17/10/2013 14h33 – Atualizado em 17/10/2013 14h33

Delegados orientam que muitas intimidades no Facebook podem favorecer ladrões

Algumas informações ou fotografias postadas no Facebook com a família em férias ou mesmo curtindo um fim de semana fora da cidade são informações que despertam a atenção de marginais

Ricardo Ojeda

De acordo com o delegado Vitor Lopes, titular da Delegacia Regional de Polícia Civil de Três Lagoas publicar informação relevante do cotidiano nas mídias sociais, serve de elemento de informação para marginais.

O delegado não está querendo aqui fazer uma campanha contra a rede social, mesmo por que ele é um dos que utilizam diariamente sua página do Facebook. A intenção, segundo ele é alertar a sociedade para ficar quanto expõem demais seu dia-a-dia. “É preciso que todos saibam que a rede social é um dos meios de maior entretenimento da internet, desperta a atenção e por isso todos os internautas tem acesso ao teor publicado”, avisou.

EXEMPLO

Lopes exemplificou um caso que a família viajou de férias e postou as fotos na sua página social. Foi a senha para marginais descobrirem que o imóvel deles estava desprotegido, sem ninguém em casa, ocasião que aconteceu o furto.

Outro delegado que comunga da mesma opinião é Ailton Pereira de Freitas, antigo titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e agora assumiu como adjunto do 1º Distrito Policial de Três Lagoas.

ATRATIVO

De acordo com Freitas que, diga-se de passagem, possui um grande currículo de crimes solucionados, a informação é imprescindível em qualquer situação ou profissão. “Uma pessoa informada tem a chave de todas as portas, as respostas das perguntas. Imagine então um marginal que acessa uma página do internauta e descobre que ele ta viajando em férias, que na casa não tem cão de guarda?”

Geralmente as pessoas postam fotografias onde aparecem os cômodos do imóvel, os aparelhos eletrônicos e outros equipamentos disponíveis da casa. Isso é um chamariz, vira um atrativo para o marginal que não pensa duas vezes na hora de escolher um imóvel para agir.

Diante dessa situação, os delegados orientam que ao viajar não divulguem informações de quantos dias ficará fora, evite ao máximo comentar assuntos do seu cotidiano, postar fotos que revelem a intimidade do seu imóvel, como por exemplo, mostrando objetos de valor, entre outros.

Mas, o delegado não chama atenção apenas no caso de roubos, mas mostra preocupação com pessoas que ficam sozinhas em casa, a hora que chega do serviço ou da escola.

OUTRO CASO

Outra situação provocada pelas redes sociais é que muitas empresas, através dos recursos humanos, antes de contratar um funcionário estão consultando os perfis do candidato. Esse procedimento acontece para ver como o candidato ao emprego se comporta profissionalmente na internet. Inclusive tem empresa que monitora o comportamento do funcionário durante o horário de trabalho, e dependendo da situação, o que ele postar em sua página social, principalmente se for com equipamento da empresa, o material pode até servir de prova para uma eventual dispensa por justa causa.

De camisa azul, o delegado regional Vitor Lopes e o colega Ailton Pereira de Freitas recebeu a reportagem do Perfil News na tarde de ontem para falar sobre  problema (Foto: Ricardo Ojeda)

O Facebook é uma mídia social de alcance mundial, onde os internautas postam mensagens, videos, protestos, fotos e algumas vezes muitas intimidades

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