10/11/2014 15h08 – Atualizado em 10/11/2014 15h08

Palestras iniciam debate sobre internacionalização na UFGD

Rearranjo curricular, troca de culturas e melhoria da qualificação profissional e pessoal foram alguns dos temas abordados​

O Escritório de Assuntos Internacionais (ESAI) da UFGD promoveu, na última sexta-feira (7), duas palestras sobre internacionalização que integraram a primeira etapa de discussão do assunto na Universidade. Estiveram presentes, no cineauditório da Unidade 1, a professora Liliane Sade, assessora para Assuntos Internacionais da Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ), e o professor Carlos José de Mesquita Siqueira, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A ideia, segundo o chefe do ESAI, professor Alfa Oumar Diallo, é trazer novas discussões e experiências para a realidade da comunidade acadêmica da UFGD, do que acontece pelo Brasil afora sobre a política de internacionalização das universidades brasileiras. Para o reitor, professor Damião Duque de Farias, é necessário debater sobre o caminho em que estamos e devemos seguir.

“Temos que trilhar o fortalecimento dessa política dentro da UFGD e, para isso, será necessário um conjunto de missões. O ESAI, representado na pessoa do professor Alfa, está em todos os lugares do mundo realizando um trabalho importante, que é o de conhecer um conjunto de possibilidades, parcerias, convênios e acordos que podem render frutos para a nossa Universidade”, destacou o reitor.

Damião enfatizou ainda que é necessária a troca de experiências para um rearranjo da arquitetura curricular dos cursos de graduação e pós-graduação, e o lançamento de editais para articular servidores para essas novas experiências, que acarretam a qualificação e a melhoria do trabalho pessoal e profissional dos técnicos e docentes.

Internacionalização e valorização

Para a assessora para Assuntos Internacionais da UFSJ, Liliane Sade, a política de internacionalização da Educação Superior vem possibilitando a construção de um Brasil não só feito de belezas naturais, futebol e samba, mas que também tem qualidade de ensino. Liliane enfatizou que antes a educação internacional era feita de iniciativas isoladas e elitistas, voltada para a troca de experiências apenas em países do norte da América Latina. “Hoje, a internacionalização não é apenas a relação entre países, mas entre culturas, e que faz parte da vida acadêmica permeando o tripé ensino, pesquisa e extensão”.

Além disso, segundo Liliane, a internacionalização é instrumento de melhoria da qualidade desse tripé e de valorização do local, fazendo universidades serem respeitadas e reconhecidas pelo mundo afora. “A educação no Brasil é um bem público e para todos, e isso é um diferencial. São essas relações que vamos estabelecer com países de todo o mundo. E ao permitir essa troca a servidores e acadêmicos, existem influências mútuas para a construção e desconstrução de discursos, com formação de novas ideologias”.

O desafio para as universidades brasileiras, conforme a professora, é que as instituições não podem mais ser centros cristalizados, mas devem preparar profissionais para pensar e agir crítica e colaborativamente. “É pensar universidades com demandas globais, estruturas curriculares mais flexíveis e mais relação com a prática. É pensar nas atratividades institucionais que equilibram a mobilidade internacional de quem entra e de quem sai, e no financiamento dessa política. A internacionalização modifica a qualidade de vida em nível global, e isso não é sonho nem utopia”.

Trocas possíveis

O engenheiro mecânico e coordenador da Assessoria de Relações Internacionais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), professor Carlos José de Mesquita Siqueira, enfatizou a flexibilização curricular como uma política interna da instituição, bem como a criação de disciplinas optativas iguais às das universidades parceiras. A universidade estuda também a criação de disciplinas eletivas, com carga horária prevista no Plano Político Pedagógico de cada curso, para que haja validação do que o aluno estuda fora do país.

O professor destacou também os programas ‘Study Abroad’, de compartilhamento de experiências entre estudantes e professores, os estágios internacionais em laboratórios de pesquisas e o ‘Research Training’, de iniciação científica internacional, que induz a cooperação na área da pesquisa, a forte interação entre graduação e pós-graduação, a redução no prazo da formação de doutores e o aumento da atratividade de estudantes de alto potencial para a universidade brasileira.

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