27/04/2018 09h44

Willams Araújo

Pito

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República decidiu impor uma advertência ao ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB-MS), por declarações dadas em dezembro do ano passado. Na ocasião, o emedebista sul-mato-grossense disse que o governo esperava apoio na votação da reforma da Previdência dos governadores que quisessem financiamentos da Caixa Econômica. Como se fosse a primeira vez que o “bateu, levou” do governo Temer cometeu seus excessos palacianos. Mesmo assim, está comprovado que quem fala demais dá bom dia a cavalo!

Respeito (?)

O deputado federal Zeca do PT segura firma a bandeira da campanha “Lula Livre” que virou febre nas redes sociais em favor da soltura do ex-presidente da República que está preso em Curitiba condenado por corrupção. “Eu não quero afrontar ninguém, eu respeito à Justiça. A única coisa que eu peço é o respeito deles em troca”, diz frase na mais recente campanha que inclui uma fotografia do líder petista sorridente. Para quem chamou os integrantes de Judiciário de vagabundos, ficou muito humilde de uma hora pra outra.

Jogo de cena

Muitos sabem que a família Trad amarrou há muito tempo um acordo para apoiar a candidatura à reeleição do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), incluindo principalmente a participação do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), e o ex-prefeito da Capital, Nelsinho Trad, que também é presidente regional do PTB. No entanto, o deputado federal Fábio Trad (PSD) vai à imprensa dizer que ainda precisa aguarda a decisão do comando nacional do PSD para tomar um rumo. Coisas da política!

Perdeu 1

Condenado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro por 8 anos e 4 meses de reclusão em regime fechado, a defesa do ex-prefeito de Campo Grande Gilmar Olarte (sem partido), perdeu o prazo do recurso que deveria ser apresentado ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), em fevereiro deste ano. A defesa tinha 15 dias corridos para atacar a condenação. Ela foi intimada da decisão no dia 29 de janeiro, mas o recurso foi interposto apenas no dia 15 de fevereiro, sendo que o prazo fatal era 13 do referido mês.

Perdeu 2

No agravo em recurso especial consta que o advogado de Olarte, Renê Siufi, informou não ter apresentado o embargo antes por ter sido feriado no Brasil e que comprovaria o fato. Porém, a presidente do STJ, ministra Laurita Vaz, alegou que a segunda-feira de Carnaval, a quarta-feira de Cinzas, os dias que precedem a sexta-feira da Paixão e, também, o dia de Corpus Christi, não são feriados forenses, previstos em lei federal, para os tribunais de justiça estaduais.

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