09/02/2012 16h31 – Atualizado em 09/02/2012 16h31

O Exército e a Força Nacional de Segurança já acertaram, preventivamente, a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio de Janeiro

Terra

O Exército e a Força Nacional de Segurança já acertaram, preventivamente, a cessão de 14,3 mil homens para atuarem no Rio de Janeiro em caso de greve da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. A Polícia Civil também ameaçava parar. Uma assembleia marcada para a noite desta quinta-feira vai definir se essas categorias vão mesmo cruzar os braços a partir de amanhã.

Um esquema de emergência para manter o atendimento à população normalizado mesmo em caso de greve já foi traçado, segundo o comandante dos Bombeiros, coronel Sérgio Simões. As cúpulas dos Bombeiros e da Segurança Pública do Rio se reuniram na manhã de hoje com o Comando.

Militar do Leste (CML) para definir o emprego de homens do Exército e da Força Nacional de Segurança. Simões detalhou que foram colocados à disposição 14 mil militares do Exército e outros 300 da Força Nacional.

Os homens do Exército seriam voltados para substituir o efetivo da Polícia Militar, e os da Força Nacional fariam o trabalho dos Bombeiros.
“Temos um esquema montado para que, mesmo com efetivo reduzido, possamos atender à população de forma satisfatória”, afirmou.

Todo o efetivo dos bombeiros foi colocado de prontidão a partir de hoje. Os bombeiros colocados em regime de instrução estão sendo deslocados para ações operacionais. Eles somam 700 homens dentro do contingente de 16 mil da Corporação.

Os militares em funções administrativas, que totalizam cerca de 2 mil bombeiros, também poderão ser deslocados a qualquer momento. Simões explicou que já conversou com esses segmentos dos Bombeiros, e não conta com a adesão desses grupos à greve. Por dia, são alocados de 1,5 mil a 1,8 mil militares em regime de serviço. “O pior cenário não prevê uma paralisação geral da corporação”, resumiu Simões.

Apesar de trabalhar com a possibilidade de paralisação, Simões considera inaceitável e “absurda” uma greve da corporação. “Foi colocado como única condição de negociar a greve, o que nos coloca numa posição de não negociar. Não pode haver greve no Corpo de Bombeiros”, afirmou Simões, em entrevista coletiva, no Rio.

Para Simões, o que está em questão é a vida de pessoas, e não o código militar, que proíbe que os bombeiros cruzem os braços. “Não é uma relação de capital e trabalho, e sim de vida e morte”, disse.

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