27/09/2013 13h28 – Atualizado em 27/09/2013 13h28

PMA realiza curso de taxidermia em Dourados para Policiais Ambientais de 13 Estados

O curso visa a preparar os policiais para aproveitamento de animais atropelados, ou que morrem nos Centros de Reabilitação de Animais Silvestres

Da Redação

A Polícia Militar Ambiental começa na segunda-feira (30/10) o curso de taxidermia (empalhar) de animais silvestres. O curso visa a preparar os policiais para aproveitamento de animais atropelados, ou que morrem nos Centros de Reabilitação de Animais Silvestres, fazendo taxidermia e os utilizando em oficinas de educação ambiental, em especial em escolas públicas e privadas, para discutir os problemas relacionados à fauna.

Objetiva também à troca de experiências entre as polícias ambientais sobre os tipos de trabalhos de Educação Ambiental que cada Unidade está executando, com a finalidade de qualificar e melhorar este trabalho tão fundamental para a minimização dos crimes e infrações ambientais.

O material deste curso será utilizado no museu de Educação Ambiental da Polícia Militar Ambiental, que trabalha palestras em forma de oficinas em escolas, bem como para o projeto de Educação Ambiental de Dourados, denominado Labirinto Ambiental. Este se trata de um trabalho, em que é montado um labirinto, onde os visitantes encontram vários tipos de ambientes degradados, até chegarem no último ambiente, que representa o que seria um ambiente equilibrado.

A ideia deste tipo de trabalho de taxidermia é montar museus itinerantes de educação ambiental para ter um atrativo às crianças e adolescentes para discutir as razões que levaram àqueles animais a estarem mortos. Trata-se de uma forma bastante didática, que tem fundamentado e tornado os trabalhos na área de Educação da Polícia Militar Ambiental bastante requisitados, até porque, o museu de fauna itinerante é somente uma das oficinas utilizadas nos trabalhos. Também há oficina de reciclagem (discute-se – resíduos sólidos), do ciclo da água (discute-se recursos hídricos), a casinha da energia (discute-se sobre energias e seus impactos, bem como energias renováveis e limpas), plantio de mudas nativas (discute-se – desmatamento, assoreamento, importância da flora etc.).

Além disso, é apresentado o teatro de fantoches, com peças discutindo temas ambientais. A PMA trabalha em média 20 mil alunos por ano em escolas da Capital e interior e este Núcleo de Educação Ambiental já trabalhou mais de 200 mil alunos no Estado e, em 2011, recebeu o prêmio Ecologia e Ambientalismo da Câmara Municipal de Campo Grande.

O Curso terá duração de 140 horas e faz parte da grade de cursos da Polícia Militar e, portando, pode ser oferecido para Policiais de outros Estados. O início será no dia 30 (segunda-feira) às 08h00min, no quartel da PMA em Dourados (próximo ao Shopping) e será concluído no dia 12 de outubro. Participam, além de policiais militares ambientais de MS, mais policiais ambientais do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Alagoas, Bahia e Paraíba.

No ano passado foi realizado o primeiro curso, quando participaram seis Estados. Os participantes aprenderão a taxidermia de Aves, Répteis, Mamíferos e Peixes. A intenção das Polícias Militares Ambientais de outros Estados é que os policiais aprendam a empalhar os animais, para constituir museus em suas Unidades, para fazerem Educação Ambiental em seu Estado, nos moldes que é trabalhada pela PMA em Mato Grosso do Sul. Ou seja, desenvolver as palestras com oficinas, tipo de trabalho que atinge melhor os objetivos da discussão dos temas ambientais, pois prendem a atenção dos alunos para cada tema discutido.

A PMA espera montar durante todo o curso, em torno de 100 animais silvestres. O curso é ministrado pelos Policiais Militares Ambientais (taxidermistas) CB PM Vilson e CB PM Souza.

HORÁRIO DOS TRABALHOS

Segunda-Feira – 8h00– Abertura e aulas teóricas.

13h30 – Iniciam-se os trabalhos com os animais, inclusive, com a limpeza e montagem de onça-pintada, que fora atropelada este ano na BR 262, em Corumbá (MS).

TAXIDERMIA

É uma técnica aplicada somente em animais vertebrados e seus registros mais antigos remontam ao império egípcio, há cerca de 2.500 a.C. Popularmente o termo “empalhar” já foi usado como sinônimo de “taxidermizar”, entretanto, há muito tempo não se usam mais os rústicos manequins de palha e barro para substituir o corpo dos animais.

Utilizada para fins de conservação de animais que podem ser utilizados na composição de coleções didáticas, científicas em museus de história natural, a Taxidermia permite que os alunos conheçam os animais da fauna brasileira, sua anatomia e fisiologia, ecto e endoparasitas, entre outros.

A taxidermia tem como principal objetivo o resgate de espécimes descartados, reconstituindo suas características físicas e, às vezes, simulando seu habitat, o mais fielmente possível.

(*)Com informações Assecom PMA

A ideia deste tipo de trabalho de taxidermia é montar museus itinerantes de educação ambiental para ter um atrativo às crianças e adolescentes para discutir as razões que levaram àqueles animais a estarem mortos (Foto: Divulgação/PMA)

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