As chuvas devem retornar ao estado entre hoje e sexta-feira, mas serão mais intensificadas a partir do dia 21; acumulados podem chegar a 70mm

Após um longo período de estiagem, que acarreta em incêndios generalizados e impactou na produção agrícola, Mato Grosso do Sul começa a sentir, novamente, o cheiro da chuva.

A previsão é de chuvas mais intensas e significativas que devem ter início no período entre 14 a 16 de outubro, com acumulados de até 40 milímetros já possibilitando o fim da estiagem. O segundo período, entre 21 a 29 de outubro, promete acumulados maiores que podem chegar a 70 milímetros. O alerta para a população é que as chuvas estimadas para os próximos dias podem vir acompanhadas de eventos adversos como raios, chuvas intensas, ventos fortes e granizo.

Nesta quarta-feira (14) o céu fica nublado a encoberto com possibilidade para pancadas de chuvas em todas as regiões. Os índices de umidade do ar ficam elevados com variação entre 80% a 40%.

Vento fraco a moderado em todas as regiões com possibilidade de rajadas nas regiões pantaneira, sudoeste, sul e central. Neste dia as temperaturas poderão variar entre de 20°C a 37°C no Estado, e para a Capital a mínima esperada é de 24°C e a máxima de 32°C.

Além desta quarta-feira, previsão emitida pelo Cemtec/Semagro indica que os próximos dias serão chuvosos no Estado, podendo ocorrer eventos adversos como chuvas intensas, raios, ventos fortes e granizo, sendo necessários alguns cuidados. 

Longa briga com a estiagem

O clima seco e a falta de chuva por períodos prolongados ainda causam grandes impactos na vida da população de Mato Grosso do Sul, que vão desde as queimadas que já consumiram 3.977.000 hectares do Pantanal (Lasa/UFRJ) ao cultivo de alimentos que tem um tempo certo para plantio.

O pouco volume e a má distribuição das chuvas ocorridas até o momento estão ligados ao La Niña que rege a primavera 2020 e deixa a regularização da umidade tardia, segundo especialistas. Essa condição já era prevista pelo prognóstico climático da estação que começou em 22 de setembro e vai até 21 de dezembro, e indica tendência de estiagem para algumas regiões do País, incluindo a centro-oeste.  

Sofrimento do Pantanal

Quando se fala em grandes volumes de chuva toda expectativa se volta para as queimadas no Pantanal. Tendência indica que a próxima quinzena será marcada pelo retorno das chuvas generalizadas e com grandes acumulados sobre Mato Grosso do Sul.

Mesmo com chuvas isoladas que foram registradas nos últimos dias em Mato Grosso do Sul, inclusive com a presença de granizo, raio e ventos fortes, a estiagem e a fumaça que encobrem o céu do Estado só serão combatidos com a chegada de chuva generalizada com acumulados acima de 10 milímetros, explica a coordenadora do Centro e Monitoramento do Tempo e do Clima, Franciane Rodrigues.

“Isso ainda não ocorreu, mas a promessa é que as chuvas retornem nessa segunda quinzena com maior efetividade. Nossa última chuva significativa com acumulados elevados ocorreu entre 16 a 22 de agosto. Desde então, até ocorreram chuvas com potencial de tempestade localizados, mas nada significativo para sairmos da condição de tempo seco”.

Falando em temperatura, os primeiros dias de outubro quebraram recordes históricos com uma intensa onda de calor que atingiu diversas áreas do País. Por aqui, as máximas registradas foram de 44,6°C em Água Clara e de 41°C em Campo Grande, ambas no dia 5. Apesar disso, o esperado para o trimestre é de que as temperaturas fiquem até 2°C abaixo da média histórica, podendo registrar índices de 22,5°C a 27,5°C, sendo as mais elevadas na região pantaneira.

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