17/06/2019 11h59

Venda da subsidiária da Petrobrás para a russa Acron deve ser concluída até setembro; funcionamento da UFN3 atrairá cerca de 20 empresas-satélites, que movimentam grande volume de recursos e empregam centenas de pessoas

Gisele Berto

Com a liberação da justiça para a venda das subsidiárias da Petrobrás UFN3 e ANSA, representantes da empresa russa Acron já se animam para concluir o negócio de mais de R$ 8 bilhões.

De acordo com o Secretário Estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura, Jaime Verruck, a expectativa é que a venda das unidades esteja fechada até setembro.

RENOVAÇÃO DOS INCENTIVOS

Segundo Verruck, em entrevista ao Correio do Estado, a Petrobrás – que ainda é dona das fábricas – teria pedido ao Governo do Estado a prorrogação do regime de incentivos fiscais para conclusão da obra. Os benefícios vencem neste mês, mas seus efeitos devem ser prorrogados imediatamente. Os incentivos isentam de impostos estaduais a aquisição de estrutura, dos maquinários para a conclusão da obra.

Quando foi paralisada, em 2014, a UFN3 tinha 83% das obras concluídas. “A ideia é que o negócio envolvendo a Petrobrás e a Acron esteja concluído até setembro e, a partir daí, a mobilização do canteiro de obras da unidade de Três Lagoas leve mais seis meses”, disse Verruck. A construção da fábrica deve ser retomada no primeiro semestre de 2020 e as operações estão programadas para ter início em 2022.

EMPREGOS E MAIS INDÚSTRIAS

Além da geração de empregos – tanto no canteiro de obras quanto na operação da fábrica – a UFN3 deve atrair, ainda, cerca de 20 empresas-satélites, ou seja, indústrias que operarão à sombra da fábrica de fertilizantes.

São misturadoras dos compostos que a UFN3 vai fabricar, que movimentam grande volume de recursos e empregam centenas de pessoas.

A unidade de Três Lagoas produzirá ureia, composto utilizado em 57% dos fertilizantes, e amônia, utilizada em larga escala pelo agronegócio e setores da indústria. Também será produzido gás carbônico, utilizado na fabricação de refrigerantes e para fins hospitalares. “Esta fábrica fará com que o setor industrial do Estado suba de patamar”, comemorou Verruck.


Imagem aérea mostra como está a construção da UFN3 hoje em dia, após mais de quatro anos de paralisação. Veja mais imagens no vídeo abaixo. Foto: Ricardo Ojeda


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