09/09/2014 15h25 – Atualizado em 09/09/2014 15h25

O projeto, que ainda está sendo debatido e ajustado, é uma iniciativa do Imasul com o apoio da Fibria e Eldorado

Larissa Lima

Com o objetivo de atender o crescente número de animais silvestres atropelados nas rodovias federais e estaduais, o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso dos Sul) apresentou na manhã desta terça-feira (9), o projeto de implantação do Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres), que será construído ao lado da sede do Projeto Florestinha, na Vila Piloto.

Segundo a diretora do Imasul em Três Lagoas, Delia Villamayor Javorca, o projeto surgiu por conta do aumento do número de animais acidentados, apresentados por meio dos relatórios de monitoramento da Fibria e Eldorado, que são parceiras na iniciativa. As empresas, por conta da situação recorrente, precisaram contratar veterinários para atender as ocorrências além de oferecer apoio a PMA para o descolamento dos animais até Campo Grande, onde fica o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).

Com a implantação do Centro de Triagem, que será o primeiro no estado, será possível prestar os primeiro atendimentos e em casos mais graves, abrigar o animal até a remoção para o Cras de Campo Grande.

ESTRUTURA

Após reuniões entre o Imasul e as indústrias de celulose local, a Fibria contratou a empresa Oficina Construções para realizar o projeto desenvolvido pelo arquiteto Djanir Teixeira, que apresentou os detalhes do Centro.

O projeto vai aproveitar uma pequena área já construída no local e vai incorporar conceitos sustentáveis como reaproveitamento da água da chuva, placas de aquecimento solar, torneiras de acionamento automático, utilização do poço artesiano existente para construção de uma estação de água elevada, além de bebedouro para pássaros, área de convivência, cerca viva integração da construção com a área verde que cerca o local.

A estrutura física do Centro vai contar com sala de atendimento médico, espaços abertos e fechados para o acomodamento dos animais, cozinha, sanitários dentro das normas de acessibilidade e recepção. Para a composição do Centro, técnicos do Cras de Campo Grande ofereceram suporte, indicando os equipamentos e necessários para o atendimento.

A obra, que não teve custos abordados durante a apresentação, já inclui a aquisição de três carretinhas para o transporte dos animais.

DEBATE

Além de membros do imasul, Fibria e Eldorado, o comandante da Polícia Militar Ambiental de Três Lagoas, Gildo de Souza, também esteve presente. Após a apresentação do projeto, pontos a serem melhorados e adequados foram debatidos pelos envolvidos na ação.

FUTURO

Ainda de acordo Delia Villamayor Javorca, após a implantação do Centro, o próximo passo é realizar estudos sobre o aumento e/ou migração dos animais silvestres do estado.

Segundo a diretora do Imasul em Três Lagoas, Delia Villamayor Javorca, o projeto surgiu por conta do aumento do número de animais acidentados (Foto: Larissa Lima)

O arquiteto Djanir Teixeira, da Oficina Construtora, apresentou o projeto no salão do Druds Hotel (Foto: Larissa Lima)

No mapa, a área onde será instalado o Centro, na Vila Piloto (Foto: Larissa Lima)

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