20/09/2017 16h18

Fiscais estaduais agropecuários estiveram em Paranaíba e Três Lagoas para realizar a Certificação Fitossanitária de Origem e Permissão de Transito Vegetal

Redação

Fiscais estaduais agropecuários da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) estiveram em Paranaíba e Três Lagoas, entre os dias 11 e 15 de setembro, para realizar a Certificação Fitossanitária de Origem e Permissão de Transito Vegetal, respeitando o que dispõe Instruções Normativas do MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Através de reuniões técnicas, os fiscais estaduais agropecuários explicaram aos proprietários de unidades de produção de banana de Paranaíba as medidas a serem adotadas para atendimento a legislação vigente.

Segundo o coordenador da Divisão, engenheiro agrônomo Filipe Portocarrero Petelinkar, foram realizadas vistorias com levantamentos fitossanitários para detecção da praga ‘ácaro vermelho das Palmeiras’, cuja a bananeira também é hospedeiro da praga ‘sigatoka negra’, da qual os municípios de Paranaíba e Três Lagoas tem declaração de área livre. O relatório de vistoria informou que as pragas não foram detectadas na unidade de produção vistoriada.

Outro importante trabalho realizado durante os cinco dias foi o de levantamento fitossanitário visando a detecção oficial do Ácaro Vermelho das palmeiras em plantios comerciais de coco e nas principais vias de acesso nas divisas do Mato Grosso do Sul com São Paulo e Minas Gerais. Segundo Filipe Petelinkar, as amostras coletadas serão encaminhadas para análise na rede de laboratórios oficiais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Além de Filipe, participaram das atividades os fiscais Marina Lange Rubin, Marise Garcia Cesar e Marcel Hamed.

Ácaro vermelho

O ácaro vermelho das palmeiras é uma praga conhecida cientificamente como Raoiella que pode atacar coqueiros, bananeiras, dendezeiros e mais de noventa espécies de plantas, principalmente palmeiras, causando o amarelecimento severo e necrose das folhas e consequentemente a redução drástica da produtividade, principalmente em plantas novas e mudas em viveiros.

Sigatoka negra

A Sigatoka negra é a mais grave e temida doença da bananeira no mundo. Seu fungo causador é a Mycosphaerella fijiensis Morelet. O desenvolvimento de lesões e a disseminação do fungo ocorrem por umidade, temperatura e vento, ou as folhas doentes utilizadas em barcos e/ou caminhões bananeiros, para proteção dos frutos durante o transporte, e as bananeiras infectadas levadas pelos rios. Estima-se que as perdas devido à Sigatoka-negra têm variado de 70% nos plátanos a 100% nas variedades tipo Prata e Cavendish. Outro efeito imediato provocado pela presença dessa doença é o aumento do custo de controle, em função, basicamente, do maior número de aplicações anuais de fungicidas.

*Notícias MS

Através de reuniões técnicas, os fiscais estaduais agropecuários explicaram aos proprietários de unidades de produção de banana de Paranaíba. (Foto: Divulgação/ Assessoria)

Comentários