17/03/2016 14h30 – Atualizado em 17/03/2016 14h30

Com o tema “Altas habilidades/ Superdotação”, professores e especialistas em educação da SEMEC aprenderam sobre o tema, ainda novo nas práticas de inclusão

Assessoria

Na manhã desta quinta-feira (17), professores da Rede Municipal de Ensino participaram do o 3º Seminário de Educação Especial, promovido pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC), juntamente com o Departamento Pedagógico. Neste ano, o tema “Altas habilidades/ Superdotação” foi abordado pela Professora Doutora Cristina Maria Carvalho Delou, da Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro. A palestra aconteceu no Papillon Buffet e contou com a presença da secretária de Educação, Jussara Fernandes e demais profissionais da área.

A abertura do Seminário contou com apresentações artísticas dos alunos do AABB Comunidade, projeto desenvolvido pela Associação Atlética Banco do Brasil, Fundação AABB, Federação das AABBs, em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio da SEMEC. A apresentação de dança e do coral Vozes do Brasil, coordenada pelos professores Evalda Reis e Eliseu Garcia, tratou do tema Inclusão. O Hino Nacional Brasileiro foi entoado interpretado na Linguagem Brasileira de Sinais (Libras), por Edmarcia Santos Pereira.

A secretária de Educação, Jussara Fernandes, além dar boas vindas aos professores, falou sobre a trajetória de lutas e conquistas da Rede Municipal de Ensino, que beneficiou tanto o trabalho dos novos professores, quanto à educação oferecida aos alunos. “Hoje eu me orgulho de pegar este microfone e poder falar para vocês, das nossas lutas e de todas as nossas conquistas”, disse.

Segundo a pedagoga especialista em educação especial da SEMEC, Miriam Vieira, o tema deste ano ainda é novo e por isso, foi escolhido para ser trabalhado. “Altas Habilidades e Superdotação está inserido na Lei e faz parte dos critérios que devem ser atendidos pela Educação Especial. Nossa Rede hoje conta com aproximadamente 15 mil alunos e ainda não detectamos nenhum com Altas Habilidades e Superdotação, porém, não queremos ser negligentes. Buscamos orientação com a Professora Doutora Cristina Maria Carvalho Delou, que é uma referência na área. Para os professores que atuam diretamente no Atendimento Educacional Especializado (AEE), ela vai trabalhar a parte instrumental, para capacitar os profissionais a identificar esses alunos e para posteriormente, atendermos cada um na sua especificidade, no Núcleo de Atendimento da Escola Eufrosina Pinto”, explicou.

Na ocasião, também estiveram presentes a presidente do Conselho Municipal de Educação e Previdência, Elaine Aparecida de Sá; a representante do Sistema Positivo, Marisa Mauricio; a Assistente Social Lilian Cristina Marques, que esteve representando a promotora da Infância e Adolescência, Ana Cristina Carneiro Dias.

Palestra

Especialização ainda pouco estudada por grande parte dos professores, as práticas pedagógicas para alunos com Altas Habilidades/Superdotação é uma importante ferramenta na inclusão desse público. Além de frequentarem salas de aula regular, também devem receber o Atendimento Educacional Especializado (AEE), direito garantido pela Resolução CNE/CEB Nº 04/2009.

Doutora em Educação, a professora Cristina Maria Carvalho Delou atua nas áreas de Educação Especial e Educação de Superdotados. Já realizou pesquisas e trabalhos de extensão sobre Inclusão e Acessibilidade de Deficientes Visuais para o Ensino de Biologia, Programa de Atendimento de Alunos com Altas Habilidades/Superdotação e Mapeamento de Demandas de Acessibilidade dos Campi da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro, onde ministra aulas.

Vice-Presidente da Associação Brasileira de Diversidade e Inclusão (ABDIn) para o biênio 2015/2016, atua na área desde 1987 e acredita que a inclusão deve ser dar nas salas de aula, o que apesar de ser um direito, ainda é um grande desafio. A frequência do aluno no ensino regular não garante a inclusão, que deve ser trabalhada com metodologia adequada por professores capacitados e com conhecimento do assunto.

AEE

Implantando com recursos próprios do município em junho de 2012, na administração da prefeita Márcia Moura, o Atendimento Educacional Especializado (AEE), atende aos alunos por meio de equipamentos de informática, mobiliários, materiais pedagógicos e de acessibilidade para a organização do espaço e aplica atividades diferentes das transmitidas nas salas de aula regulares frequentadas pelos alunos, em horário oposto.

Desta forma, não se caracteriza como reforço das atividades escolares e sim um complemento que busca eliminar as barreiras, possibilitando desenvolvimento, aprendizagem e a plena participação na sociedade.

Ferramenta da Educação Inclusiva, a Educação Especial, de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de dezembro de 1996, é a “modalidade de educação escolar oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/ superdotação”.

(*) Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Três Lagoas

Professores da REME participam 3º Seminário de Educação Especial. (Foto: Assessoria)

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