08/04/2016 09h21 – Atualizado em 08/04/2016 09h21

Tido como um nome bom e em condições de disputar a prefeitura da Capital pelo PSB, o médico Ricardo Ayache acabou desistindo da eleição e resolveu voltar a comandar a Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores Estaduais). Ele estreou na política em 2014, quando disputou uma vaga ao Senado pelo PT na coligação liderada pelo senador Delcídio Amaral (PT). Ambos não lograram êxito no pleito. No ano passado, ele resolveu abandonar o antigo partido para montar um novo projeto pela atual sigla, mas acabou ficando no meio do caminho. Menos um na disputa.

EM DÚVIDA

Volta à tona o nome do ex-governador André Puccinelli (PMDB) para a disputa da prefeitura da Capital, como a coluna sempre divulgou. Embora desconverse quando questionado sobre o assunto, o italiano deve estar com um olho aqui e ou outro em Brasília para avaliar melhor sua decisão. Com um eventual impeachment de Dilma e a consequente ascensão do correligionário Michel Temer (PMDB-SP) ao Planalto, por exemplo, tudo poderia conspirar a seu favor. Com um partido forte nas mãos e embalado por poder maior no país, tudo ficaria mais fácil para sustentar uma candidatura majoritária nessas eleições.

INDECISOS

Somente após as convenções é que saberemos quem serão os candidatos a prefeito de Campo Grande. Apesar de um boato aqui, outro ali, ainda é cedo para cravar os nomes que vão concorrer ao cargo. Alguns que haviam se lançado como pré-candidatos por seus partidos, acabaram atraídos pelo ‘canto da sereia’ e jogaram por terra o sonho de colocar mais essa disputa em seus currículos políticos. Diante disso, o número de candidaturas deverá diminuir. Deve ficar com os grandes partidos o privilégio de ir para o confronto com chance de vitória.

CONTRAPROPOSTA

Pelo jeito, os servidores estaduais não gostaram nada da proposta do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) de conceder um abono de R$ 200 à categoria, alegando a impossibilidade de dar um reajuste linear de acordo com a reposição da inflação. O gesto do tucano levou um barnabé graduado à Assembleia, na sessão de ontem. O coordenador do Fórum dos Servidores Públicos de MS, Giancarlo Miranda, foi pedir apoio aos deputados em favor de um reajuste de 16,14%, o que seria, para o governo, muita pretensão.

ÁGUA E ÓLEO

Não chamem para sentar a mesma mesa os deputados estaduais Paulo Corrêa (PR) e Pedro Kemp (PT), membros da CPI que investiga a participação do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) nas invasões de terras produtivas em MS. O clima ficou pior na mais recente oitiva do colegiado, na quarta, quando Kemp mandou uma produtora rural se calar alegando que ela não tinha nada a ver com a CPI. O republicando saiu em defesa da senhora e ouviu o que não queria.

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