10/11/2006 08h36 – Atualizado em 10/11/2006 08h36

Terra

O dono da empresa MS Táxi Aéreo, Arlindo Dias Barbosa, pode ser indiciado por falso testemunho por ter omitido fatos relevantes da Polícia Federal. Ele prestou depoimento na quarta-feira e afirmou que não conhecia Valdebran Padilha, com quem teria negociado um vôo de São Paulo a Cuiabá que acabou não se realizando. Porém, a PF descobriu que as famílias dos dois são sócias numa outra empresa de táxi aéreo, a Airtechs, de Santo Antônio do Leverger, a 150 km de Cuiabá. De acordo com o delegado da PF de Mato Grosso Diógenes Curado, que apura o caso, decidiu tomar novo depoimento de Barbosa, agora como suspeito. “Ele não podia ter omitido esse fato”, disse, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo. A PF acredita que Valdebran estava contratando o avião para fazer o transporte do R$ 1,75 milhão para pagar o dossiê destinado a relacionar tucanos com a máfia das ambulâncias. Valdebran também será convocado para novo depoimento a fim de esclarecer contradições na versão que apresentou. Sigilo de Freud O vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, Raul Jungmann (PPS-PE), defendeu ontem a quebra do sigilo bancário da Caso Sistemas e Segurança, empresa de Simone Godoy, mulher de Freud Godoy, ex-segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para a CPI, Freud precisa explicar as chamadas telefônicas que recebeu da Presidência entre os dias 15 e 17 de setembro, logo após a prisão de Valdebran e outro petista em São Paulo, com o dinheiro do dossiê. Nesse período, Freud recebeu 19 chamadas da Presidência, em seu celular. Para o advogado de Freud, Augusto Botelho, as ligações não significam nada, considerando o fato de que seu cliente trabalhava na Presidência.

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