30/09/2015 09h06 – Atualizado em 30/09/2015 09h06

Os suplentes dos vereadores envolvidos na Operação Coffee Break devem estar fazendo promessas a todos os santos para que a caneta da Justiça disponha de tinta suficiente no momento de ser usada contra os titulares dos cargos. Afinal, nada menos que 23 das 29 vagas podem ser abertas no Legislativo de uma só vez. Mesmo sem ter concluído as investigações, o Gaeco já encontrou elementos suficientes para pedir o afastamento dos parlamentares. Isso significa, na prática, que até o fim dos trabalhos muita coisa ainda poderá acontecer. Até prisão.

ALELUIA

Gaiato não se aguentou ao ver publicado o nome dos envolvidos na cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP) e disparou: ‘pela primeira vez o PT não está envolvido num escândalo de corrupção’. Aliás, é bom que fique claro, os petistas foram as principais trincheiras de Bernal no Poder Legislativo, tendo à frente a voz forte de Alex do PT na defesa do progressista. Sem contar também o PPS, de Luiza Ribeiro, e o PDT, de Paulo Pedra. Os demais só fizeram conspirar contra e o resultado é o que todos já sabem, ou seja, legislaram em causa própria.

QUIETO

Se a operação Coffee Break já pediu a prisão de duas pessoas, a Lama Asfáltica, que desencadeou essas investigações, deve vir para a segunda fase também com solicitações semelhantes. As cifras milionárias desviadas, segundo a Polícia Federal, estão distribuídas por várias obras. Entre elas, diversas rodovias, avenidas em Campo Grande e o emblemático Aquário do Pantanal. Sem vazar nenhuma informação desde o seu início, essa operação trabalha com o efeito surpresa. Quando menos se espera, o pessoal chega e inicia a devassa.

CIMI

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) criada pela Mesa Diretora da Assembleia Legislativa para investigar o Cimi (Conselho Indigenista Missionário) fará a sua primeira reunião nesta quarta-feira. A partir da instalação, o colegiado terá prazo de 120 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogados por mais 60. Integram a comissão os deputados Pedro Kemp (PT), Onevan de Matos (PSDB), Mara Caseiro (PTdoB-Bloco Parlamentar), Paulo Corrêa (PR) e Marquinhos Trad (PMDB).

INVASÕES

Na verdade, a CPI foi criada para apurar suposta participação do CIMI nas invasões de terras na região sul do Estado. Além dos parlamentares, os próprios produtores rurais desconfiam que o órgão incentiva os índios a tomarem áreas produtivas e tituladas de famílias que há anos vivem no local. Não é à toa que o conflito armado envolvendo índios e fazendeiros tem repercutido com frequência na mídia nacional e internacional.

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