10/03/2016 09h12 – Atualizado em 10/03/2016 09h12

A saída de Paulo Duarte do PT é tão emblemática como fora a do ex-deputado federal Ben-Hur Ferreira à época. O segundo decidiu deixar o partido pelo qual iniciou sua trajetória política para se filiar ao maior adversário do Partido dos Trabalhadores, o PSDB. Já o segundo ainda não disse pra onde vai, mas não deve ser para o ninho tucano, que já tem outro ex-petista na fila para ser o candidato a prefeito da cidade. A decisão do atual prefeito, no entanto, não deve demorar, pois as eleições batem à porta e a filiação a outra legenda é necessária. O PDT pode ser o caminho.

AFIADO

A delação de Delcídio do Amaral (PT) começa a tirar o sono de alguns de seus colegas no Senado. Aécio Neves (PSDB-MG), principal opositor ao governo Dilma, e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), por exemplo, estão entre os possíveis alvos do petista. Enrolado até o pescoço com os desvios da Petrobras, o jeito é negociar um acordo com a Justiça para aliviar o tamanho da pena a ser cumprida. Pelo andar da carruagem, muita gente vai gerar notícia negativa na mídia após o ex-líder do governo começar a falar.

CÃO E GATO

O ex-deputado federal Marçal Filho (PSDB) deve estar sem saber o que fazer depois da notícia sobre a possível filiação do deputado peemedebista Geraldo Resende ao partido do governador. Fala-se, inclusive, que ele irá para o ninho tucano para ser o candidato a prefeito de Dourados, cargo pleiteado por Marçal desde sua filiação à legenda. Ao jornalista César Cordeiro, titular da coluna Atenta (O Progresso), Marçal adiantou que se o desafeto entrar por uma porta ele sai por outra.

CAE

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) foi eleita na terça-feira (8) presidente da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado em lugar de Delcídio do Amaral (PT-MS), investigado por suspeita de obstruir os trabalhos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Integrante do PT desde 1989, Gleisi foi em 1999, secretária de Reestruturação Administrativa, em Mato Grosso do Sul, durante a gestão de Zeca do PT, na qual promoveu corte de gastos e cargos comissionados.

DRIBLE DA VACA

Dilma aceitou oferecer um de seus ministérios para o ex-presidente Lula para evitar que ele seja preso na Lava Jato por uma decisão do juiz Sergio Moro, segundo o jornal Folha de S.Paulo. Segundo a reportagem, há fortes temores na cúpula do governo de que as investigações possam tentar levar o petista à prisão, especialmente após sua condução coercitiva na última sexta-feira (4). Tava demorando.

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