10/09/2008 10h36 – Atualizado em 10/09/2008 10h36

Segundo informações da Agência Brasil, a partir da próxima semana, aproximadamente 5 mil médicos peritos da Previdência Social prometem realizar uma paralisação de suas atividades todas as quartas-feiras. A decisão foi aprovada durante uma assembléia geral extraordinária realizada na última terça-feira (10), em Brasília. A paralisação da classe é uma forma de protesto contra a publicação da Medida Provisória (MP) nº 441, editada pelo governo no último dia 29, que tem como pauta a reestruturação remuneratória da categoria.

De acordo a Anmp (Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social), a paralisação temporária pode vir a se transformar em uma greve por tempo indeterminado se o governo não atender às reivindicações da categoria e reedite ou modifique o texto da MP.

Além da paralisação, que está prevista para começar na próxima quarta-feira (17), os 60 delegados sindicais que estão aptos a votar na assembléia aprovaram de imediato o indicativo de greve.

Com a aprovação, 72 horas após avisarem o Ministério da Previdência sobre a decisão, em média 60% da categoria pode deixar de atender os segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) a qualquer momento. Segundo dados do Instituto são atendidos por dia uma média de 34 mil perícias.

O presidente da entidade, Luiz Carlos Argolo, cobra do governo o cumprimento de um acordo que, segundo ele, foi firmado pelo ex-ministro da Previdência Social Luiz Marinho e pelo secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Paiva.

Segundo o presidente da entidade, Luiz Carlos Argolo, a MP não teria sido negociada com a categoria porque os peritos não concordam com o texto publicado na MP, pois consideram que os mesmos perderão seu status e algumas conquistas obtidas durante a última revisão do plano de reestruturação da carreira.

A paralisação também tem como objetivo sensibilizar o governo para a necessidade da contratação de mais médicos para a função de perito.

O Ministério da Previdência Social até o momento não se pronunciou sobre a possível paralisação por não ter sido comunicado da decisão. Os médicos peritos são responsáveis por endossar casos de aposentadoria por invalidez e a concessão de benefícios como auxílio-doença, licença-maternidade, auxílio-acidente e outros.

Segundo Leidir Soares de Freitas, chefe da agência do INSS de Três Lagoas, até o momento os peritos responsáveis pelos atendimentos na cidade não vão aderir à paralisação, que segue normalmente até segunda ordem. A agência atende os seu segurados das 7h às 17h, na Rua Zuleide Perez Tabox, 336 no Bairro do Lada.

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