02/10/2015 13h21 – Atualizado em 02/10/2015 13h21

Após decisão contrária do STF, os deputados estaduais falam em criar a CPI da Energia Elétrica. O republicano Paulo Correa disse que na próxima terça-feira vai apresentar um requerimento visando instalar o colegiado. “Temos trezentos fatos determinados baseados no relatório. Não pode uma concessionária roubar o povo sul-mato-grossense e os deputados ficarem de braços cruzados. No passado, conseguimos devolver R$ 200 milhões aos bolsos dos consumidores. Essa vontade é o que nos move e não vamos desistir nunca”, concluiu, referindo-se a acusações contra a Enersul.

DO CONTRA

Presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e Redação) da Assembleia Legislativa, Barbosinha (PSB) mandou um recado direto para o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), caso passe pela cabeça do tucano privatizar a Sanesul. “A Sanesul é um patrimônio sul-mato-grossense, não pode ser privatizada. É uma empresa saudável, capaz, com mais de 1.300 funcionários e precisa de um bom gestor. Não acredito que alguém queira investir, por exemplo, em municípios pequenos. Estou aqui nesta Casa de Leis para continuar defendendo a Sanesul pública e operante”, argumentou.

DUREZA

A atuação firme do Gaeco em Mato Grosso do Sul tem rendido elogios aos promotores que atuam no órgão e preocupação entre aqueles que resolveram andar na contramão da lei. Muitos já estão pagando pelos abusos cometidos depois que os promotores investigaram e descobriram os crimes cometidos. Que o digam os vereadores de Naviraí e Ribas do Rio Pardo. Em pouco tempo, todos os envolvidos foram presos e tiveram seus mandatos cassados. Por aqui, a operação Coffee Break deverá ter desfecho semelhante. Só não se pode precisar o tempo.

DORIL

Mais uma dor de cabeça à vista aos políticos que andaram se despojando com menores de idade e acabaram o ato da pior forma possível.Tudo porque, o delator do esquema, Fabiano Viana Otero, vai ganhar liberdade e passar para prisão domiciliar depois do acordo que fez com a Justiça para entregar todos, mas todos mesmo, que participaram dessas orgias. Dois deles já passaram pelo constrangimento de confessar a pisada de bola que deram e agora só aguardam a punição. Os que ainda não foram citados podem estar com os dias contados.

CONTINUIDADE

O fato de não serem afastados pela Justiça não significa que os vereadores da Capital estejam livres das acusações do Gaeco. As investigações do órgão vão continuar naturalmente até que mais provas originadas por meio dos telefones confiscados venham à tona. Dizem que páginas e mais páginas de degravações já foram digitadas durante trabalho incessante dos peritos contratados para dar cabo dessa missão. Portanto, quem se expôs além do limite vai se ferrar.

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