27/04/2016 10h35 – Atualizado em 27/04/2016 10h35

A Justiça de Mato Grosso do Sul pode jogar uma pá de cal nas pretensões de algumas pré-candidaturas à prefeitura da Capital nas eleições municipais de outubro. Talvez comece por aí a depuração dos nomes que pretendem chegar ao Paço Municipal, mas que já andaram cometendo improbidades enquanto exerciam cargos públicos. Nomes de ponta aparecem entre aqueles que podem ser impedidos de participar do pleito eleitoral. Os demais, que não fizeram o dever de casa, devem ser defenestrados pelo povo nas urnas. E olha que tem muita gente nessa situação.

DE OLHO

Até aqui, o PMDB perdeu nomes bons, mas também se livrou de algumas figuras fisiologistas e em franca decadência. Sem contar, é claro, com quem tem contas a prestar com a Justiça. Tudo, porém, depende do ponto de vista. Mas quando o partido está no páreo, tudo pode acontecer. Seu tamanho, aliado a uma provável gestão de Michel Temer (PMDB-SP), pode fazer a diferença nas maiores cidades do Estado.

O nome para disputar o comando de Campo Grande ainda permanece indefinido, mas com grandes chances de aparecer o de um ex-prefeito e ex-governador. A citação de Moka e Marun é conversa pra boi dormir.

CASULO

Até agora, nenhum nome do PT se arriscou a falar em candidatura na Capital. Por enquanto, apenas aguardam com ansiedade o desfecho do impeachment da presidente Dilma para depois tocar no assunto. Apesar disso, alguém deve assumir essa espinhosa missão. O difícil vai ser chegar até o eleitor para pedir votos depois de tantos escândalos envolvendo integrantes do partido. Como o uso do óleo de peroba é legal e totalmente livre, pode estar aí a saída para o tête-à-tête com o povão. Para analistas, no entanto, qualquer discurso petista vai ser difícil de ser digerido.

CONDOLESCÊNCIAS

Aos 93 anos, faleceu ontem no Hospital Proncor, em Campo Grande, dona Ramona Miranda de Brito, mãe do senador Waldemir Moka (PMDB), onde estava internada por conta de problemas relacionados à pneumonia. Em decorrência disso, o senador não participou da primeira reunião da Comissão de Impeachment, ocorrida na manhã de ontem, em Brasília. Ramona deixa sete filhos, sendo cinco naturais e dois adotivos.

DERROTA

O ministro do STF Celso de Mello negou na noite de segunda-feira pedido da defesa do senador Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) para suspender seu processo de cassação no Conselho de Ética do Senado. Mello não identificou ofensa ao direito de defesa do parlamentar. O objetivo dos advogados era impedir o depoimento do senador ao conselho, marcado para ontem.

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