15/03/2018 15h03

A árvore de aproximadamente 20 metros de altura tem raízes superficiais que invadem o traçado do asfalto

Redação

Desenvolver uma Cidade de forma sustentável e com respeito ao meio ambiente é a nova ordem nacional e mundial e, é por isso, que a Prefeitura de Três Lagoas, por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Trânsito (SEINTRA), em respeito a uma árvore da espécie Tambori, que dá nome a rua a qual está plantada no Bairro Jardim Dourado, modificou o projeto de pavimentação asfáltica para não danificar as suas raízes.

Também conhecida como Timburi, Timbaúva e Tamboril, a árvore tem aproximadamente 20 metros de altura e galhos frondosos que traz lembranças para Leidimar Siniciato, que mudou para uma casa na região com 11 anos de idade. “Antes, quando tinha poucas casas aqui, meus amigos e eu brincávamos e até dormíamos à sombra dessa árvore”, conta Leidimar, aos 29 anos.

Segundo o secretário da pasta, Dirceu Deguti, para preservar as raízes da árvore que invadiam parte do traçado do asfalto, foi elevado o “greide” do pavimento, ou seja, o nível da rua foi modificado para passar por cima das raízes. “Esse pedido foi do prefeito Angelo Guerreiro que, assim como pediu para preservar essa árvore, exigiu que outras que ficam em volta do piscinão recém-construído no bairro também fossem mantidas no lugar”, explica.

Além de comemorar a chegada do asfalto no trecho de oito ruas do Jardim Dourado, Leidimar parabenizou a atitude. “Achei muito legal isso. Antes de saber dessa decisão ficava me perguntando do porquê tinham elevado o nível da rua, mas agora que sei fiquei feliz pela iniciativa, afinal desde quando eu moro aqui essa árvore está aí e sempre foi muito grande”, comenta.

Esta espécie, de acordo com dados do site “Um pé de quê?”, pode atingir de 20 a 35 metros de altura, de copa ampla e frondosa, que perde as folhas no inverno e tem um tronco que pode chegar entre 80 a160 centímetros de diâmetro.

Conforme Deguti, a árvore tem a madeira leve e macia e era utilizada pelos índios da região na fabricação de canoas. “Isso é mais do que apenas preservar o meio ambiente, também preservamos histórias e uma espécie que faz parte da evolução humana”, finaliza.

SOBRE A OBRA

Com as obras de drenagem concluídas, ou seja, a execução da bacia de detenção, mais conhecida como piscinão; casa de máquinas e instalação de tubos; boca de lobo e ‘poços de visita’, a empresa contratada pela Prefeitura se empenha em preparar a base do asfalto, inclusive, trabalhando aos finais de semana para aproveitar os dias sem chuva.

As ruas beneficiadas serão a João Mendes, com 279,31 metros de extensão de asfalto; Rua José Marciano com 502,06 metros de pavimentação; Rua Mário César Mancini com mais 202,94 metros; Rua Maria Idalina com 130,91 metros, além ainda de 64,34 metros da Rua Calçadão; 109,85 metros da Travessa A; 186,25 da Rua Pé de Timbori e, por fim, mais 185,74 metros de pavimentação asfáltica na Rua Tapajós, somando assim 17 quadras que também receberão calçadas de 1,5 metros de largura.

A obra conta com uma emenda do senador Moka de quase R$ 3 milhões. De recursos do próprio município são R$ 860 mil.

(*) Diretoria de Comunicação Social

(Foto: Assessoria)

(Foto: Assessoria)

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