26/08/2014 15h13 – Atualizado em 26/08/2014 15h13

Os pesquisadores do Instituto, todos doutores em taxonomia vegetal, estão ensinando aos participantes a realizar a identificação macroscópicas de madeira

Da Redação

A Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, em parceria com o Instituto de Florestas de São Paulo (SP) iniciou ontem um curso de Identificação de Madeira, com 30 Policiais e uma Engenheira Ambiental do Ministério Público Estadual. Os pesquisadores do Instituto, todos doutores em taxonomia vegetal, estão ensinando aos participantes a realizar a identificação macroscópicas de madeira.

A identificação de vegetação sem as partes florísticas (folhas, flores, furtos, sementes etc.) é extremamente complicada até para pesquisadores experientes. Este é o tipo de madeira mais comum encontrada pela fiscalização, especialmente no transporte. A maior parte do produto está em madeira serrada e em lenha.

Para os Policiais Militares Ambientais, o aprendizado de identificação é fundamental na fiscalização de desmatamentos, mesmo os regularizados, visto que algumas espécies de madeiras têm cortes proibidos, mesmo em desvetação legal. Exemplo, a aroeira, o Gonçalo Alves, o Pequi, etc. É também importante para a fiscalização dos Planos de Manejos Sustentáveis, em conferências, se a madeira transportada é da espécie autorizada para o manejo.

A maior utilização na identificação trata-se do transporte de madeira serrada que vem da área amazônica, com destino aos grandes centros, passando por Mato Grosso do Sul. Frequentemente, caminhões são transportados com espécies diferentes das constantes no Documento de Origem Florestal (DOF), em razão de terem sido extraídas de desmatamentos ilegais. A PMA tem realizado apreensões de diversas ilegais dessa região. O DOF é o documento ambiental para transporte e armazenamento de qualquer produto florestal nativo

Também existe a questão do carvão vegetal nativo, proveniente de desmatamentos ilegais, que muitas vezes é transportado no nosso Estado como se fosse de madeira plantada, tendo em vista a não necessidade de documentação ambiental para espécies não nativas. Os policiais também aprenderão a identificar a madeira da qual o carvão fora produzido.

Se o Policial não sabe identificar a madeira, consequentemente, há facilidade dos infratores de passar produto ilegal. Durante o curso, os policiais aprenderão como distinguir vasos, fibras, cor, odor, parênquima e várias outras características que auxiliam na identificação da madeira, utilizando chaves taxonômicas. O curso, que está sendo realizado no auditório do Campus da Universidade Federal de Bonito, será concluído no dia 29 (sexta-feira) às 17h00.

(*) Com informações de Assecom PMA MS

A identificação de vegetação sem as partes florísticas (folhas, flores, furtos, sementes etc.) é extremamente complicada até para pesquisadores experientes (Foto: Divulgação/Assecom)

A maior parte do produto está em madeira serrada e em lenha (Foto: Divulgação/Assecom)

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