30/03/2015 09h19 – Atualizado em 30/03/2015 09h19

PONTO

A Assembleia Legislativa deve receber nos próximos dias mensagem do Poder Executivo que trata da criação de nova lei de incentivos fiscais em Mato Grosso do Sul. O anúncio foi feito sábado, em Coxim, pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). Segundo ele, a intenção é diferenciar as regiões de acordo com suas necessidades, possibilitando o fim de “bolsões de riqueza e pobreza”, criando oportunidade para todos.

RISCO

O projeto iminente de incentivos fiscais a ser remetido à Assembleia por Azambuja causa até arrepio nos prefeitos, cujos municípios perderam a ninharia de R$ R$ 1,4 bilhão no governo de André Puccinelli (PMDB) por conta do pacote de bondades a indústrias que se instalaram no Estado. Não é à toa que tramita na Justiça ação da Assomasul na tentativa de “repatriar” a verba perdida. Os gestores torcem para que a nova proposta não mexa nos cofres das prefeituras.

NANISMO

Enquanto as lideranças políticas tentam desatar o nó e acabar com a polêmica sobre a criação ou não de mais partidos políticos no País, novas legendas nanicas vão surgindo por aí afora. Em Mato Grosso do Sul, por exemplo, os barnabés protocolaram no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral em MS), mais de 3 mil assinaturas de apoio à criação do PSPP (Partido do Servidor Público e Privado). Para muitos, faz parte da democracia. Outros acham puro exagero.

SEM APOIO

O sindicalista Antônio César Amaral Medina, coordenador geral do Sidjufe/MS (Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal e Ministério Público da União em Mato Grosso do Sul), responderá pelo diretório regional do PSPP a ser criado no Estado. “Sentimos que os servidores públicos e privados estão carentes de uma verdadeira representatividade no legislativo nos municípios, Estados e União. O PSPP vem para preencher essa lacuna abandonada pelos demais partidos”, alfinetou.

CAMPO MINADO

Rolam pelos corredores da Assembleia Legislativa comentários dando conta que deputada novata está querendo, digamos assim, invadir o território e tomar para si as bandeiras já defendidas por parlamentar mais experiente. Como no mundo da política não tem ninguém bobinho, já tem gente com as barbas de molho e trabalhando nos bastidores para anular a ação inimiga.

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