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quarta-feira, 20 de outubro, 2021
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Pela primeira vez, desde 2007, Três Lagoas registra mais óbitos do que nascimentos

Levantamento foi feito pelo Departamento de Vigilância Epidemiológica

As últimas semanas foram marcadas pelo aumento exponencial das mortes causadas pela Covid-19 em todo o país, atingindo a marca superior a 4 mil óbitos em um único dia e, em Três Lagoas não foi diferente. Dados levantados pelo Departamento de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) apontam que março de 2021 teve mais óbitos pela doença do que de abril a dezembro de 2020.

E a pandemia ainda está longe do fim. Conforme o boletim epidemiológico de terça-feira (13), Três Lagoas já confirmou 11.832 casos de Covid-19. Apesar de ter 8.884 recuperados dos efeitos do coronavírus, a cidade segue com mais de 2.718 pessoas ativas, ou seja, que estão com a doença e podem ser transmissoras do vírus.

Paulo Henrique Trannin Bernardo técnico administrativo codificador do SINAN e SINASC na SMS

Desde o início da pandemia, 230 pessoas morreram em decorrência de complicações da Covid – 77 deles apenas no mês de março de 2021. A pandemia fez, ainda, o número de notificações de mortes (geral, de todas as causas) saltar de 85 (média mensal) para 169.

Mais mortes do que nascimentos

Os dados ficam ainda mais espantosos quando são avaliadas as informações do Sistema de Nascidos Vivos (SINASC). Em março de 2021 nasceram 168 crianças (vivas) e, em comparação com os dados disponibilizados pelo Sistema de Informação de Mortalidades (SIM), morreram, no mesmo período, 169 pessoas de diversas causas (não somente Covid-19).

O mês de abril também deve ser marcado por números expressivos de mortes pela doença. Até o dia 12 deste mês, Três Lagoas tinha o registro de 93 óbitos das diferentes causas (não somente Covid-19), mas desse total, 58 foram causados pela Covid-19. No mesmo período, foram registrados apenas 56 nascimentos (vivos).

“Devido às altas taxas de morte, é possível supor que os casos de óbitos por Covid-19 colaboraram para que o número de nascidos fosse menor do que de mortes no mês de março”, comentou o médico da Família e Comunidade e da equipe de Vigilância Epidemiológica da SMS, Vinícius de Jesus Rodrigues.

Paulo Henrique Trannin Bernardo trabalha desde 2007 como técnico administrativo codificador do SINAN e SINASC na SMS e diz que essa é a primeira vez que vê algo do tipo ocorrer.

“Estou à frente do sistema de nascido vivo há muitos anos e, é a primeira vez que vejo a quantidade de óbitos no município superar o número de nascidos vivos”, finalizou.

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