25/05/2015 18h00 – Atualizado em 25/05/2015 18h00

Além de levar conhecimentos sobre o agronegócio, o conteúdo do Agrinho aborda temas como ética, saúde, sexualidade, cidadania, meio ambiente, cultura e desenvolvimento social

Assessoria

O Programa Agrinho, desenvolvido em 20 municípios pela Federação da Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul) e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), está implantado em Ribas do Rio Pardo.

Na Manhã da última sexta-feira (22), houve a capacitação dos professores da Rede Municipal de Ensino, nas dependências da Escola Estadual Eduardo Batista Amorim (EBA). A Diretora da Escola, Débora Lopo, deu boas vindas a todos.

A Secretária Municipal de Educação, Rosimeire dos Santos, falou sobre os benefícios do programa Agrinho para estudantes e professores, pelo segundo ano consecutivo em Ribas do Rio Pardo.

A Técnica Pedagógica Nilce Lucchesi, representou a Coordenadora do Programa Agrinho no Estado, Sandra Serrano, e apresentou a equipe de sete instrutores. Ela disse que “o Programa Agrinho está dando certo em Ribas do Rio Pardo e no Estado, até porque ele estava implantado em oito municípios e este número aumentou para 20, com a adesão de mais 12.”

“O programa trabalha com os temas transversais, é um programa de ação social, para complementar o trabalho do professor em sala de aula”, disse. Além de levar conhecimentos sobre o agronegócio, o conteúdo do Agrinho aborda temas como ética, saúde, sexualidade, cidadania, meio ambiente, cultura e desenvolvimento social.

A novidade para este ano, ministrada na oficina pedagógica de sexta-feira, são os cadernos regionalizados. “Temos os nossos artistas da terra, como o poeta Manoel de Barros, artistas plásticos como Luiz Xavier (Luxavili), Issac de Oliveira, então as crianças terão oportunidade de conhecer através do Programa Agrinho, a nossa cultura também”, anuncia Lucchesi.

Em 2014, o Programa Agrinho atendeu 88 escolas no Estado, com benefício para cerca de 10 mil alunos e distribuição de cerca de 31 mil livros paradidáticos. “Houve concursos no final do ano de desenhos, para o primeiro ano, que neste ano será também para o segundo ano, e de 3° ao 9° ano concurso de redação cujo tema está relacionado a ligação do campo com a cidade e o que pode ser feito para melhorar isso”, explica a técnica pedagógica.

Os professores também participaram na categoria experiência pedagógica com relatos de suas experiências no programa. A professora Edervânia Bruschi, por exemplo, concedeu entrevista para falar sobre o trabalho de produção e cultivo de horta com seus alunos na Escola Iracy da Silva Almeida.

“Tenho 30 alunos e 70% são da zona rural e trabalhamos o Programa Agrinho nas disciplinas de Geografia e de Ciências”, explica. De imediato constatou que os estudantes têm muito contato com horta em casa e o plantio começou em garrafa pet, “onde trabalhamos também a questão da reciclagem.”

No final, a produção aumentou e os alunos acabaram criando uma horta em caixotes de madeira. “O resultado são três canteiros e até a produção é utilizada até pela merendeira da escola, e todos os alunos cuidam … o projeto é um sucesso”, conclui a professora.

A representante da Secretaria Estadual de Educação, Ariadene Pulchério, disse que “o Agrinho soma na aplicação do conteúdo curricular e a Secretaria de Educação apoia estas iniciativas.” O objetivo é fazer com que o professor tenha um suporte maior para utilização do seu material em sala ou fora dela.

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