Após se curar de um tumor, Kathalyn, de 16 anos, precisa de uma prótese óssea e conta com a participação das pessoas no torneio, que acontecerá em março em Três Lagoas

Após lutar – e vencer – um sarcoma de Ewing (um tumor raro que atinge os ossos), a jovem Kathalyn Souza, de 16 anos, enfrenta mais um obstáculo: a substituição da prótese colocada há seis anos.

Diagnosticada com a doença aos 10 anos, Kathalyn morava com a família em Brasília. Na ocasião, o pai da menina trabalhava na Ambev, que bancou a prótese da menina.

Entretanto, a família acabou se mudando para Itapura, onde moram os familiares da mãe da menina. O pai, Eli, trabalha em Três Lagoas, em uma revendedora da Ambev, mas não tem mais vínculo empregatício com a empresa.

Como está em idade de crescimento, a prótese colocada seis anos atrás por Kathalyn precisa ser substituída – pelo menos uma parte dela.

Marcação em azul é a prótese de Kathalyn; a parte que precisa ser substituída é a “bola” na junção do fêmur com o quadril. Foto: Arquivo pessoal

“A prótese que ela usa é de titânio”, conta o pai. “Ela precisa substituir só essa bola de cima da prótese, não a prótese toda, mesmo pq parte do titânio já foi incorporado ao osso”.

Segundo Eli, esse é o principal empecilho para o SUS realizar a cirurgia: o serviço público trabalha com outro tipo de prótese e seria necessário retirar toda a peça anterior – procedimento não recomendado no caso de Kathalyn.

“Também já vimos se não seria possível comprarmos a prótese e fazermos a cirurgia na rede pública, mas não pode, devido à burocracia. O SUS só faz se substituir a prótese”, conta Eli.

Gastos

Segundo o pai da menina, o médico que cuidava de Kathalyn era um especialista de Curitiba. Entretanto, os custos da nova cirurgia seriam superiores a R$ 90 mil. “Procuramos outras alternativas mais em conta e encontramos um médico em Araçatuba. Ele ainda não passou a conta final, mas já disse que ficará mais barato”, diz Eli.

Além disso, como está em fase de crescimento, é possível que a menina precise passar por outra cirurgia, dentro de alguns anos, para trocar novamente a prótese.

Kathalyn hoje, aos 16 anos – curada do câncer, precisa substituir a prótese para parar de sofrer com as dores. Foto: Arquivo pessoal

No entanto, é necessário pensar no agora, já que a menina sente muitas dores.

“Ela fica o dia inteiro sentada no sofá, não aguenta andar muito por causa da dor, ficar em pé também não, toma remédio quase que diariamente, a noite tá com dificuldades também de dormir por falta de posição”, afirmou.

O torneio

Para ajudar a bancar a cirurgia, Eli e um amigo, que jogam sinuca de maneira amadora, tiveram uma ideia: organizar um torneio de sinuca e tentar a presença de alguns nomes importantes do esporte.

E eles conseguiram: convidaram e receberam o ok de um dos melhores jogadores de sinuca do Brasil, o Baianinho de Mauá. Com o nome dele confirmado, vários outros jogadores importantes da categoria também confirmaram presença.

Assim começava a tomar corpo o primeiro Torneio de Sinuca de Três Lagoas, que será realizado nos dias 13, 14 e 15 de março, no ADC São Luiz, no Jardim das Paineiras.

A empresa onde Eli trabalha, Ovídio revendedora Ambev, está ajudando na organização do evento. Serão distribuídos R$ 25 mil em prêmios. A entrada custa R$ 10 e a inscrição custa R$ 100.

No dia, além da disputa, haverá praça de alimentação e diversão para a criançada. “Tenho certeza que vai ser um marco na cidade; para quem gosta do esporte, só para assistir, ou para quem vai para jogar. Vai ser muito legal”, afirma Eli.

Dessa forma, o pai espera conseguir levantar pelo menos uma parte do dinheiro necessário para a cirurgia de Kathalyn.

Bora sinucar?

Eli convida para o Torneio de Sinuca, que acontecerá em março em Três Lagoas
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