19/07/2017 07h12

As férias parlamentares devem ser de muita reflexão para quem pretende se candidatar à reeleição depois dessa onda de renovação que pipocam nas redes sociais. Além do desgaste provocado pela corrupção no país, tem também a questão partidária, onde muitos começam a se sentir desconfortáveis onde estão por conta do inchaço de seus respectivos partidos. Já se fala em muitas caras novas na próxima legislatura, cujo início se dará a partir de 1º de fevereiro de 2019. O tempo dirá.

Interrogação

O Brasil vive dias de incertezas não somente quanto à permanência de Temer no Planalto, mas também com relação a um nome que tenha condições de mostrar ao povo que pode governar com mãos de ferro e longe da corrupção. Dos nomes postos à prova, nenhum conseguiu até agora empolgar o eleitor que, em sua maioria, ainda prefere um ex-presidente já condenado. Das duas uma: ou isso demonstra uma falta de liderança no país ou o ceticismo é tão grande que impede as pessoas de enxergarem.

Faxina

Dizem que, agora sob o controle do ex-governador André Puccinelli (PMDB), o PSB de Mato Grosso do Sul deve promover uma verdadeira varredura em seus quadros, tirando da lista de candidatos a cargos proporcionais figuras ligadas, por exemplo, ao grupo político capitaneado pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Nesse caso, o jeito agora é procurar abrigo em outras legendas dentro do prazo estabelecido pela legislação eleitoral.

Assédio 1

O presidente Michel Temer passou a se empenhar pessoalmente no avanço do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), sobre deputados do PSB para engordar a bancada do DEM. O peemedebista foi à casa da líder do PSB na Câmara, Tereza Cristina (MS), na manhã de terça-feira, para sondar os movimentos de Maia e para convidar a ala rebelde do partido a ingressar no PMDB.

Assédio 2

De acordo com Tereza Cristina, Temer conversou na segunda-feira com o deputado Danilo Forte (CE) e com o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PE), dois do grupo de insatisfeitos com o PSB e agendou a visita à casa dela. “Estamos sendo assediados por alguns partidos. Ele [Temer] falou com a gente sobre a possibilidade do PMDB. [Perguntou] se já tínhamos pensado nisso”, disse Tereza Cristina, segundo Folha de São Paulo.

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