14/05/2015 11h27 – Atualizado em 14/05/2015 11h27

Essa paralisação é uma forma de alertar o governo estadual sobre as reivindicações já discutidas e até o momento, não atendidas.

Fábio Jorge

Nesta quinta-feira (14), professores e servidores da Educação de todo Mato Grosso do Sul estão reunidos em Campo Grande para votação sobre a possibilidade de nova greve da categoria em resposta ao Projeto de Lei nº 48/2015, sobre as restrições impostas às eleições para diretor escolar.

Com essa paralisação, alunos das doze escolas estaduais de Três Lagoas ficaram sem aula hoje, assim como em todo o Estado. O responsável pelo Departamento de Imprensa e Divulgação do SINTED (Sindicato dos Trabalhadores em Educação) local, Professor Petronio Alves Correa Filho disse que um grupo de funcionários do administrativo e professores de Três Lagoas está na Capital fortalecendo as exigências e lutas da categoria.

Por telefone, Professor Petronio explicou que além da questão das eleições, essa paralisação é uma forma de alertar o governo estadual sobre as reivindicações já discutidas e até o momento, não atendidas. O governador tem até amanhã, sexta-feira (15), para se posicionar sobre o assunto. Caso contrário, a greve terá início na próxima semana.

SOBRE A POLÊMICA LEI

O professor explicou que esta lei propõe que apenas professores possam se candidatar ao cargo de diretor escolar, excluindo os funcionários administrativos. “Consideramos essa alteração totalmente ilegal, pois, a lei determina que funcionários da instituição que possuam ensino superior em cursos pedagógicos, seja administrativo ou docente, têm o direito de concorrer à eleição escolar.

Outras reivindicações que fortalecem às exigências da classe, são: o reajuste negado pelo governo estadual aos servidores administrativos, complementação de 10,98% sobre o piso salarial diante do pedido de 20 horas/aula que deve ocorrer de forma fracionada até 2018 e, por fim, as horas-atividades (atividades fora de sala de aula) que desde 2009 não são pagas corretamente. “O ex-governador André Puccinelli nos pagou essas horas durante algum tempo, mas, esse ano, os professores ainda não receberam sobre as horas de trabalho fora de sala de aula. O governo nos deve desde 2009”, finalizou.

A paralisação atingiu as 12 escolas de Três Lagoas; alguns funcionários continuaram trabalhando. (Foto: Fábio Jorge)

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