24/03/2019 11h34

Professora brasileira também concorria ao Prêmio, o mais importante da educação mundial

Gisele Berto

O queniano Peter Tabichi foi o vencedor do prêmio ‘Global Teacher Prize’, considerado o ‘Nobel da educação’. O prêmio é de US$ 1 milhão. O anúncio foi feito nos Emirados Árabes durante o Global Education and Skills Forum (GESF), o Fórum Mundial de Educação e Competências (em tradução livre).

Tabichi dá aulas em uma escola de ensino médio que fica em uma área remota e semi-árida do Vale do Rift, no Quênia. Estudantes de diversas culturas e religiões enfrentam dificuldades como fome, drogas, gravidez na adolescência, entre outras, para permanecer nos estudos.

Apesar dos desafios, Tabichi transformou a escola. Ele fundou um grupo de formação de talentos e expandiu o Clube de Ciências. O resultado é que 60% deles são qualificados para competições nacionais. Os alunos da escola já ganharam vários prêmios, entre eles o da Royal Society of Chemistry após aproveitar as plantas locais para gerar eletricidade.

Entre os finalistas estava a brasileira Debora Garofalo, que ensina matérias de tecnologia em uma área carente de São Paulo, cercada por quatro favelas famosas pela violência. Ela é a primeira mulher sul-americana entre os 10 melhores professores do mundo.

Peter Tabichi, do Quênia. Foto: The Varkey Foundation

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