Polícia afirma que ave pode ter arrancado as próprias penas por estresse de cativeiro ou que ela tenha tido alimentação inadequada. Caso aconteceu em Nioaque

Policiais Militares Ambientais de Jardim resgataram, na tarde deste domingo, 16, uma arara-canindé que estaria dentro de uma gaiola em um terreno baldio no centro de Nioaque.

Animal pode ter arrancado as próprias penas por estresse de cativeiro. Fotos: PMA

Os Policiais foram ao local e verificaram que o animal estava sem as penas, apesar de aparentemente bem de saúde e que fora abandonado por alguém, provavelmente por medo de denúncia, haja vista que o animal é muito barulhento e é muito comum os vizinhos denunciarem.

Mas a pessoa pode ter abandonado também devido ao animal ter perdido as penas por estresse. Normalmente essa falta de pena acontece em estresse de cativeiro, quando o próprio animal arranca suas penas até onde o bico alcança. Pode haver perda de pena ainda por alimentação inadequada. A ave foi resgatada e será encaminhada ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), na Capital.

Crime

A PMA alerta às pessoas que possuir animais silvestres ilegalmente em cativeiro trata-se de crime de tráfico. Ou seja, quem tem o animal e quem o vende incorrem no mesmo delito. A pena é de seis meses a um ano de prisão, ou um ano e meio, caso o animal se encontre na lista de espécies em extinção, nacional ou internacional. A lógica da Lei é de que, se não houver o comprador de animal ilegal, há uma dissuasão ao tráfico, pois o traficante não tirará o bicho na natureza se não houver para quem vender.

Além de prisão, a multa é de até R$ 5 mil por animal, como no caso da arara, que consta na lista internacional de proibição do comércio de espécies da fauna e da flora em risco ou ameaçada de extinção (CITES).

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