06/03/2019 16h15

A Campanha da Fraternidade tem como tradição carregar temas importantes que são discutidos pelas comunidades católicas no período da Quaresma.

Gisele Berto

A Igreja Católica apresentou hoje, 6, o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: Fraternidade e Políticas Públicas.

A Campanha da Fraternidade tem como tradição carregar temas importantes que são discutidos pelas comunidades católicas no período da Quaresma.

O tema deste ano tem o objetivo de chamar a atenção para a atual situação do Brasil e planejar o futuro, “para que haja justiça, paz e o fim das desigualdades que assolam os mais pobres”, segundo comunicado enviado pela Diocese de Três Lagoas.

Conduzido pelo lema “Serás libertado pelo direito e pela justiça” (Is 1,27), a proposta da CF deste ano convida os fiéis a compreender o que são políticas públicas, como são construídas, quais os benefícios elas trazem e como a Igreja e os fiéis podem contribuir com estas articulações.

Para responder a estas questões, durante todo o período quaresmal a Igreja fará ações de sensibilização e conscientização, trabalhando para facilitar a compreensão sobre a importância das políticas públicas para que a população possa assumir o seu papel na sociedade e reivindicar que essas articulações sejam utilizadas para o bem comum.

“A participação da comunidade através dos mecanismos de participação e fiscalização da gestão pública, como conselhos existentes nas três esferas de governo deveria fazer parte do cotidiano de cidadãos e cidadãs. É por meio desses movimentos que a nossa voz é ouvida e é aqui que podemos somar forças para diminuir as desigualdades. É importante compreender que política pública é diferente da política partidária e precisamos conscientizar a população de que não podemos simplesmente delegar essa tarefa apenas à algumas pessoas e aguardar pelas mudanças. É preciso participar, ter voz ativa e se fazer ser ouvido pelo poder público”, disse o Bispo da Diocese de Três Lagoas, Dom Luiz Gonçalves Knupp.

Neste período de divulgação e explicações sobre o tema, o intuito é que as comunidades busquem em suas cidades reconhecer os mecanismos de participação popular, especialmente os conselhos municipais e sua forma de atuação, as ações que intermediaram no município, bem como compreender quais seus direitos, deveres para que a sociedade possa auxiliar nas próximas reinvindicações e no cumprimento dos projetos.

“As pessoas sabem que têm direitos, mas não sabem como se organizar para reivindicar e fazer com que o bem comum realmente aconteça. É para auxiliar na fraternidade e na cultura da paz que a Igreja incentiva a conscientização e a participação da comunidade nas políticas públicas”, diz Dom Luiz.

MECANISMOS DE PARTICIPAÇÃO POPULAR

Somente no município de Três Lagoas, são 16 Conselhos Municipais vigentes. Essas organizações são compostas por representantes da prefeitura e da sociedade civil que deliberam e fiscalizam a gestão do orçamento público, além de possuírem papel decisivo na implementação e efetivação de políticas públicas que garantam os direitos dos cidadãos.

As questões levantadas pela Igreja são: Quantos conselhos você conhece? Quais deles te representa? O que eles fizeram para o bem comum? Onde podemos dialogar com eles? Quais políticas públicas você conhece? Você acompanha a gestão de seu município?

Arte da Campanha da Fraternidade 2019. Divulgação

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