10/05/2016 10h23 – Atualizado em 10/05/2016 10h23

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura se o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) é responsável pelas invasões de terras em Mato Grosso do Sul deve entregar nesta terça-feira (10) o relatório final ao MPE (Ministério Público do Estado).

O deputado estadual Paulo Corrêa (PR), relator do colegiado, apresentou seu relatório preliminar no último dia 4.

VOTAÇÃO

A votação do relatório final do deputado republicano ocorrerá a partir das 14h, de hoje, no Plenarinho da Assembleia Legislativa.

Ao todo, a CPI do Cimi promoveu 22 sessões, quando foram ouvidos delegados, indígenas, antropólogos e membros da organização investigada. Pelo que se conhece de Corrêa, o conselho Indigenista poderá ficar em mãos lençóis.

ATREVIMENTO

Da interinidade do mandato, Waldir Maranhão (PP-MA) parece ter jogado um balde de água fria na cabeça de muita ao anular o processo de impeachment da presidente Dilma. Apesar do imbróglio, a decisão do progressista não deve dar em nada, uma vez que não tem base legal, conforme juristas.

Para analistas, o que pode ocorrer no máximo é a decisão retardar um pouco o andamento da degola da companheira de Zeca do PT e Vander Loubet no Senado. A não ser que o STF intervenha, como fizera com Eduardo Cunha (PMDB), que anoiteceu presidente e amanheceu com o oficial de justiça na porta.

DIZIMADOS

Após mais de uma década no poder, os petistas agora sofrem uma caçada sem trégua da Justiça ( e não era pra menos pela lambança que faz até hoje). Depois de tanta gente na mira do juiz Sérgio Moro, agora foi a vez do ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, ser levado coercitivamente à presença do delegado da PF, para dizer o que sabe a respeito do Carf (Conselho de Administração de Recursos Fiscais).

Pelas denúncias, ele [Mantega] é amigo do empresário suspeito de comprar decisões do órgão e, por isso, teve que dar explicações detalhadas sobre o assunto.

FILA INDIANA

Enquanto isso, em Brasília, peemedebistas de todos os recantos do país fazem romaria ao Palácio do Jaburu para um tetê-à-téte com Michel Temer, para tentar um abrigo até o fim de 2018. Entre os correligionários de plantão está o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, que, no mínimo, deve ser aquinhoado com alguns cargos no governo federal.

Assim, ele vai arregimentando os companheiros na luta por futuros embates nas urnas. Há quem diga que ele é ‘prefeitável’ em outubro, já outros dizem que ele vai viver um período sabático até as eleições gerais.

Comentários