20/01/2012 09h25 – Atualizado em 20/01/2012 09h25

Um dos empecilhos para que o Brasil seja cruzado pelos competidores do Dacar, segundo o piloto, é a falta de apoio do governo federal

Correio do Estado

Depois de acrescentar o Peru à lista dos países que já receberam o Rali Dacar, os organizadores da maior competição do automobilismo fora de estrada do mundo, o veterano piloto brasileiro André Azevedo, veterano na competição, sonha com uma passagem da caravana pelo Brasil a partir do ano que vem, e sugere um trecho no Pantanal, região que abrange os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

“Lá no Peru, eles estão com bastante entusiasmo de continuar no Dacar e como a chegada em 2013 vai ser na região de Santiago, no Chile, a largada pode ser em Lima. Aí se tiver Paraguai e Bolívia também no percurso, dá para entrar um pedacinho do Pantanal, pelo menos para dar um gostinho”, disse André Azevedo, com 25 participações no rali mais difícil do mundo.

Um dos empecilhos para que o Brasil seja cruzado pelos competidores do Dacar, segundo o piloto, é a falta de apoio do governo federal. Com a proximidade da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas do Rio de Janeiro de 2016, as atenções das autoridades estariam voltadas apenas para estes eventos. “O que falta é a parte de patrocínios e incentivo governamental. No rastro desse cometa de Copa do Mundo e Olimpíadas, o governo está preocupado com outras coisas. O Dacar vai meio que na contramão disso. Mas se tiver uma passagem no ano que vem, pode acordar para ter uma participação maior nos próximos anos”, explicou Azevedo.

Em 2012, o Rali Dacar teve início em 1º de janeiro em Mar del Plata na Argentina e foi encerrado no último domingo, dia 15, em Lima, após passagem pelo Chile. Ao todo, os pilotos percorreram mais de 8 mil km em 14 dias de evento.

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