Números fazem parte do balanço da PMA de 2019; dentre as aves estavam canários que seriam usados em “rinhas”

Quase 350 aves foram apreendidas, vítimas do tráfico de animais silvestres, em Mato Grosso do Sul no ano de 2019.

Parte dos animais fazia parte de um esquema de tráfico internacional de aves. Foram 160 canários-peruanos, apreendidos com uma corumbaense. O animal, que entra no Brasil pelas mãos de peruanos, bolivianos ou brasileiros em trânsito, é levado, na maioria das vezes, para Brasília e para as regiões Nordeste e norte de Minas Gerais, para serem utilizados em “rinhas”.

Além do canário-peruano, a ave que mais movimentou o tráfico foi o papagaio. O maior trabalho da PMA tem sido no intuito de proteger os ninhos, já que o interesse é na ave filhote, quando ela ainda pode desenvolver a capacidade de reproduzir a voz humana. Para coibir o tráfico, a PMA mantém trabalhos preventivos nas propriedades rurais para prevenir a retirada dos animais e aliciamentos de funcionários de fazendas e assentados pelos traficantes, para a retirada dos filhotes.

Filhotes de papagaios retirados dos ninhos para ser traficados por criminosos ainda não tinham nem aberto os olhos. Foto: Divulgação PMA

Neste ano, foram autuadas sete pessoas e apreendidas 345 aves, número 141,25% maior em relação a 2018.

Das aves aprendidas, 180 eram papagaios, cinco periquitos e 160 canários peruanos. Os valores de multas aplicados de R$ 799 mil, valor 447,59% superior a 2018.

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