco exigido – e quando foi, mostrou que Marcos estava certo ao dizer que o jovem goleiro deve ser o titular. O gol era questão de tempo. E foi numa jogada bem tramada que a torcida fez a festa. Edmundo tocou para Enílton que, de calcanhar, deixou Paulo Baier livre para marcar, aos 28. “É importante sair na frente, ainda mais na nossa situação”, falou o ala, artilheiro do time na competição, com 10 gols. Após balançar as redes, o jogo ficou fácil para o Palmeiras. “Pegamos um adversário que resistiu até o primeiro gol, mas depois se entregou”, confirmou Edmundo, substituído no segundo tempo. O atacante estava certo. O time paulista marcou mais duas vezes na etapa final e podia ter feito outros gols, não fosse a má pontaria dos jogadores. O segundo gol palmeirense saiu após Valdívia errar o chute, Paulo Baier bater fraco e a bola sobrar para Enílton, aos 8 minutos. O terceiro foi de pênalti, com Juninho, aos 26. Os pouco mais de cinco mil palmeirenses que foram ao estádio comemoraram bastante. “Tem que elogiar os torcedores que vieram aqui”, disse Edmundo. Mas quem também deve festejar é a zaga palmeirense, que desde o dia 23 de agosto, na vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense, não sabia o que era passar um jogo sem levar gols. “O time soube defender bem”, elogiou Juninho. O próximo desafio será domingo, contra o Botafogo, mais uma vez em casa.

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