03/10/2019 08h36

Ontem, 2, dois pescadores usando tarrafas foram visualizados no Rio Coxim e abandonaram os equipamentos no local; eles conseguiram escapar, mas a fiscalização analisa as imagens para identificá-los.

Gisele Berto

A Polícia Militar Ambiental do Mato Grosso do Sul está lançando mão da tecnologia para fiscalizar os rios do estado, especialmente na época da pré-piracema, iniciada neste mês.

Os equipamentos são fundamentais para evitar pesca com petrechos ilegais em cachoeiras e corredeiras, pontos em que os cardumes ficam muito vulneráveis à pesca predatória. O uso desses aparelhos é importante porque muitos pescadores que praticam pesca predatória possuem uma rede de informantes, que avisam via telefone e, às vezes, até com fogos de artifício quando os Policiais saem para a fiscalização nos rios, o que torna difícil a prisão dos infratores.

Na tarde de ontem, 2, dois pescadores foram visualizados pelos drones da PMA na Cachoeira do “Quatro Pés” (local proibido à pesca), no Rio Coxim. Os policiais lançaram o drone um pouco distante do local, já que os pescadores, quando estão agindo ilegalmente nesses locais, se escondem assim que ouvem barulho de motor.

Mesmo assim, ao avistar o drone, os dois elementos, que pescavam com tarrafa (petrecho proibido) fugiram pela mata abandonando o equipamento ilegal. A equipe foi rapidamente ao local e apreendeu os petrechos. Eles ainda não tinham capturado nenhum pescado.

Agora, as imagens serão verificadas para identificar os infratores, tendo em vista que os pescadores não foram localizados, apesar de diligências pelo local. Se identificados, os pescadores responderão por crime ambiental de pesca predatória. A pena para este crime é de um a três anos de detenção. Serão também multados administrativamente em valor entre R$ 700 a R$ 100 mil.

Petrecho proibido recolhido pela PMA no Rio Coxim. Foto: Divulgação PMA

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