Empreiteira Sial admite que não pagou os trabalhadores, mas culpa o Governo, que não estaria repassando valores à empresa há quatro meses: “Chegamos a um ponto que não conseguimos mais honrar nossos compromissos com funcionários, fornecedores e terceirizados”

Pela quinta vez apenas em 2020 os trabalhadores das obras do Hospital Regional de Três Lagoas cruzam os braços. Mais uma vez, a greve é por falta de pagamentos por parte da empreiteira Sial.

Segundo Nivaldo da Silva Moreira, presidente do Sintiespav (que está dando apoio aos trabalhadores) estão parados 33 funcionários da empresa Sucuriú, subcontratada pela Sial, além dos funcionários da própria empreiteira.

O sindicato está, neste momento, elaborando a ata de greve. “Eles só voltam aos trabalhos quando receberem”, afirmou Nivaldo ao Perfil News.

A Sial confirma que não realizou os pagamentos, mas joga a culpa no Governo do Estado. Segundo o empresário Pedro Rossi, da Sial, a empresa não recebe repasses públicos há quatro meses. “Não recebemos pelos trabalhos realizados nos meses de maio, junho, julho e agosto, além de serviços extra contratuais já executados e reajustes contratuais. Assim chegamos a um ponto que não conseguimos mais honrar nossos compromissos com funcionários, fornecedores e terceirizados”, afirma.

Rossi diz que o governo do Mato Grosso do Sul, através da AGESUL, alega que a inadimplência se deve por falta de repasse de recursos por parte do BNDES.

O Perfil News entrou em contato com o Secretário de Saúde, Geraldo Resende, que afirmou que vai apurar a situação.

Com as obras indo e voltando há cinco anos, o Hospital Regional está em fase de acabamento.

Vídeo enviado por trabalhadores que estão no local. ATENÇÃO: contém palavrões.

Construído num terreno de 26.466,28m², o prédio de 15.687,00 m² Serão oferecidos serviços de emergência e urgência, psiquiatria, diagnóstico, tomografia, ressonância magnética, raios-X e ultrassonografia. A estrutura contará com ambulatórios, leitos, centro cirúrgico, auditório, salas de aulas, laboratórios, esterilização e área técnica dos equipamentos de climatização do centro cirúrgico.

A unidade também terá salas pré-parto, parto e pós-parto, indução e recuperação de pacientes, observação pediátrica, observação paciente, observação psiquiátrica, UTI cirúrgica, UTI clínica, enfermarias, internação isolamento, semicrítico, preparo e recuperação pós anestésica e observação e recuperação do paciente.

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