18/11/2006 09h26 – Atualizado em 18/11/2006 09h26

Três Lagoas amanheceu de luto pela perda de seu filho mais ilustre, o senador Ramez Tebet (PMDB), que morreu no início da madrugada deste sábado (18) na cidade de Campo Grande, em casa e ao lado da família. Ele tinha 70 anos e vários anos lutava contra um câncer no fígado. O Perfil News saiu às ruas para ouvir a população sobre a morte do parlamentar, sendo que todos consideram uma grande perda para o País, o Estado e, principalmente, o município de Três Lagoas, sua terra natal que defendia com veemência no Senado Federal. “PERDA LASTIMÁVEL” Aliado político de Ramez durante muitos anos, o empresário João Juveniz, por exemplo, disse que “o Brasil perde muito, pela liderança que ele exercia no Senado e pelo respeito que a classe política tinha por ele; o Estado de Mato Grosso do Sul perde um grande representante, e Três Lagoas perde o seu filho mais ilustre, que vai fazer muita falta; eu aprendi muita coisa boa com ele”, disse. Nascido e criado em Três Lagoas, João Ramon Filho, 49 anos, testemunha que Ramez fez um ótimo trabalho como prefeito e lembra, por exemplo, que foi ele que iluminou o bairro onde reside, o Nossa Senhora Aparecida, que não tinha luz nem nas ruas e nem nas casas. “Ele era uma pessoa muito boa, e ainda assim tinha gente que o criticava, mas como diz o ditado, nem Jesus Cristo conseguiu agradar a todos”, diz. “Acredito que a cidade vai sentir muito a falta dele, porque era muito querido”, diz Pedro José da Silva, 64 anos, que, apesar de não ter conhecido muito bem o senador, passou admirá-lo “porque trabalhava certinho”. O taxista Raimundo Campos Oliveira, 56 anos, conta que chegou aqui quando Ramez Tebet era prefeito “e tive o privilégio de acompanhar o excelente trabalho que ele fez pela cidade”. Oliveira também considera a sua morte uma grande perda para a cidade. Alessando Ponce, 33 anos, diz que conhecia a vida política de Ramez Tebet através dos comentários de seu pai que sempre falava muito bem a respeito de seu trabalho. “Eu vim conhecê-lo melhor através do trabalho que ele fazia por Mato Grosso do Sul no Senado Federal”, conta. “Uma perda lamentável”. Foi como a Amélia Zaquir definiu a morte do senador, que ela diz ter visto nascer. “Era um amigo da família desde os tempos de meus bis-avós”, afirma. Para ela, todo Brasil vai sentir a falta do senador, “mas principalmente, Três Lagoas, onde fez grandes melhorias”, conclui.

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