Após quatro meses de proibição de pesca, para proteção dos cardumes, atividade pesqueira pode voltar ao normal

Foi encerrado hoje, 28, o período de defeso para a proteção da piracema em todos os rios do Estado e da União em Mato Grosso do Sul. Com isso, a pesca está liberada, com exceção dos rios onde permanentemente não é permitida e, em alguns locais especiais, como distâncias definidas de cachoeiras, corredeiras e barragens de usinas hidrelétricas.

Foram quatro meses de defeso, período em que os peixes sobem a correnteza em direção às cabeceiras para se reproduzir. Nessa jornada fazem muito barulho, saltam e emitem sons, espetáculo que os indígenas chamaram de Piracema (subida dos peixes, em tupi).

Neste ano, o número de autuações de pescadores ilegais foi 41% maior do que o registrado no ano passado. A fiscalização foi focada no monitoramento dos cardumes, principalmente nos pontos em que eles são mais vulneráveis, como cachoeiras e corredeiras, onde a PMA instalou postos fixos 24 horas durante a piracema.

Foram 55 pescadores autuados neste ano, contra 39 na operação anterior. Desses, 47 foram presos em flagrante; no ano passado foram 28.

Mesmo os que conseguiram fugir da prisão em flagrante foram identificados e respondem ao processo pelo crime, além de serem multados administrativamente.

Pescado apreendido

Na operação piracema deste ano apreendeu-se quase o triplo de pescado em relação à operação anterior. Foram 859 kg e 319 kg na piracema do ano passado.

O valor das multas nesta operação também foi maior, em relação ao ano passado: as multas chegaram a R$ 105.564,00, contra R$ 41.320,00 durante a piracema passada. Os valores são reflexos da quantidade maior de pescado apreendido, pois são computadas às multas, um valor de R$ 20 para cada kg de pescado apreendido.

Sucesso na operação

Desde que adotou a estratégia de monitorar os cardumes, principalmente nos pontos de vulnerabilidade, a PMA tem percebido, nos últimos nove anos, uma tendência à estabilidade em um patamar médio próximo a 50 pessoas presas e menos de uma tonelada de pescado apreendido. Os valores são considerados baixos devido ao tamanho do Estado e à quantidade de rios.

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