31/07/2018 11h04

Willams Araújo

Prognóstico

O recuo de André Puccinelli (MDB) deixou uma dúvida no ar em relação à disputa governamental em Mato Grosso do Sul. Apesar de a cúpula partidária indicar um nome de peso, no caso o da senadora Simone Tebet, não se sabe ao certo se o grupo político liderado pelo emedebista terá a mesma “pegada” durante a campanha eleitoral no confronto com o tucano Reinaldo Azambuja.

Filme antigo

Aliás, essa situação se reporta à campanha eleitoral de 2002, quando André Puccinelli desistiu de enfrentar o então governador Zeca do PT, reeleito à época, para apoiar a então deputada federal Marisa Serrano, indicada pelo PSDB. A tucana até surpreendeu e foi para o segundo turno contra o petista, mas perdeu as eleições porque não teve o apoio efetivo nem de André e nem do MDB.

Otimismo

Apesar do forte desgaste político após a prisão, há aqueles no MDB que ainda acreditam na candidatura estratégica de André Puccinelli, caso, claro, ser liberado em tempo, ou seja, no prazo-limite para registro de candidatura pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral), já que a legislação permite a troca de candidatos.

Entusiasmo

Um dos mais otimistas da candidatura do italiano é o ministro da Secretaria De Governo da Presidência da República, Carlos Marun (MDB-MS). “O André pode se candidatar, porque sequer foi denunciado. Não tem nenhuma condenação e pode ser candidato ao que quiser, menos a presidente por não ser brasileiro nato”, gaba-se, mesmo diante da agonia que passa o correligionário, preso desde o último dia 20.

Vai Zeca

Dizem que seja quem for o candidato da chapa governista, uma cadeira do Senado está reservada a Zeca do PT, atualmente deputado federal. Analistas acreditam que ele deve se juntar a bancada petista que atualmente conta com nove senadores, a 3.ª maior da Casa. Sete encerram o mandato neste ano. Só Paulo Rocha (PA) e Fátima Bezerra (RN) ficam até 2022. Os petistas apostam na eleição de três nomes para tentar repor em parte seus quadros: Eduardo Suplicy (SP), Dilma Rousseff (MG) e Jaques Wagner (BA).

Comentários