19/03/2018 08h57

Willams Araújo

Reconciliação

Antigos aliados, os principais líderes políticos de PSDB e MDB continuam conversando na tentativa de selar uma aliança visando à disputa para o governo de MS. Esse entendimento vem de longa data e envolve principalmente o presidente da Assembleia Legislativa, Júnior Mochi (MDB), companheiro de primeira hora do governador Reinaldo Azambuja. O deputado Eduardo Rocha (MDB), por exemplo, já confidenciou a amigos íntimos que prefere apoiar o tucano a pedir votos para o correligionário André Puccinelli, que tem tudo para desistir de sua candidatura. Os emedebistas querem mesmo é conforto para reeleger seus representantes na Assembleia, na Câmara e no Senado, além de comandar cargos em eventual reeleição de Azambuja.

Fritura exposta

Não chamem para sentar a mesma o deputado federal Geraldo Resende (PSDB) e o comando regional do PSDB, capitaneado pelo deputado estadual Beto Pereira. O parlamentar douradense anda uma arara com a direção do seu partido por conta das articulações em torno da escola dos candidatos tucanos que irão disputar as duas vagas a que Mato Grosso do Sul tem direito no Senado. Se sente preterido no grupo que tem como pré-candidatos os secretários de Governo, Eduardo Riedel, e Infraestrutura, Marcelo Miglioli. Além do ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho o Trad, em caso de aliança com o PTB. Ameaça, inclusive, a abandonar o ninho. O comentário pelos corredores palacianos é que tem gente usando o velho ditado: “já vai tarde”.

Ciumeira

O que mais intriga Geraldo Resende é o fato de a direção do PSDB abrir espaço para o ex-prefeito Nelsinho Trad, que esteve no lançamento da pré-candidatura de Reinaldo Azambuja, em Ivinhema, no dia 10 deste mês, quando subiu ao palco e teceu diversos elogios ao chefe do Executivo. “Temos um pré-encaminhamento já iniciado com o PSDB. Estamos conversando com o deputado Beto Pereira e temos uma construção desse caminho. Para aliança, vamos observar muito a direção nacional do PTB”, revelou Nelsinho, para a tristeza do tucano douradense, igualmente interessado no salão azul do Senado.

Abraço de tamanduá

Ao menos 9 ministros planejam deixar seus cargos para disputar eleições de outubro, mas Carlos Marun (MDB-MS) decidiu sacrificar o seu projeto de reeleição e os planos do ex-governador André Puccinelli (MDB) de retornar ao comando do governo de Mato Grosso do Sul na tentativa de ‘salvar’ o governo de Michel Temer. Outros dois ministros ainda não decidiram se vão deixar os cargos (mas podem sair); cinco já disseram que permanecerão no governo; e dois não se manifestaram. Devem morrer abraços com Temer, além de Marun, Eliseu Padilha (MDB-RS): Casa Civil; Moreira Franco (MDB-RJ): Secretaria-Geral; Raul Jungmann (PPS-PE): Segurança Pública; Blairo Maggi (PP-MT): Agricultura.

Desabafo

A CNM (Confederação Nacional de Municípios) lamenta declaração do ministro da Justiça, Torquato Jardim, durante o Fórum Econômico Mundial realizado na quinta-feira (15), quando afirmou que a corrupção encontrada na Operação Lava-Jato é pequena quando comparada às fraudes que existem nos municípios brasileiros. A entidade, da qual a Assomasul é filiada, destaca que o movimento municipalista vai se posicionar junto à imprensa nacional nesta segunda-feira (19), durante coletiva de imprensa, para mostrar a situação real das prefeituras em relação a diversas áreas.

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