01/09/2014 16h48 – Atualizado em 01/09/2014 16h48

Com equipamentos de informática velhos, ou seja, lixos eletrônicos ou E-lixos, um projeto da UEMS utilizou os conceitos da Robótica Pedagógica Livre para ensinar alunos da Escola Estadual Antônia da Silveira Capilé, de Dourados, a construir robôs e a se interessarem por engenharia

Da Redação

Com equipamentos de informática velhos, ou seja, lixos eletrônicos ou E-lixos, um projeto da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) utilizou os conceitos da Robótica Pedagógica Livre para ensinar alunos da Escola Estadual Antônia da Silveira Capilé, de Dourados, a construir robôs e a se interessarem por engenharia.

De acordo com o orientador do trabalho, professor e engenheiro Dalton Pedroso de Queiroz, o objetivo do projeto não era criar especificamente um robô, mas sim, um kit de peças que pudesse ser usado para confeccionar vários robôs, de vários tipos e formas. Foi desenvolvido nacionalmente em 2013 e finalizado neste ano, com recursos e bolsas do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

Para começar a se ambientar, inicialmente foi dada uma capacitação sobre eletrônica básica e robótica aos alunos bolsistas do ensino médio e da UEMS. Também foram usados softwares para criação de imagens em 3D e ensinado aos alunos algumas técnicas de confecção de moldes para algumas partes de um robô bípede – com pernas, mãos e braços.

O aluno do 3° ano do ensino médio, William Matheus Michel Braucks, que participou do projeto, disse que aprendeu muito e obteve uma nova perspectiva a respeito das colaborações entre diferentes ciências. “Esse projeto acabou sendo muito interessante, em especial pela parte da pesquisa. Ter ido à busca de diversas informações a respeito, principalmente, de física, mas, claro, também das questões ambientais foi bastante interessante pra mim. Desenvolvi diversas noções dentro de física que eu não tinha antes, assimilei novos conceitos e por aí vai; era exatamente o que eu esperava quando topei participar do projeto: aprender”, relatou Braucks.

Desmontando as máquinas, os alunos foram descobrindo as peças que poderiam ser reutilizadas para o curso de robótica. Com isso foi possível montar um kit mecânico usando parafusos, porcas, molas e apoios metálicos reaproveitados do lixo eletrônico.

“As partes perfuradas de plástico são excelentes para as conexões mecânicas e estruturais, pois os furos são usados para fixação de parafusos, unindo uma parte na outra de maneira fácil e prática.

Também as tampas de gabinetes podem ser usadas como estruturas reforçadas através do corte emoldurado. A base pesada de ferro de um HD (hard disk), por exemplo, pode ser usado com peça estabilizadora em sistemas plataforma”, disse o professor.

O projeto comprovou que no lixo eletrônico – velhas impressoras, copiadoras, scanners, estabilizadores, aparelhos de som – podem ser encontrados diversos materiais como sensores, peças mecânicas e eletromecânicas que são de alto custo.

Os alunos foram incentivados a pesquisar na internet robôs simples e tentarem reproduzi-los usando o kit. Assim eles tiveram ensinamentos básicos de engenharia eletrônica e mecatrônica com a prática na construção de robôs. E com os conhecimentos adquiridos participaram da edição 2013 da Fetec MS (Feira de Tecnologias, Engenharias e Ciências de Mato Grosso do Sul), com publicação de trabalho, desvendando o campo da iniciação científica.

(*)Com informação de Noticias MS

Comentários