05/09/2017 14h22

Polícia Federal anuncia mandados de prisão e apreensão cumpridos em investigação de suposta compra de voto para a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016

Da redação

A Polícia Federal apresentou detalhes da operação chamada de Unfair Play (Jogo Sujo), que investiga um possível esquema de corrupção de compra de votos da eleição da cidade sede da Olimpíada de 2016. A ação realizada por 70 policiais na manhã desta terça-feira cumpriu dois mandados de prisão e 11 de apreensão. Presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman é um dos acusados por envolvimento no esquema. O dirigente esteve na sede da Polícia Federal no Rio e prestou depoimento no iníco da tarde, por volta das 14h30. Segundo o Ministério Público Federal, ele foi peça central no esquema de corrupção.

Autoridades francesas e brasileiras participaram da coletiva na Superintendência da Polícia Federal: Eduardo El Hage (procurador da república), Fabiana Scheiner (procuradora da república), Frederico Skora (delegado da Polícia Federal), Jena-Yves Lourgouilloux (procurador nacional adjunto-financeiro da França), Renaud Van aRuymbeke (juiz investigador financeiro titular da França) e Anderson Bichara (delegado regional de combate ao crime organizado) e Antonio Beaubrun (delegado da Polícia Federal).

  • Quem tinha condições para aproximar essas duas pontas era o COB, na pessoa do seu presidente Carlos Arthur Nuzman. É inegável que Nuzman atuou de forma bastante presente e expressiva no convencimento de pessoas a votarem pelo Rio de Janeiro. Isso é bastante público. Tanto Nuzman como outros membros do Comitê Olímpico do Brasil e agentes políticos viajaram para diversos países para tratar do assunto e tentar trazer a sede das Olimpíadas para o Rio de Janeiro. Nuzman se mostra como elemento central na ligação entre os pontos, entre empresários e representantes do Comitê Olímpico Internacional (COI). E é por conta desses indícios que foram impostas medidas de prisão ao senhor Carlos Nuzman, que fica impedido de deixar o país até que as investigações sejam finalizadas – disse Fabiana Schneider.

A procuradora informou que o MPF busca o bloqueio de R$ 1 bilhão em bens por danos morais coletivos ao povo brasileiro. Segundo o MPF, a imagem do país ficou manchada.

  • Os Jogos foram usados para um trampolim de atos de corrupção de dimensão olímpica. Formou-se uma triangulação de interesses e favores de agentes políticos e esportivos, e um seleto grupo que planejou passo a passo. Pedimos um bloqueio de bens de um bilhão de reais a título de danos morais coletivos. Esse esquema usou a população brasileira e ofende objetivamente a honra de todos os brasileiros.

As investigações encontraram indícios de que Nuzman teve participação direta nos atos de compra de votos de membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a eleição do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e que teria sido o responsável por interligar corruptos e corruptores.

  • Todos esses elementos comprovam que Sérgio Cabral e sua organização compraram um voto para sediar a Olimpíada do Rio em 2016 – completou a procuradora.

Procurado, o Comitê Olímpico Internacional (COI) se pronunciou sobre a operação desta terça-feira via assessoria de imprensa. A resposta foi a mesma dada em março após a denúncia do jornal “Le Monde”.

  • O COI soube sobre a operação pela mídia e está fazendo todos os esforços para obter mais informação. É no mais alto interesse do COI obter esclarecimentos sobre este assunto.

As investigações encontraram indícios de que Nuzman teve participação direta nos atos de compra de votos de membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) para a eleição do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e que teria sido o responsável por interligar corruptos e corruptores.

  • Todos esses elementos comprovam que Sérgio Cabral e sua organização compraram um voto para sediar a Olimpíada do Rio em 2016 – completou a procuradora.

Procurado, o Comitê Olímpico Internacional (COI) se pronunciou sobre a operação desta terça-feira via assessoria de imprensa. A resposta foi a mesma dada em março após a denúncia do jornal “Le Monde”.

  • O COI soube sobre a operação pela mídia e está fazendo todos os esforços para obter mais informação. É no mais alto interesse do COI obter esclarecimentos sobre este assunto.

(*) Informações com Globoesporte.com

Nuzman chega à Polícia Federal do Rio para prestar depoimento (Foto: Reuters)

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