27/04/2015 20h00 – Atualizado em 27/04/2015 20h00

De acordo com o Sintiespav, cerca de 100 colaboradores já estão trabalhando nos setores de instrumentação, elétrica e fornos fazendo a manutenção desses locais

Ricardo Ojeda

Cerca de aproximadamente 100 trabalhadores foram contratados por empresas terceirizadas para dar manutenção nos equipamentos instalados na Fábrica fertilizantes Nitrogenados (Fafen), que a Petrobras está construindo em Três Lagoas.

A informação foi repassada pelo sindicalista, Nivaldo da Silva Moreira, presidente do Sintiespav, (Sindicato dos trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil Pesada do Bolsão Sul-mato-grossense), que inclusive disponibilizou a estrutura da sede da instituição para a SGS Engenharia, empresa com sede em Porto Alegre, que contratou 62 trabalhadores que já estão no site da UFN3, atuando no setor de manutenção, instrumentação e elétrica.

Segundo o sindicalista, outra empresa que já atua na manutenção dos fornos é a Chicago Engenharia, que mantém um grupo de 10 colaboradores, trabalhando no local. “Fazendo uma somatória dos trabalhadores envolvidos na UFN3, podemos contabilizar aproximadamente 100 profissionais atuando no local”, estimou Nivaldo.

CRONOGRAMA ATRASADO

O cronograma para a entregue da obra estava inicialmente previsto para setembro do ano passado, mas, devido os atrasos constantes e o descontrole administrativo um novo prazo foi estabelecido para junho de 2015.

Porém, em outubro do ano passado o Consórcio UFN3, formado pelas empresas Galvão Engenharia e Sinopec Petroleum deram início a uma onda de demissão, causando a paralisação total das obras em dezembro do mesmo ano.

CONTRATO RESCINDIDO

Devido a essa situação, em dezembro passado a Petrobras rescindiu o contrato com o Consórcio, mas não estabeleceu uma data para reiniciar as obras. Com a crise instalada na empresa dificilmente as obras sejam reiniciadas neste ano, ainda mais que o novo presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, disse recentemente que a continuidade imediata da obra não é mais prioridade, devido não trazer nenhuma contribuição para o caixa da empresa.

ESTRUTURA

A fábrica quando entrar em operação será considerada uma das maiores do mundo, duplicando a produção de ureia, para 1,2 milhões de toneladas/ano e de amônia 81 mil toneladas. Inicialmente, a construção da planta estava orçada em R$ 3,9 bilhões, acontece com a paralisação esse valar será majorado.

Com aproximadamente 80% das obras concluídas, a Petrobras paralisou a construção do empreendimento que só deve ser retomado nos próximos anos (Foto: Perfil News)

Observado pelo secretario da sindicato, o presidente do Sintiespav, Nivaldo da Silva Moreira disse ao Perfil News que aproximadamente 100 colaboradores estão trabalhando na manutenção do empreendimento (Foto: Perfil News)

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