25/04/2014 17h08 – Atualizado em 25/04/2014 17h08

O índice é algo bem distante para o resto do país, por outro lado demonstra que é possível fazer a diferença. Hoje, o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira possui 589 presos trabalhando, o que representa 78% do efetivo carcerário total, composto por 749 presos

Da Redação

O índice é algo bem distante para o resto do país, por outro lado demonstra que é possível fazer a diferença. Hoje, o Centro Penal Agroindustrial da Gameleira possui 589 presos trabalhando, o que representa 78% do efetivo carcerário total, composto por 749 presos. Somente nos casos de algum impedimento, seja ele legal ou disciplinar, o preso não é encaminhado ao mercado de trabalho.

Toda essa mão de obra atua tanto nas empresas que funcionam dentro do próprio presídio, como também em instituições públicas e privadas de Campo Grande e região. A parceria ocorre por meio de convênios e, em geral, o preso recebe um salário mínimo pelo seu trabalho.

As oportunidades são muitas e, logo que um interno está apto ao trabalho, é encaminhado a uma vaga. Há presos atuando em empresas de reciclagem, empreiteiras, fábrica de refrigerantes, de aço, empresa de alimentação, madeireira, posto do combustível, dentre outros. Destaque para a parceria com um frigorífico de Terenos que emprega 60 detentos. Em muitos casos, aliás, os internos acabam cumprindo a pena e sendo contratados com carteira assinada por estas empresas e servem de exemplo para os demais.

AFASTADOS

Em relação aos 160 presos da Gameleira que atualmente não desempenham nenhuma atividade, 100 deles são internos recentes do presídio e que estão se submetendo ao período de observação para verificar sua aptidão. Ou seja, estão cumprindo o período obrigatório estabelecido pelo Regimento Interno Básico das Unidades Prisionais com duração máxima de 30 dias. Vencida esta fase, eles também são encaminhados para alguma oportunidade de trabalho.

De fato, o grupo de detentos afastados das atividades profissionais restringe-se a 60 internos, dos quais 30 estão afastados por conta de indisciplina, já outros 23 por improdutividade ou inaptidão. Há ainda 7 detentos que não trabalham porque estão de licença médica. Trata-se de um pequeno grupo, que representa apenas 7,6% do total de presos da Gameleira.

(*)Com informação de TJMS

Somente nos casos de algum impedimento, seja ele legal ou disciplinar, o preso não é encaminhado ao mercado de trabalho (Foto: TJMS)

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