26/04/2016 12h07 – Atualizado em 26/04/2016 12h07

A CPI que investiga suposta culpa do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) nas invasões de terras produtivas em Mato Grosso do Sul entra na fase final. Além de ontem à tarde, quando houve mais uma audiência pública, outra sessão (a última) deve ocorrer nesta quarta-feira (27). Apesar dos quase 180 dias de trabalho, o colegiado ainda não sabe se pede indiciamento de possíveis responsáveis pelas invasões de terras em MS, que, como conseqüência, causaram enorme prejuízo a produtores rurais e aos municípios, principalmente na região sul do Estado.

PONTO G

Particularmente, a presidente da CPI, deputada Mara Caseiro (PSDB), garantiu que se dependesse dela os trabalhos não iriam acabar em pizza. No entanto, todas as atenções estarão voltadas para o relatório final do republicano Paulo Corrêa (PR), que tanto pode pedir o indiciamento de alguns ou não. Em reuniões reservadas, os membros do colegiado, que começou a funcionar em 8 de outubro, garantem ter elementos suficientes para pedir o indiciamento de pessoas ligadas ao Cimi, o que, por lei, caberá apenas ao MPE-MS (Ministério Público Estadual).

ROMARIA

De pires nas mãos, os prefeitos de Mato Grosso do Sul se prepararam para participar da XIX Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios que ocorrerá entre os dias 9 e 12 de maio. No último ano de mandato, os gestores públicos vão em busca de mais recursos e da aprovação de matérias de interesse dos municípios que estão na pauta no Congresso Nacional. “Realmente, o clima é de tensão no Congresso, mas nós prefeitos temos de fazer a nossa parte no sentido de mudar a situação caótica vivida pela maioria dos municípios brasileiros”, sugeriu o presidente da Assomasul, Juvenal Neto (PSDB), ao convocar os colegas.

SUFOCO

Se não bastasse o imbróglio político em decorrência da tensão no Congresso Nacional por conta do afastamento ou não da presidente Dilma Rousseff, os parlamentares, na Câmara dos Deputados, por exemplo, estão com as mãos atadas para votar algumas matérias. A Casa iniciou a semana com a pauta trancada por quatro medidas provisórias) e por dois projetos com urgência constitucional, que poderão ser analisados em sessões a partir de terça-feira (26).

CULPA

Entre as votações previstas na Câmara, estão propostas que abordam renegociação de dívidas de produtores rurais e pagamento do benefício Garantia-Safra e precatórios. Enquanto isso, o cidadão sonha acordado por dias melhores, num pais onde a corrupção reina há tempos e ainda tem espertalhão querendo se perpetuar no poder usando, como desculpa, a palavra “golpe” para se dizer injustiçado mesmo diante das evidências.

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