15/10/2013 08h07 – Atualizado em 15/10/2013 08h07

PMA prende marceneiro com 25 kg de pescado, petrechos de pesca ilegais e capivara abatida

A PMA foi à empresa e encontrou atrás de uma porta seis redes de pesca e três tarrafas (petrechos proibidos para a pesca)que indicavam o uso recente

Da Redação

Uma equipe da Polícia Militar Ambiental de Naviraí (MS) recebeu denúncias de que um marceneiro havia praticado pesca com redes e tarrafas e armazenado o pescado em um frízer em sua marcenaria, localizada em Juti (MS). A PMA foi à empresa ontem à tarde e encontrou atrás de uma porta seis redes de pesca e três tarrafas (petrechos proibidos para a pesca), ainda molhadas e com folhagem normalmente encontrada em rio, indicando o uso recente. Ainda foi encontrada uma fisga atrás de uma porta, que também é petrecho proibido para a pesca.

Em um frízer, os policiais encontraram 25 kg de pescado de diversas espécies, todos com sinais de captura por petrecho de emalhar (rede e tarrafa) e com perfurações de fisga e ainda diversos exemplares estavam fora da medida permitida por lei.

Durante a vistoria, o marceneiro tentou esconder uma panela embaixo de uma cama, porém, os policiais viram e verificaram que se tratava de carne de animal silvestre da espécie capivara, que pesou 14 kg. O homem, de 39 anos, afirmou que capturou o pescado no rio Amambai e Taquara. A carne de capivara afirmou ter ganhado de um amigo. Todo o material foi apreendido.

O pescador, de 39 anos, recebeu voz de prisão e foi conduzido, juntamente com o material apreendido, à delegacia de polícia civil de Juti, onde ele foi autuado em flagrante por armazenar e capturar pescado proveniente de pesca predatória. A pena para este crime é de um a três anos prisão. Também responderá por crime de armazenar produto da fauna ilegalmente. Se condenado poderá pegar pena de seis meses a um ano de detenção. O marceneiro também foi multado em R$ 1.700,00.

(*)Com informações de PMA MS

A carne de capivara, o homem afirmou ter ganhado de um amigo. Todo o material foi apreendido (Foto: Divulgação/Assecom)

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