17/11/2006 14h51 – Atualizado em 17/11/2006 14h51

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Eleito Senador pelo Estado de Mato Grosso do Sul em 1994, Ramez Tebet é um raro caso de político que conseguiu alcançar o mais elevado destaque logo no seu primeiro mandato de âmbito federal. Isso não constituiu uma surpresa para aqueles que puderam acompanhar sua carreira de homem público nos vários cargos que exerceu anteriormente, como Prefeito de Três Lagoas, Deputado Estadual Constituinte, Secretário de Justiça do Estado, Vice-Governador e Governador do Estado, Superintendente da SUDECO, entre outros. Essa carreira é uma demonstração clara de uma grande disposição para o trabalho em prol da sociedade, e de um talento nato para a política e a administração pública. Sua atuação no Senado da República tem merecido o reconhecimento da sociedade e de seus pares. Basta lembrar que o Senador Ramez Tebet tem sido indicado, em anos seguidos, pelo DIAP – Departamento Inter-Sindical de Acompanhamento Parlamentar, como uma das cem mais importantes lideranças políticas do Congresso Nacional. De seus colegas do Congresso tem recebido a incumbência de exercer importantes e delicadas missões, o que só vem comprovar a confiança que seu trabalho inspira em amplos círculos da vida nacional. Dentre essas missões, poderíamos destacar algumas, por sua especial relevância. Como relator do Projeto SIVAM, pôde desenvolver um trabalho impecável para a garantia da soberania nacional, e para a defesa efetiva de nosso território. Igualmente impecável foi seu trabalho como relator do Orçamento Geral da União, num dos raros anos em que este foi discutido e votado obedecendo estritamente aos prazos estabelecidos na Constituição. Ao exercer a Presidência da CPI do Judiciário, conquistou a admiração e o respeito dos brasileiros de todos os quadrantes, pela seriedade, equilíbrio e firmeza com que soube dirigir os trabalhos da Comissão. Foi isso, seguramente, que lhe valeu a indicação para a Presidência do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado Federal, onde puderam ser provadas, mais uma vez, suas altas qualidades de homem público. Basta dizer que sob sua direção, sempre firme e isenta, chegamos, ao final de um longo e delicado processo, à primeira cassação, em nossa história, de um Senador da República. Outro processo, igualmente delicado e polêmico, levaria à renúncia dois dos mais poderosos senadores de então. Convocado pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso para dirigir o Ministério da Integração Nacional, tomou posse em 20.06.2001, conquistando quase imediatamente a confiança e o entusiasmado apoio dos técnicos da Pasta e dos órgãos a ela subordinados. Sua gestão, entretanto, encerrar-se-ia três meses depois, quando, convocado por seus colegas senadores, pediu demissão do cargo de Ministro para concorrer à Presidência do Senado Federal, que enfrentava àquela altura uma de suas mais graves crises, que culminou na renúncia do então Presidente Senador Jader Barbalho. Com serenidade e firmeza, marcas indeléveis de seu caráter, o Presidente Ramez Tebet pacificou o Senado Federal, conduzindo a Câmara Alta – e, por extensão, todo o Congresso Nacional – de volta ao caminho da normalidade institucional e da produção legislativa. Deixou a Presidência, ao término do seu mandato, contando com a aprovação e o reconhecimento de todos os seus pares. Concorrendo à reeleição para o Senado em 2002 (para o período de 2003 a 2011), recebeu consagradora votação de seus conterrâneos sul-mato-grossenses: 734.253 votos, quase duas vezes e meia o número de votos que obtivera na eleição anterior. Como parlamentar, Ramez Tebet tem apresentado importantes projetos visando ao aperfeiçoamento de nossas instituições. Numa listagem nem de longe exaustiva, podem ser lembrados o projeto que propôs a mudança no conceito de empresa nacional; o que estabeleceu a tipificação do crime de tortura; vários projetos dedicados à questão da terra, como o rito sumário para a desapropriação; a alteração da idade para a aposentadoria compulsória do servidor público; a utilização dos recursos do FGTS para custear os estudos dos filhos dos trabalhadores; a isenção da taxa para aquisição da primeira Carteira de Identidade, entre outros. Recentemente, presidindo a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, foi Relator da nova Lei de Recuperação de Empresas, que veio substituir a antiga (e ultrapassada) Lei de Falências. Seu Relatório, bem como o texto final da lei, dele resultante, mereceram entusiásticos aplausos dos maiores especialistas da matéria, por dotarem o país de um instrumento legal moderno, ágil e adequado às necessidades do atual estágio do desenvolvimento brasileiro. Apesar do grande destaque que seu nome alcançou em todo o país, o compromisso primeiro do Senador Ramez Tebet continuou sendo com o progresso e o desenvolvimento de seu torrão natal, que começa em Três Lagoas, expande-se para o Estado de Mato Grosso do Sul e a região Centro-Oeste, tendo sempre em mira, obviamente, o bem-estar de toda a gente brasileira. Ramez Tebet entende que o Centro-Oeste é uma das mais importantes fronteiras para garantir o desenvolvimento sustentável de nosso país, pelas imensas potencialidades ainda não desenvolvidas de sua terra e de sua gente. Esse objetivo é o centro de toda a sua atividade pública, por ele tem lutado até hoje e continuará lutando sempre.

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